quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Adolescente desaparecida resolve aparecer, e escolhe casa da tia

A adolescente Jamylle Lima Ferraz, 15, que havia desaparecido desde segunda-feira, 27, foi encontrada, no bairro São Jorge, zona Oeste.
A jovem foilevada à Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), que fazia a investigação de seu desaparecimento, e após primeiro depoimento seguiu em diligência policial para a casa de Célio Martins, 20, com que ela esteve nesses dias que sumiu.
A confirmação de que Jamylle havia sido encontrada e passava bem veio do padrasto da jovem, Orlandino Baré, 50, que ainda está na delegacia junto com esposa, Anunciata Martins Lima, 36, que acompanha os depoimentos de sua filha Jamylle.
SUMIDA
Jamylle Lima Ferraz, 15, foi vista pela última vez na manhã de segunda-feira (27), quando saiu de casa na comunidade Parque Riachuelo, Zona Oeste. Ela estava indo para escola, no bairro São Jorge.
O desaparecimento de Jamylle foi notado por Anunciata, ainda na segunda-feira. Conforme ela, a filha geralmente chegava da escola, entre às 19h30 e às 19h45. Como já passava das 20h e Jamylle não aparecia, a mãe saiu em busca da filha.
-“Estive na escola dela, onde fui informada que ela sequer chegou a assistir aula”, declara em prantos Anunciata.
Após conversar com professores e colegas da adolescente, ela descobriu que a filha havia marcado um encontro com uma pessoa, por meio de um site de relacionamento e que tal pessoa se chamava “Celinho”.
MEDO
Após a repercussão do seu sumiço pela imprensa, Jamylle Ferraz viu que o seu romance eletrônico se tornou em algo policial, já que sua mãe levou o seu desaparecimento ao conhecimento da polícia e da imprensa.
Célio Martins, 20, que induziu Jamylle ir ao seu encontro às escondidas de sua família, ao perceber que o caso teria tomado rumos policiais, saiu de seu quarto, numa estância, no bairro Redenção, na zona Centro-Oeste, e levou Jamylle para a casa de sua tia, Imaculada Martins Limas, no São Jorge. Após isso, os demais familiares dela foram avisados por telefone, bem como a polícia.
Assim que chegou na Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente, Jamylle Ferraz disse em seu primeiro depoimento que havia sido seqüestrada por um carro preto, quando estava indo para a escola, na última segunda-feira.
Ao perceber que sua mentira não iria longe, a adolescente começou a falar a verdade para as delegadas Alinda Glaucia e Raquel Sabat. Jamylle disse que esteve com Célio por livre espontânea vontade. Não havia sido forçada a nada.
Célio Martins responderá a dois crimes – apologia ao crime, que pode dar até seis meses de cadeia e induzimento à fuga, que pode dar um ano de prisão. Ao concordar com os termos judiciais de comparecer diante do juiz, Célio poderá responder aos crimes em liberdade.
LAMENTAÇÕES
Orlandino Baré lamenta tudo e afirma que todos na família estão frustrados com o acontecido. Segundo ele, em sua casa Jamylle tem computador, ma, tanto ele como a mãe da jovem sempre procuraram ficar atentos ao conteúdo do que e adolescente navegava na internet.
O medo, revela ele, de que algo ruim pudesse acontecer por conta do que vira e volta é noticiado nos jornais de casos de sumiços de jovens e namoros escondidos nas redes sociais,na internet, era um fantasma que acabou se tornando numa triste realidade para a família de Anunciata Martins.
http://acritica.uol.com.br/manaus/Amazonia-Amazonas-Manaus-Desaparecida-Menor-Internet-Redes_sociais_0_655134549.html

