sábado, 31 de março de 2012

"Mães da Sé" promovem semana da busca de crianças desaparecidas

Mais de 9 mil crianças desaparecem por ano no estado de São Paulo, e só cerca de 1300 são encontradas. Visando chamar a atenção da sociedade sobre o tema e prevenir novos casos, o grupo "Mães da Sé", promove a semana de mobilização nacional para busca e defesa da criança desaparecida.
No próximo sábado, as mães se reúnem em uma mobilização na Praça da Sé, no centro da capital, para encerrar  o evento, mas não a luta.

VÍDEO AQUI
V

segunda-feira, 26 de março de 2012

Delegado anuncia hoje se indicia família por sequestro ou cárcere de criança

O delegado da Gerência da Criança e do Adolescente (GPCA) da cidade do Paulista, Geraldo Silva da Costa, deve anunciar ainda nesta segunda-feira se irá indiciar os familiares do comissário da Polícia Civil Eduardo Moura, por sequestro ou cárcere privado do filho do policial, um menino de cinco anos e cinco meses.
A criança estava desaparecida desde dezembro do ano passado, logo após o assassinato da mãe, a professora Izaelma Cavalcante Tavares, de 36 anos. O garoto foi levado de casa pelo pai, principal suspeito de assassinar a ex-companheira. Depois de um processo de negociação que começou na noite de ontem, policiais do Grupo de Operações Especiais (GOE) e da GPCA cumpriram o mandado de busca e apreensão e resgataram a criança da casa dos avós paternos, na Rua Maria Ramos, no bairro de Rio Doce, em Olinda.
A bordo de uma viatura descaracterizada, o menino foi levado para a GPCA do Paulista. O serviço de apoio técnico da delegacia, formada por psicólogos, conversou com a criança para descobrir se ela vinha sendo mantida em cárcere privado ou se tinha permissão de fazer as atividades usuais, como frequentar a escola e visitar familiares. Com base nestas informações, o delegado Geraldo Costa vai decidir se vai instaurar inquérito de crime de sequestro, como solicitou o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) ou de cárcere privado.
Também esta manhã, a avó e um tio paternos da criança, de nomes não revelados, estão sendo ouvidos pelo delegado. Acompanhando o caso, o advogado Maurício Bezerra, que defende a avó materna Antônia Cavalcante Vieira, disse que não acredita que os familiares serão indiciados como a acusação sugeriu: “Eles sabiam que a criança estava sendo procurada e contribuíram para a ocultação do seu paradeiro”, disse, em frente ao prédio da GPCA.
Ainda nesta segunda-feira, a criança será encaminhada à juíza da Vara da Infância e da Juventude de Olinda, Maria Amélia Pimentel Lopes. A magistrada vai decidir se o menino ficará ou não sob os cuidados da avó materna. O advogado adiantou que está pedindo a guarda provisória para em seguida solicitar a guarda permanente do menino. Enquanto isso, sem sinais de maus tratos e aparentemente alheio ao drama familiar, a criança brinca no pátio da delegacia na companhia de dona Antônia.

Encontrados 150 menores a deambular em Lisboa

Os técnicos do Instituto de Apoio à Criança (IAC) encontraram no ano passado mais de 100 crianças nas ruas de Lisboa e receberam outras 49 denúncias de menores que tinham fugido das instituições ou simplesmente deambulavam pela cidade.

Em declarações à agência Lusa a presidente do IAC, Manuela Eanes, relatou que a carrinha do instituto, que percorre alguns dos bairros mais problemáticos da capital - como os Anjos, o Intendente e Cais do Sodré -, encontrou no ano passado «mais de 110 crianças em contexto de rua».

Este serviço, que percorre a cidade de dia e de noite, foi criado para prevenir novos casos de jovens sem-abrigo. 

Ao instituto, porém, também chegam pedidos de ajuda para encontrar crianças desaparecidas e denúncias de menores que andam sozinhas pelas ruas da cidade. «A maioria dos casos são encaminhados pelo SOS Criança ou então são crianças que fogem das instituições do Ministério da Justiça ou de casas particulares», explicou Manuela Eanes, acrescentando que existem equipas que, «a qualquer hora do dia», vasculham a cidade até encontrar os menores.

