quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Desaparecimentos aumentaram 20% em quatro anos no Rio

Nos 9 primeiros meses deste ano, foram registrados os desaparecimentos de 4.196 pessoas, 5,2% a mais que no mesmo período de 2010

As ocorrências de desaparecimento no Estado do Rio de Janeiro aumentaram 20% em quatro anos. O número de registros passou de 4.562 em 2006 para 5.473 em 2010, segundo dados oficiais do Instituto de Segurança Pública (ISP), órgão de pesquisa em criminalidade do governo do Estado.

Nos nove primeiros meses deste ano, foram registrados os desaparecimentos de 4.196 pessoas, 5,2% a mais do que no mesmo período do ano passado. “É preciso haver uma pesquisa sobre o paradeiro de pessoas desaparecidas, porque enquanto nós não soubermos quantos foram mortos nestes que estão na lista de desaparecidos, nós nunca vamos poder saber quantas vidas foram interrompidas pelo crime”, ressalta o presidente da organização não governamental Rio de Paz, Antônio Carlos Costa.
Ele cita como exemplo de desaparecidos dois casos emblemáticos no Rio de Janeiro. Um deles é o da engenheira Patrícia Franco, que desapareceu na madrugada de 14 de junho de 2008, na Barra da Tijuca. Seu carro foi encontrado com marcas de bala numa lagoa do Rio, mas seu corpo nunca foi achado. Três anos depois, a Justiça decidiu declarar a morte presumida da engenheira.
Outro exemplo é o caso do menino Juan Moraes, que desapareceu depois de uma operação policial na favela Danon, no município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Seu corpo talvez nunca fosse encontrado se a imprensa não se mobilizasse em torno do caso. Dias depois do desaparecimento o corpo do menino foi encontrado na beira de um rio durante uma busca policial.
Dois estudos do Instituto de Segurança Pública (ISP), realizados em 2009 e 2011 com uma amostra de 10% dos desaparecimentos, revelaram que as pessoas retornam para casa em 70% dos casos. Em 15% dos episódios não se sabe o que ocorreu e, em 5% descobre-se posteriormente que a vítima está morta (dos quais 2% são homicídios ainda não registrados).
Por esses cálculos, é possível que o percentual de pessoas mortas depois de desaparecidas chegue a 20% dos casos. Sendo assim, em 2010, poderiam ser contabilizadas mais 1.094 mortes no estado, além das 5.829 óbitos violentos intencionais registrados oficialmente.
Nos nove primeiros meses de 2011, os casos de possíveis mortes decorrentes de desaparecimentos podem chegar a 839, além das 3.850 mortes violentas intencionais registradas pelo ISP. A Agência Brasil procurou a Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro para saber o que está sendo feito para reverter a tendência de aumento do número de desaparecidos no estado, mas não obteve resposta.

Garota, desaparecida

O desaparecimento da estudante Maiana Vilela, de 16 anos, está intrigando familiares, vizinhos e até a polícia

A adolescente Maiana Vilela: relacionamento com um homem bem mais velho e desaparecimento misterioso
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Familiares e o namorado da estudante Maiana Mariano Vilela, de 16 anos, desaparecida desde a última quarta-feira (21), prestaram esclarecimentos ontem pela manhã no Setor de Desaparecidos da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Cuiabá.

Além das declarações dos parentes, a Polícia Civil pretende descobrir quais foram os últimos passos da garota, de modo a desvendar o mistério.

À imprensa, o empresário Rogério Silva Amorim, de 38 anos, reconheceu que manteve um relacionamento extraconjugal com a garota antes de se separar oficialmente da esposa - com quem viveu há 11 anos. Rogério contou que a ex-mulher trabalha com ele na empresa, mas que a convivência entre os três era tranqüila - declaração que é posta em dúvida por vizinhos da garota (veja matéria ao lado).

Pai de três filhos de distintos relacionamentos, Rogério Silva disse que estava separado há cinco meses, mas há seis havia iniciado o namoro com Maiana. “Estávamos morando juntos há quatro meses”, disse. Porém, a adolescente teria ganhado uma moto Honda Biz do namorado no dia do seu aniversário, segundo ele, comemorado no dia 29 de maio passado (há sete meses).

“Pedi a autorização da família. Foi um erro, mas foi para que ela pudesse ir para escola à noite”, afirmou.

Maiana está desaparecida desde as 13h30 do último dia 21, quando saiu de moto da casa da sogra, no CPA IV, para trocar um cheque no valor de R$ 500 na agência do Banco Itaú localizada no CPA II. O dinheiro foi dado por Rogério e seria usado para o pagamento do caseiro da chácara de propriedade do empresário e para que a adolescente comprasse uma sandália.