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

CINTIA LUANA RIBEIRO MORAES



O paradeiro de CINTIA LUANA RIBEIRO MORAES ainda é um mistério. Grávida de sete meses e meio, a adolescente fazia planos para a criança que esperava. O nascimento de Emily Vitória estava próximo. Deveria ser no dia 15 de setembro. CINTIA LUANA RIBEIRO MORAES também planejava um churrasco em família, na sua residência, em Três Passos, noroeste do Estado do RS. No dia 27 de julho seria a comemoração de seu aniversário de 15 anos. No dia do desaparecimento, Cíntia teve um dia movimentado. Ela e a mãe passaram o dia juntas. "Naquele dia, a Luana estava grudada comigo o dia inteiro. Ela estava grávida e se sentia muito dependente" – comenta a dona-de-casa Ivone de Moraes, 54 anos. As duas foram acompanhar o irmão da adolescente, Jonathas Moraes, 18 anos, que teria uma entrevista de emprego em Itapiranga (SC). A mãe e a irmã, Ivone, contam como foi o último dia de Luana com a família, desde seu desaparecimento.

6h – Cíntia acordou e foi se arrumar para a viagem. Como era frio, a adolescente saiu de pijama e enrolada em um cobertor. Ela e a mãe acompanharam Jonathas até Barra do Guarita. Lá elas ficaram aguardando ele retornar da entrevista.

8h30min - Luana, como era chamada pela família, chegou em casa com sua mãe e os dois irmãos, que moravam na mesma casa. Como estava cansada, foi dormir e levantou ao meio-dia.

12h - Almoçou com sua família. Parecia muito tranquila.

14h – Juntas, ela e mãe foram até o centro. Dona Ivone queria fazer empréstimo em uma agência. Logo após, retornaram para casa.

17h - CINTIA LUANA RIBEIRO MORAES estava com desejo. Queria comer pão de queijo. Mais uma vez acompanhada da mãe, foi até a padaria comprar o lanche.

18h30min - Sentada na poltrona da sala, comia pão-de-queijo e iogurte. Foi quando seu telefone tocou. Segundo a mãe, era o pai da criança, morador de Humaitá. 

18h35min - Cíntia arrumou rapidamente a casa e foi para o banho, se preparar para receber a visita anunciada por telefone.

18h55min – Logo depois, disse à mãe que o pai da criança não viria mais até sua casa e que ela iria até o mercado, próximo à sua casa, onde se encontraria com ele. “Já volto, demoro no máximo 20 minutos”, disse. Foram as últimas palavras que Ivone ouviu de sua filha, desde então.

21h29min - Mãe recebe torpedo SMS do celular de CINTIA LUANA RIBEIRO MORAES: “To indo viaja com o ******. Volto segunda”.

14/07 – 11h54min – Outra mensagem é recebida pela mãe, também do celular da adolescente: “To bem a hora puder eu ligo tchau e para de me liga aqui o telefone não pega bem temo em Santa Catarina”. No entanto, se sabe que o pai da criança não viajou e Cíntia, desde então, não entrou mais em contato..

A mensagem no dia 14 de julho foi o último contato da adolescente. Desde então, a polícia recebeu dezenas de ligações, que motivaram buscas em diversos pontos da região e averiguações fora do Estado. No entanto, nenhuma levou à resolução do mistério. Quando desapareceu, CINTIA LUANA RIBEIRO MORAES vestia calça jeans azul escura, com zipper na lateral direita, blusa cinza clara com bolso na altura da cintura e chinelos dourados. A família Moraes ainda tem esperança de encontrar a caçula de seis irmãos. 

Quem tiver informações sobre o paradeiro de Cíntia, com a Polícia Civil de Três Passos, pelo telefone (55) 3522-1211, ou informar à polícia mais próxima, pelo 197.