De acordo com a responsável da instituição, em 2011 foram acompanhadas «49 situações de denúncia».

Manuela Eanes recorda que, quando a instituição começou a trabalhar nesta área, o panorama era bem mais dramático: «Em 1999, havia cerca de 500 crianças na baixa de Lisboa a dormir nas grelhas do metropolitano, em vãos de escadas, com uma vida muito difícil. Tinham saído de casa, da escola e andavam em bandos»

Na primeira fase do projeto, entre 1989 e 1994, foram retiradas da rua 600 crianças. «Nós não estávamos à espera que as crianças viessem ter connosco. Nós íamos ter com elas e estabelecia-se logo um companheirismo», recorda, defendendo que «cada criança que sai da rua e começa uma caminhada tem um rosto, não é um número».

Entretanto, o IAC começou a atuar em zonas específicas da cidade onde habitualmente existem mais riscos para os menores. Este ano, o instituto está nos bairros da Boavista, Arroja e Bairro Bem-Saúde, onde trabalha diariamente com 357 crianças e 30 famílias.

A instituição tem ainda dois centros de desenvolvimento e inclusão juvenil em Lisboa, com ações diurnas e noturnas, atividades lúdico-pedagógicas e um acolhimento em emergência com duas camas, para situações em que «a criança não tem onde ficar».

Estes dois centros apoiam neste momento 514 crianças com problemas familiares, maioritariamente entre os 10 e os 16 anos. 

Campanha do Cremepe vai ajudar na busca de crianças desaparecidas

A partir da próxima segunda-feira (26), o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) inicia a Semana de Busca e Defesa da Criança Desaparecida. O evento começa na Praça da República, no centro do Recife, onde será lançada uma lei que prevê a emissão de certidão de nascimento nas maternidades. A campanha chama atenção da sociedade e dos médicos para o problema do desaparecimento dos menores.

Representantes das secretarias Estaduais de Saúde, Desenvolvimento Social, Cidadania e Direitos Humanos e de Educação estarão presentes, acompanhando o evento. A semana faz parte de uma campanha nacional que pede o engajamento 370 mil médicos do país na luta em busca de crianças desaparecidas. Serão afixados cartazes nos postos de saúde com orientações para profissionais e pais.

Segundo orientação do conselho, os médicos devem ficar atentos à documentação das crianças e dos acompanhantes, verificar se há sinais de agressão, se o menor apresenta atitudes estranhas, pois um desaparecido pode ser um dos pacientes. Divulgar a “Lei da busca imediata", que prevê o procura imediata pela criança a partir da ocorrência policial, também é objetivo da campanha. 



http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2012/03/campanha-do-cremepe-vai-ajudar-na-busca-de-criancas-desaparecidas.html 

Ossada de criança é encontrada em Teotônio Vilela

Um crime bárbaro assustou a população da cidade de Teotônio Vilela neste fim de semana. Uma ossada, provavelmente de uma criança, foi encontrada na Fazenda Santa Cecília, no Povoado Rocheira, zona Rural da cidade, no sábado, dia 24. A polícia aguarda o laudo do Instituto de Criminalística (IC) para saber se órgãos foram retirados do corpo.
Segundo informações do agente Bartolomeu Rodrigues, da delegacia de Teotônio Vilela, a ossada foi reconhecida por Sérgio João da Silva, que há um mês está com um filho desaparecido.
De acordo com o agente, o pai do garoto teria reconhecido a ossada por causa de uma pulseira que o menino usava quando saiu de casa. Roupas também foram encontradas próximo ao corpo. 
Agentes do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico Legal (IML) realizaram os primeiros levantamentos no sábado. As investigações estão a cargo do delegado Francisco Medson que deve arrolar testemunhas e ouvir depoimentos nos próximos dias.
Um teste de DNA já foi pedido para poder confirmar se o corpo é do garoto desaparecido. Outras crianças também estão desaparecidas na cidade. A polícia quer saber se há relação entre os casos. Outro corpo também de criança foi encontrado recentemente no município com uma marca de corte na barriga.
seta