Segundo Rogério Amorim, o cheque foi compensado. Mas, desde então, a adolescente desapareceu. “Já rodei mais de dois mil quilômetros procurando”, disse.

O empresário contou que a família tem recebido ligações ou trotes dando conta do paradeiro da garota. “Já fui até em Chapada dos Guimarães. Têm muitas ligações desencontradas”, comentou. A moto também não foi encontrada.

A família também fixou cartazes com fotos da jovem em locais como o terminal rodoviário e o aeroporto. Prima da adolescente, Polyana Martins, de 28 anos, afirmou que verificou inclusive nas empresas de viagens. “Nas agências também não tinham nenhuma informação sobre a Maiana”, afirmou.

Ainda conforme Polyana, Rogério e Maiana viviam bem. “Não havia nenhuma briga recente. Ela estava feliz e pretendia usar a sandália no Natal”, comentou. Além disso, a adolescente também não teria problemas com amigos ou colegas da escola Paiaguas, na região do CPA, onde cursava o segundo ano do ensino médio. Ela ainda fazia um curso no Senai.

Além de Polyana, também prestou esclarecimentos o pai da adolescente, o cabo da Polícia Militar Élson Alves Vilela, de 49 anos. Lotado no 17º Batalhão de Mirassol do D’Oeste, Élson disse que foi comunicado sobre o desaparecimento da filha no dia 22. “Eu estava meio afastado”, comentou.

O cabo está separado da mãe da adolescente, Sueli Cícero Mariano, há 16 anos. Já Suely passava férias no Paraná e deve ser ouvida hoje à tarde pela polícia.

Além das declarações da família e amigos, a polícia civil deverá requerer imagens internas e externas do sistema de segurança do banco, quebra do sigilo telefônico do aparelho celular da garota, além de verificar em agências de viagens.

Também podem contribuir para as investigações as imagens das câmeras monitoradas pelo Centro de Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), já que uma delas, segundo familiares, está localizada no cruzamento das Ruas Pernambuco e Brasil, no CPA.

Na DHPP as declarações dos familiares foram feitas à investigadora Lauriane Vilar. Quaisquer informações a respeito do caso podem ser dadas pelo número 197. A ligação é gratuita e o sigilo garanantido.



tido. http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=404302

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

ANDRELINA LIMA MARQUES

JOSIANE PEREIRA

CARTILHA SOBRE DESAPARECIMENTO DE CRIANÇAS



http://www.andreiazito.com.br/pdf/cartilha-criancas-desaparecidas.pdf

CPI CRIANÇAS DESAPARECIDAS

Faça aqui a sua denúncia anônimamente

Qualquer pessoa ou entidade pode enviar à Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI – Crianças e adolescentes desaparecidos, da Câmara dos Deputados,  uma denúncia anonimamente.
A denúncia apresentada, contudo, somente terá seguimento, ou seja, será objeto de investigação e atuação da CPI, se estiver incluída dentre as matérias de sua atribuição, ou seja, neste caso investigar as causas, conseqüências e responsáveis pelos desaparecimentos de crianças e adolescentes no Brasil.
O Artigo 35 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados estabelece: a  Câmara dos Deputados instituirá Comissão Parlamentar de Inquérito para apuração de fato determinado, pelo prazo de 120 dias, prorrogável por mais 60 dias, a qual terá poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos em lei e neste Regimento.
Se você tem alguma criança ou adolescente desaparecido ou informações sobre crianças e adolescentes desaparecidos, preencha o formulário abaixo. Você não precisa se identificar.

                http://www.cpicriancasdesaparecidas.com.br/denuncie/

Lista de desaparecidos tem falhas

São Paulo (AE) - Ineficiente e desatualizado, o Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos está completando dois anos e ainda patina na falta de integração com os órgãos de segurança pública dos Estados. Segundo levantamento feito pela CPI do Desaparecimento de Crianças da Câmara dos Deputados (2008/2010), há 40 mil casos anualmente em todo o País, 9 mil deles somente no Estado de São Paulo. O cadastro prometia ser a principal ferramenta para a localização de crianças desaparecidas no Brasil. "O sistema foi todo desenhado e acoplado ao Infoseg (rede nacional de informações sobre segurança pública). A ideia é que fosse alimentado diretamente pelas Secretarias de Segurança Pública. Tinha portas para as delegacias especializadas, disque-denúncia e conselhos tutelares", contou um dos idealizadores do projeto, Benedito dos Santos, que também é professor da Universidade Católica de Brasília (UCB) e consultor do Fundo das Nações Unidas para a Criança (Unicef). A ideia parecia simples. Qualquer boletim de ocorrência de desaparecimento registrado no País geraria um cadastro imediato no site www.desaparecidos.mj.gov.br. Qualquer pessoa teria acesso, o que facilitaria a localização. Mas isso não acontece, por falta de integração entre os dados das Secretarias Estaduais de Segurança Pública e o sistema de coleta do governo federal.