Qualquer informação que possa levar ao paradeiro de CINTIA LUANA RIBEIRO MORAESou indicar qualquer pista sobre o caso, disque 100 de qualquer lugar do Brasil ou entre em contato com o Disque Denúncia (181 ou 190). Contatos também com a Polícia Civil de Três Passos através do telefone (55) 3522-1211 ou 197. Contatos também através do endereço eletrônico criancadesaparecida@gmail.com.



http://www.fotolog.com.br/missingkids/102215564/

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

SSP ORIENTA COMO AGIR EM CASOS DE DESAPARECIMENTO

RECOMENDAÇÕES PARA OS PAIS CONTRA SEQUESTROS

RECOMENDAÇÕES BÁSICAS PARA AS CRIANÇAS CONTRA OS SEQUESTROS

Debate quer reduzir número de desaparecimentos

Brasília foi palco da 4ª Conferência Anual da Rede Global de Crianças Desaparecidas (GMCN), e da reunião da Rede Nacional de Identificação e Localização de Crianças e Adolescentes Desaparecidos (RedeSap). O evento é uma realização da Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest), do Centro Internacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas (Icmec) e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR).

O evento reuniu países dos quatro continentes para discutir a questão das crianças desaparecidas e raptadas. O objetivo é estimular uma resposta completa e efetiva por meio do compartilhamento de informação e da criação de parcerias com foco nas tendências, pesquisas e iniciativas específicas de cada país, além de boas práticas no âmbito global na procura de crianças e adolescentes desaparecidos e raptados.

Na conferência, foi noticiada a volta do Cadastro Nacional de Crianças Desaparecidas (CNCD), criado em 2010 com o objetivo de tornar a busca mais rápida. Entretanto, o sistema era falho e, por isso, saiu do ar. Segundo Luiz Clóvis Guido, representante da SDH/PR, o governo federal, em conjunto com diversos órgãos, relançará o CNCD. O cadastro, agora, será uma ferramenta tecnológica e visa melhorar o fluxo das informações e facilitar o acesso de todos os membros da sociedade civil, que antes não possuíam acesso para realizar cadastros na rede. A estimativa é de que o cadastro seja relançado no final de fevereiro.

Cristina Villa Nova, diretora do Departamento de Políticas, Programas e Projetos do Ministério da Justiça explicou que o cadastro nacional não englobava a sociedade civil e isso acabava tornando-o falho, pois, quando alguém registrava uma queixa de desaparecimento de criança ou adolescente na delegacia, o policial não conseguia registrar os dados e características do desaparecido na rede. A diretora informou que o governo pretende ampliar o número de políticas públicas voltadas para o desaparecimento e rapto de crianças e adolescentes. Aumentar o número de cursos de envelhecimento de face para policiais e ampliar o número de divulgação, principalmente em rodoviárias e aeroportos são algumas pretensões.

Situação no Distrito Federal
Daniel Seidel, secretário de  Desenvolvimento Social e Transferência de Renda, disse que, em maio do ano passado, a Sedest assinou um protocolo de acompanhamento com a Secretaria de Segurança Pública com o objetivo de acompanhar melhor e tornar a busca de crianças e adolescentes desaparecidos mais eficiente. Seidel ressaltou que, antes do protocolo, não havia uma integração entre a sociedade civil e a Sedest e isso atrapalhava uma busca imediata.

Segundo o secretário, de janeiro a dezembro de 2011 foram registradas 854 notificações de desaparecimentos de crianças e adolescentes em todo o DF, sendo que 80% desse quantitativo foram encontrados e 20% continuam desaparecidos. Seidel informou que, na maioria dos casos, as crianças fogem de casa por não possuírem uma família estruturada.  “Temos o objetivo de diminuir o número de desaparecidos, fortalecer as buscas e reduzir o número de casos."

*

Pesquisa: 76% das crianças desaparecidas fugiram de casa

Levantamento do Centro Internacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas (Icmec) indica que três em cada quatro crianças desaparecidas no mundo (76% do total) fugiram de casa. Desse total, 80% já haviam fugido antes. De acordo com a pesquisa, apenas 9% dos casos de desaparecimento estão ligados a pessoas que a criança não conhece.