segunda-feira, 19 de março de 2012

Divulgação de desaparecidos em sites do governo será obrigatória


Meta do projeto de Bernardo Rossi é ampliar as buscas
Em quatro anos, aumentou o número de desaparecidos no Estado do Rio. Os registros subiram de 4.562 casos, em 2006, para 5.473 em 2010. Nos primeiros nove meses de 2011, as ocorrências em delegacias aumentaram 5,2% em relação ao mesmo período de 2010. Entidades que apoiam parentes de desaparecidos, em especial crianças e adolescentes, apelam
pela disseminação das informações e atualização dos sites que disponibilizam imagens. Neste sentido, o deputado estadual Bernardo Rossi (PMDB) apresentou projeto tornando obrigatório nos sites de propriedade do governo, inclusive as administrações indiretas, a
reserva de um espaço exclusivo à veiculação de fotos, nomes e outras informações relativas a crianças e adolescentes desaparecidos.
– São milhares de acessos por dia nos portais de serviços e informações do governo. É a possibilidade de as pessoas ajudarem nas buscas”, afirma. Natural de Petrópolis, Bernardo Rossi, cita como
exemplo mais recente na cidade o caso da estudante Stefanini Freitas Monken da Conceição, de 18 anos, cujo desaparecimento vai completar
seis meses no próximo dia 30. Ela foi vista pela última vez a caminho da escola. A família chegou a espalhar cartazes com fotos pela cidade e a polícia ainda investiga pistas de Stefanini. “A disponibilização de imagens nos sites oficiais ajudaria e muito em casos como este”, afirma.
O projeto de lei determina que os layouts, tamanhos e informações sigam padrões usados pela Fundação para a Infância e Adolescência (FIA) e também que o serviço, gratuito, seja feito mediante requisição por escrito dirigido ao Serviço de Investigações de Crianças Desaparecidas da Secretaria de Estado de Segurança Pública do Rio de
Janeiro. Segundo os dados do ISP de 2011, do total de crianças e jovens sumidos, 71,3% tinham reaparecido vivos e 14% não reapareceram. Os encontrados mortos somam 6,8% e ainda outros 4,4% casos continuam sem informação. Também estão contabilizados os 2,9% casos em que a família informou não ter havido desaparecimento, embora constasse um
registro de ocorrência na polícia.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Jornal do Município vai divulgar desaparecidos


Para ajudar a diminuir a angústia das famílias de Sorocaba, foi sancionada e publicada pelo prefeito Vitor Lippi (PSDB), na sexta-feira, a Lei nº 9.966 de 7 de março de 2012, que determina a publicação gratuita no Jornal do Município, órgão oficial da Prefeitura, de fotografias e dados referentes a pessoas desaparecidas. Mas por enquanto a Prefeitura não tem informações sobre quando o serviço será iniciado.

Conforme a Secretaria de Comunicação da Prefeitura, ainda não foram estabelecidos os critérios para a divulgação: "ainda não existem (espaço a ser destinado a esse fim, quantidades/espaços por edição, os dados que serão exigidos, etc.), eles serão estabelecidos pela Secretaria de Comunicação e deverão ser baixados por decreto municipal, assinado pelo prefeito. Como a lei é recente, ainda não é possível precisar uma data para esse início". Além dessa lei, proposta desde 2006, o vereador João Donizeti Silvestre (PSDB) e também apresentou projeto que determina à TV Câmara de Sorocaba a divulgação de desaparecidos, que ainda não foi a discussão na Câmara.