Segundo o site, são apenas 559 crianças e adolescentes desaparecidos em todo o País. Em São Paulo, seriam 107 desaparecidos. Os números são irreais. Somente na 4ª Delegacia da Divisão Antissequestro (Pessoas Desaparecidas) foi registrado o sumiço de 1.351 menores de até 12 anos entre janeiro e novembro. Desses, 335 ainda não foram encontrados.Titular da 4ª Delegacia, Sergio Marino Pereira disse que a polícia em São Paulo já tem um cadastro interno de desaparecidos Sobre o site nacional, espera que os problemas sejam resolvidos "Vai funcionar. Se fosse atualizado ao menos quinzenalmente, já seria bastante útil". Para o vice-presidente da Comissão Nacional da Criança e do Adolescente da OAB, Ariel de Castro Alves, o desaparecimento de crianças é relegado a um segundo plano.

"No País e no Estado de São Paulo, temos cadastro de veículos e de imóveis, mas não temos um cadastro de pessoas desaparecidas efetivamente funcionando", lamentou. Brigas familiares, disputa pela guarda e rapto estão entre as principais causas do sumiço de crianças no Brasil. Em geral, 15% não são encontradas.

O Ministério da Justiça e a Secretaria de Direitos Humanos informaram que estão finalizando uma proposta de metodologia para o cadastro. O próprio Ministério reconhece que a ausência dessa metodologia dificulta uma orientação para todos os Estados sobre o que deve ser feito. A previsão é de que a nova diretriz esteja disponível ainda no primeiro semestre de 2012. 



http://tribunadonorte.com.br/noticia/lista-de-desaparecidos-tem-falhas/206268

Corpo de criança desaparecida em praia de Ilhéus é encontrada por Bombeiros

O corpo do menino de 12 anos, que desapareceu na praia de São Domingos, na zona norte de Ilhéus, no sul da Bahia, foi encontrado na tarde deste domingo (18) em uma praia anterior a do afogamento. Marcos Felipe Almeida Santos foi encontrado por volta das 13h20 na beira da praia de São Miguel pelo Corpo de Bombeiros.

No momento do acidente, o jovem brincava em uma parte rasa da praia quando foi surpreendido por uma onda forte, na tarde de sábado (18), e arrastado para o mar.

O corpo da criança foi encaminhado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Itabuna. Ainda não há informações sobre o sepultamento de Marcos.

Menina está há mais de duas semanas desaparecida em Cambé

A menina de 9 anos, desaparecida em Cambé no último dia 3, ainda não foi encontrada. Josiane Pereira de Moraes foi vista pela última vez a caminho de uma festareligiosa, que acontecia no jardim Santa Eliza III. Integrantes do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) ajudam a polícia local nas investigações. 

A delegada do Sicride, Danielle Oliveira Serighelli, admitiu que está com dificuldades para dar andamento ao caso. "Conseguimos, até agora, descartar a possibilidade de a menina ter desaparecido depois da festa. Conversamos com pessoas que participaram do evento religioso. Ninguém confirmou a presença de Josiane no local", disse. 

O boato de que o corpo da criança já havia sido encontrado também foi desmentido pela delegada. "Até agora, nada sobre isso foi repassado à polícia. Pedimos a cooperação da população, para que especulações do tipo não sejam espalhadas nacidade. Os boatos só atrapalham as investigações." 

Outra informação, de que um garoto teria visto Josiane no carro com duas mulheres, também já foi apurada pelo Sicride. "O menino não consegue confirmar que a criança no veículo era, de fato, Josiane. Por enquanto, descartamos esta hipótese", esclareceu.

Apesar de todas as dificuldades, a delegada garantiu que as investigações só vão ser finalizadas "depois que a menina for localizada". Quem tiver mais informações sobre o paradeiro de Josiane pode ligar para o telefone (43) 3343-4240.



http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-3--984-20111219&tit=menina+esta+ha+mais+de+duas+semanas+desaparecida+em+cambe