Para enfrentar esse problema, a diretora de Políticas Públicas para a América Latina e o Caribe do centro, Kátia Dantas, diz que os pais precisam participar e demonstrar interesse pela vida dos filhos. "Pais cientes de que são os amigos do seu filho, que conversam sobre como se proteger de possíveis abordagens e riscos, têm menores chances de ter um filho desaparecido", explica.

Kátia afirma que é preciso intensificar as campanhas para que os desaparecimentos sejam informados com rapidez ao poder público. "Pais, tutores e guardiões legais devem ser encorajados a reportar uma criança como desaparecida o mais rápido possível, sem presumir que a criança voltará para casa por contra própria."

Atualmente, não existe uma estratégia internacional para lidar com casos de desaparecimento infantil. Para Kátia, as famílias brasileiras enfrentem resistência das autoridades quando precisam registrar uma ocorrência desse tipo, pois muitas delegacias de polícia só abrem um boletim de ocorrência após 72 horas de ausência da criança.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

MORIÁ DOMINGOS DA SILVA

Jovens lideram desaparecimentos


Somente o 1º Distrito Policial (DP) de Mogi das Cruzes registrou 17 boletins de ocorrência referentes a pessoas desaparecidas na Cidade no período de dezembro do ano passado e janeiro de 2012, sendo que em pelo menos sete casos houve o reaparecimento em poucos dias. A situação alarmante é reforçada pelo número de pessoas que tem procurado, quase semanalmente, O Diário em busca de entes e amigos.
A grande maioria dos desaparecidos registrados no período é de pessoas do sexo masculino, com 12 ocorrências relacionadas. Os casos são os mais diversos e vão desde um interno que pulou o muro de uma casa de acolhimento e não retornou mais, um filho que partiu para o litoral sem avisar - mas voltou quatro dias depois - até um homem com histórico de problemas com álcool e drogas, que saiu para trabalhar num domingo à noite e não retornou mais.
Mesmo sem precisar números, o delegado Boanerges Braz de Mello, do Distrito Central, diz que a maior parte dos casos se refere a pessoas que saíram de casa premeditadamente e retornaram alguns dias depois do registro feito na Polícia. Mesmo com a resolução de boa parte dos casos em poucos dias, há aqueles em que a pessoa procurada não retorna ou é encontrada morta, como aconteceu com duas adolescentes retratadas há poucos dias. No centro da questão está a família, que procura – muitas vezes às cegas – por qualquer sinal que indique o paradeiro do parente em questão.
A 4ª Delegacia de Investigações Sobre Pessoas Desaparecidas, ligada ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil, que concentra os números de todo o Estado, aponta em 2011 foram registrados 21 mil casos de desaparecimentos, sendo que pelo menos 19 mil deles foram solucionados. Ainda de acordo com o órgão, normalmente se trata de pessoas que saem de casa, sendo que uma parcela significativa se deve ainda aos adolescentes, que fogem por conta de um relacionamento.
Ainda de acordo com a Delegacia, o número elevado de registros se deve à maior facilidade em se oficializar a ocorrência. E isso ocorre não porque o número de casos seja maior, mas a facilidade de se fazer a comunicação até mesmo pela internet aumentou bastante o número de registros. Até 2009, essa média girava em torno de 18 mil casos por ano.
Já no Distrito Central, um dos casos, datado de 13 de janeiro, faz referência a uma garota de 15 anos, que deixou a família em estado de alerta depois de sair sem avisar, deixando apenas um recado para a mãe, com a qual teria tido uma discussão horas antes.
O pai da garota (que prefere não se identificar) faz um alerta para o acesso livre de crianças e adolescentes à internet. "Só depois que minha filha fugiu para encontrar uma amiga que conheceu pelo MSN é que pude perceber como é importante estar no controle do acesso", aponta.
"É uma situação que eu não desejo para ninguém. No desespero, a gente perde totalmente a noção de tempo, não vê a hora passar. Foi um desespero. Minha filha estava sem dinheiro, sem ter o que comer e saiu sem deixar pistas. Uma vez, a gente aguentou, mas na segunda, não sabemos se dá jeito", desabafa.
A fuga aconteceu por volta das 10 horas. No dia, a única pista deixada foi um bilhete: "Ela pedia desculpas pela discussão, disse que me amava muito e que ficaria bem. Quando a gente vê uma coisa dessas, vem sempre o pior na cabeça. Cheguei a pensar que ela tinha se matado", conta o pai.
Desesperada, a família começou a procurar pela garota na casa das amigas, até que, por coincidência, descobriram alguém que a tinha visto entrando num ônibus com destino a Mogi. Neste meio tempo, a família registrou o Boletim de Ocorrência e, já na Cidade, procurou algumas informações com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Mas o paradeiro só foi confirmado após uma prima da garota conseguir o histórico de conversas no bate-papo. "Foi quando entramos em contato e ficamos sabendo que ela estava no Itaim Paulista", diz.
"Apesar de ter ficado apenas horas fora, choramos muito no retorno dela. Mãe e filha se reconciliaram e tivemos uma longa e intensa conversa entre os três para mostrar para a minha filha que não é assim que se resolve as coisas. Uma discussão corriqueira com a mãe é algo que acontece em qualquer família", completa.