A divulgação de foto e de dados de desaparecidos é um dos fatores mais importantes para se localizar quem de repente sumiu. Um exemplo da eficácia dos meios de comunicação foi o que aconteceu na época da novela Explode Coração, exibida pela Rede Globo entre 1995 e 1996, de autoria de Glória Perez. A emissora desenvolveu uma campanha de utilidade pública por meio da personagem Odaísa, vivida por Isadora Ribeiro, que tinha um filho desaparecido. Com a exibição de fotos de crianças desaparecidas na vida real, a novela ajudou a localizar 65 crianças.

O jornal Município de Sorocaba é publicado todas as sextas-feiras e pode ser obtido gratuitamente nas bancas de jornais ou acessado pela internet em http://prefeitura.sorocaba.sp.gov.br/jornal/ . (Daniela Jacinto) 



http://www.cruzeirodosul.inf.br/acessarmateria.jsf?id=372421 

:: Segurança Pública :: Polícia Civil oficializa acordo internacional para localização de crianças desaparecidas

A parceria possibilita o compartilhamento de informações e conhecimento para melhor compreender o fenômeno desparecimento
Publicada em 15/3/2012
Atualmente, a Rede Global de Crianças Desaparecidas (GMCN) está presente em 19 países. Foto Divulgação
A Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida da Polícia Civil de Minas Gerais formalizou, nesta quarta-feira (14), uma parceira internacional para a investigação e localização de crianças e adolescentes desaparecidos. A parceria com a organização não governamental International Centre for Missing & Exploited Children (ICMEC), ou Centro Internacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas traduzido para o português, é representada pela cientista política Katia Dantas.

O acordo foi afirmado devido a excelência dos trabalhos realizados pela divisão e por ser considerado um modelo a ser seguido. O cadastro internacional de crianças e adolescentes desaparecidos já é realizado na unidade policial. Segundo a representante do ICMEC, Kátia Dantas, outras informações serão gradativamente inseridas.

“Atualmente, a Rede Global de Crianças Desaparecidas (GMCN) está presente em 19 países. São eles: África do Sul, Albania, Alemanha, Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, Coréia do Sul, Espanha, Estados Unidos, Grécia, Holanda, Irlanda, Itália, México, Nova Zelândia, Romênia e Reino Unido”, esclareceu.

A delegada Cristina Coeli, a frente da delegacia há 11 anos, informou que a partir do cadastro único de pessoas desaparecidas, em 2006, foram solucionados 10.179 casos. Desses, 4.086 são referentes a localização de crianças e adolescentes. A delegada ressaltou dois casos de crianças que desapareceram e foram encontradas com o apoio da sociedade. No primeiro, uma criança desapareceu em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte, e com a divulgação pela polícia através da imprensa do retrato falado da sequestradora, foi possível realizar o reencontro com a família. E no outro caso, após a divulgação da polícia, uma denúncia através do 181 indiciou a localização da criança, na época com dois anos.

“A parceria possibilita o compartilhamento de informações e conhecimentos para melhor compreender o fenômeno desparecimento, que nos níveis nacionais e internacionais buscam este entendimento acerca das motivações, causas, consequências, e, sobretudo, na localização das crianças e adolescentes”. A delegada ressaltou ainda que a parceria é fundamental para solucionar os casos de desaparecimentos enigmáticos. Atualmente, a unidade policial tem o registro de 427 crianças e adolescentes desaparecidos em Minas Gerais.

Especialista

Katia é formada em Ciência Política pela Universidade de Brasília, onde também concluiu uma Pós-Graduação Política e Gestão de ONGs e recebeu nota máxima por sua dissertação sobre o papel das ONGs na luta contra o HIV/Aids. Ela também foi agraciada pela Fundação Rotária com uma Bolsa do Rotary pela Paz Mundial (Rotary World Peace Fellowship), que a permitiu obter seu mestrado em Política Internacional de Desenvolvimento pela Duke University.