NIVEA VITÓRIA LEITE



Mãe é assassinada e criança de dois anos desaparece




Mãe é assassinada e criança de dois anos desaparece


A Polícia Civil de Governador Valadares, no Leste do Estado, procura por Nívea Vitória Leite , um menina de 2 anos que está desaparecida desde a última segunda-feira (30).
A mãe de Nívea Vitória Leite foi brutalmente assassinada nesta semana. O corpo da cabeleireira Renata Aparecida Leite, de 25 anos, foi encontrado em uma estrada vicinal próximo ao Distrito Industrial, na manhã de terça-feira (31), com marcas de tiros e facadas.

Testemunhas contaram à polícia que mãe e filha foram vistas há 3 dias quando saíam de casa no bairro Grã Duquesa daquele município. Após o encontro do cadáver, equipes da Polícia Civil fizeram varredura no entorno do local, mas não encontraram nenhuma pista sobre o desaparecimento da criança.

Os delegados apuraram  que a cabeleireira foi presa por tráfico de drogas em 2005 e condenada, cumpriu um ano de prisão.

A criança de 2 anos desapareceu sem deixar pistas e o caso é um desafio para a polícia mineira.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Polícia soluciona maioria dos casos de desaparecidos

Um dos casos sem solução, até agora, é do sumiço de Maiana (dest.): mãe não entende os motivos

A Polícia Judiciária Civil (PJC) registrou 590 casos de pessoas desaparecidas na Grande Cuiabá, somente em 2011. Apesar do índice alto, o ano apresentou uma redução de 16% em relação ao total de casos investigados pela Polícia em 2010.

Apesar de os homens representarem um número maior de desaparecidos, totalizando 374 dos casos, eles são, em sua maioria, adultos, com idade entre 18 e 64 anos.

Já o número de crianças e adolescentes do sexo feminino que sumiram do convívio familiar é significativo: foram 128 vítimas, com idades entre zero e 17 anos.

Do total registrado, o Núcleo de Pessoas Desaparecidas, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), conseguiu solucionar 69% dos casos. Mais de 400 pessoas voltaram para suas casas, em Cuiabá e Várzea Grande.

Dentre os encontrados, 225 eram homens e 156 mulheres. Homens com idade entre 18 e 64 anos representaram 169 dos casos solucionados, enquanto crianças e adolescentes com idade de até 17 anos registram 164 dos casos.

Os investigadores da PJC ressaltaram que a colaboração de colegas lotados em unidade do interior, da população e de policiais de outros Estados tem sido uma das maiores contribuições para a localização dos desaparecidos.

Motivação
Entre os motivos que levam uma pessoa a desaparecer do convívio familiar, a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) elenca afastamento ou abandono do lar (316 casos em 2011), cooptação para práticas criminosas (138), desaparecimento enigmático (120), subtração para família (9), evasão de custódia legal (7), sequestro (zero) e calamidades/intempéries e acidentes (zero).

Sem pistas
Entre os 179 casos que continuam sem solução está o desaparecimento da adolescente Maiana Mariano Vilela, 16, vista pela última vez em 21 de dezembro de 2011, quando saiu de casa para descontar um cheque de R$ 500 em uma agência bancária, no CPA.

Segundo informações da Polícia Civil, tudo, por enquanto, aponta para um sumiço espontâneo da adolescente. Maiana mantinha uma relação amorosa com um homem de 38 anos e, de acordo com as investigações, ela vinha se queixando de solidão, dias antes de seu desaparecimento.

Desde o seu desaparecimento, a polícia já checou dezenas de denúncias, tomou depoimento de amigos e avaliou imagens de câmeras de segurança. Até mesmo um exame comparativo de arcada dentária de uma mulher encontrada carbonizada na cidade de Várzea Grande foi feita.

Segundo a PJC, não há elementos que apontem que a garota poderia estar morta. De acordo com o delegado titular da DHPP, Silas Tadeu Caldeiras, Maiana continua sendo um enigma para a polícia.

“Todas as informações foram checadas e todas negativas. O inquérito está grosso e não temos nenhuma pista concreta da adolescente”, disse.

Para Caldeiras, a garota pode estar com medo de entrar em contato com a mãe, devido ao interesse da imprensa em acompanhar todos os passos da investigação.

“Se tiver alguém com ela, pode estar com medo. Por isso que a gente guarda, com expectativa, sem fazer muito alarde, algumas informações”, disse.

Paredes: Município promoveu debate e entregou donativo à associação portuguesa de crianças desaparecidas

O flagelo das crianças desaparecidas em Portugal, onde se registam perto de 2 mil ocorrências por ano, foi o tema de um muito participado encontro de reflexão que juntou cerca de uma centena de pessoas no Auditório da Casa da Cultura de Paredes e se prolongou por mais de três horas na fria noite da última sexta-feira.
Promovida pelo Pelouro de Ação Social do Município de Paredes, esta oportuna iniciativa contou com a presença dos principais rostos da Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas e da Federação Europeia de Crianças Desaparecidas, respetivamente Patrícia de Sousa Cipriano e Margarida de Sousa Uva.
“Foi seguramente um dos temas mais difíceis e preocupantes que já discutimos nesta sala, que dentro de meio ano completa 15 anos de existência. Como autarca de um dos concelhos mais jovens do país e quem tem 19 mil habitantes com idade inferior a 18 anos, fazia sentido todo o sentido a organização deste encontro em Paredes. Como pai, confesso que foi uma noite repleta de ensinamentos que me serão extremamente úteis no futuro”, afirmou Celso Ferreira, presidente da Câmara Municipal de Paredes, no seu discurso de encerramento.
“Mesmo que desaparecesse apenas uma criança no mundo, isso já seria motivo suficiente para a realização deste evento, em que procurámos sensibilizar a população para a importância da prevenção e acompanhamento do trabalho muito ativo que vem sendo realizado pela APCD, particularmente junto das famílias que são vítimas deste crescente flagelo na nossa sociedade”, acrescentou, por sua vez, Hermínia Moreia, responsável pelo Pelouro de Ação Social do Município.
Fundada em setembro de 2007 por vários pais de crianças desaparecidas, a Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas (APCD) surge para acompanhar jurídica e psicologicamente estas famílias, mas também para cooperar com as entidades competentes no que à investigação destes casos diz respeito.
“Mesmo sem qualquer apoio estatal, assegurámos um serviço voluntário e permanente, que funciona 24 horas por dia, no sentido de darmos resposta a todas as situações que nos chegam. Atuámos tanto ao nível da prevenção, como no apoio psicológico e jurídico às famílias de crianças desaparecidas, procurando igualmente colaborar com as forças policiais na melhoria dos procedimentos de investigação a estes casos”, explicou Patrícia de Sousa Cipriano, jurista e presidente da APCD.
“Todos os anos, desaparecem em Portugal milhares de crianças e jovens, sendo este um assunto que ainda não parece preocupar demasiado quer a sociedade civil, quer as autoridades”, alertou aquela responsável, chamando a atenção para uma realidade “a que não podemos ficar alheios”.
“Infelizmente, as soluções só aparecem depois dos problemas. O nosso objetivo é que as coisas mudem em Portugal e não seja preciso acontecerem novas tragédias como as de Rui Pedro”, frisou Margarida de Sousa Uva, na dupla qualidade de presidente da Assembleia Geral da APDC e Membro Honorário da Federação Europeia de Crianças Desaparecidas.
Num longo e às vezes emocionado discurso, a mulher do atual presidente da Comissão Europeia recordou o dia em que conheceu Filomena, mãe de Rui Pedro, desaparecido em Lousada em março de 1998, quando tinha 11 anos: “Foi numa audiência que ela solicitou ao meu marido, então primeiro-ministro.
Logo que a conheci, percebi a situação de desespero, angústia e sofrimento em que aquela mãe estava. Foi algo que me marcou profundamente e mudou para sempre a minha vida, de tal forma que passei a ter uma ação voluntária nessa área, primeiro em Portugal e depois a um nível ainda mais amplo, quando fui para Bruxelas e decidi integrar a Federação Europeia”, revelou Margarida de Sousa Uva.
“É um trabalho exigente, mas também muito recompensador sob o ponto de vista pessoal. Atualmente, estou empenhada em integrar a APCD nesta Federação e em consertar esforços a nível europeu, harmonizando procedimentos a nível de investigação e mesmo do ponto de vista legislativo”, acrescentou ainda a esposa de Durão Barroso, recordando que este é um problema que afeta anualmente mais de 8 milhões de crianças em todo o mundo.
Margarida de Sousa Uva lembrou ainda o importante papel que as autarquias poderão desempenhar na prevenção a nível local, “nomeadamente ao nível da formação de professores e pais para um melhor acompanhamento das crianças na utilização da Internet”.
Um repto que Celso ferreira, autarca de Paredes, aceitou e devolveu com uma proposta de colaboração à APDC no âmbito do projeto “Mediadores Familiares” que o Município vem desenvolvendo junto das escolas do concelho.
No final da sessão, e após um momento artístico pela Academia de Dança do Vale do Sousa, o Município de Paredes, reconhecendo o papel ativo e fundamental desta Associação, entregou um cheque de 3.350 euros à direção da APCD na sequência de uma coleta realizada em todas as 24 freguesias do concelho.

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MÃE MORADORA EM MAUÁ REENCONTRA FILHO APÓS MAIS DE UM ANO.

Acabou na manhã deste sábado (28/01) a angústia de Janaína Arruda Paz. Moradora de Mauá, ela é mãe de Vinícius, de 6 anos, que estava desaparecido e agora voltou para casa. A recepção ao garoto incluiu uma faixa de boas-vindas.


A procura da mãe começou quando Vinicius tinha 5 anos. Ele sumiu quando foi passar o final de semana com o pai. Vinícius era uma das crianças registradas no cadastro nacional de crianças desaparecidas do Ministério da Justiça. O caso foi exibido no Jornal Nacional, da TV Globo, na semana passada.


A mãe recebeu ligações que deram pistas da localização do menino. O pai tinha sido visto com a criança na cidade de Viana, no Espírito Santo, onde montou uma loja. Janaína foi ao Espírito Santo buscar o garoto que voltou para casa neste sábado, dando fim ao pesadelo enfrentado pela família.


http://www.reporterdiario.com.br/Noticia/329514/mae-moradora-em-maua-reencontra-filho-apos-mais-de-um-ano/