*

quarta-feira, 14 de março de 2012

Mães cobram cadastro estadual de desaparecidos

Mães de crianças e adolescentes desaparecidos e entidades que atuam em prol do tema levaram banho de água fria na sexta-feira. Isso porque o projeto de criar cadastro para reunir os cerca de 20 mil casos de desaparecimento no Estado foi vetado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB).
A expectativa era de que, com um banco estadual de informações sobre pessoas com paradeiro desconhecido, o Cadastro Nacional de Desaparecidos, criado há dois anos, finalmente funcionasse. "Nossa luta começou há 16 anos. Desde então muita coisa melhorou, mas ainda é necessário que esse tema seja tratado com carinho pelas autoridades", considera a presidente da ONG Mães da Sé, Ivanise Esperidião.
A proposta 463 de 2011, de autoria do deputado Hamilton Pereira (PT), estabelece a Política Estadual de Busca a Pessoas Desaparecidas e retornou ontem à Assembleia para ser analisada novamente. "Essa notícia é lamentável e mostra que o assunto não é prioridade para o governo estadual", afirma o presidente da Fundação Criança de São Bernardo, Ariel Alves.
REGIÃO
De acordo com o último levantamento, realizado em 2010, em média duas crianças ou adolescentes desaparecem por dia na região, contabilizando 596 boletins de ocorrência. Foram 301 casos na delegacia de Santo André (que atende também os municípios de Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra), 232 na delegacia de São Bernardo (que inclui São Caetano) e 63 na unidade de Diadema.
Cerca de 200 mil pessoas desaparecem por ano no Brasil, sendo 40 mil crianças e adolescentes.
EXPOSIÇÃO
Até o dia 26, quem passar pelo saguão do Paço Municipal de São Bernardo poderá conferir a 1ª Exposição Fotográfica Itinerante de Crianças e Adolescentes Desaparecidos. A mostra, que conta com 34 fotos de desaparecidos da Região Metropolitana, chama a atenção da sociedade para o tema e dá esperança para aqueles que procuram um ente querido. Em duas imagens há uma tarja indicando que os meninos, de 6 e 14 anos, foram localizados.
Feliz da vida, a dona de casa Maria de Fátima Arruda Paz, 53 anos, exibia o neto, Vinicius da Paz Almeida, 6, pelo saguão. O garoto ficou desaparecido por 15 meses, período em que foi mantido pelo pai em cativeiro, no Espírito Santo. Após o retorno para casa, em Mauá, em janeiro, a felicidade da família ficou completa. "A gente nunca desistiu porque tinha certeza de que ele estava vivo", garante a avó.
http://www.dgabc.com.br/News/5946636/maes-cobram-cadastro-estadual-de-desaparecidos.aspx 

Savi quer divulgação do CNDP no site da Assembleia Legislativa de Mato Grosso-AL/MT




Além da divulgação do Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, o parlamentar sugeriu a instituição da Semana Estadual de Mobilização para Busca e Defesa da Criança Desaparecida

Atualmente a busca por pessoas desaparecidas conta com uma grande aliada: a Internet. Diante desse potencial instrumento de difusão de informações, o deputado estadual Mauro Savi (PR) apresentou um Projeto de Resolução no qual sugere a inserção do banner ou do selo do Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas (CNDP) na página inicial do site da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Além disso, sugeriu ao Governo do Estado, por meio de um projeto de lei, a instituição da Semana Estadual de Mobilização para Busca e Defesa da Criança Desaparecida, nos mesmos moldes da que acontece nacionalmente.
Por meio da rede mundial de computadores as informações se espalham em questão de segundos, o que faz com que as chances de sucesso nas buscas por desaparecidos aumentem consideravelmente. Além de e-mails e redes sociais que diariamente divulgam esse tipo de informação, o Ministério da Justiça em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH) lançou em 2010 o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas com o objetivo de ampliar um esforço coletivo e de âmbito nacional para a busca e localização de crianças, adolescentes e adultos desaparecidos.
Por meio desse instrumento, as pessoas podem cadastrar as informações dos desaparecidos e as mesmas são encaminhadas aos órgãos competentes. Simultaneamente as informações são atualizadas junto ao sitewww.desaparecidos.mj.gov.br e ficam disponíveis para toda a sociedade, constituindo um importante banco de dados para todas as pessoas que se interessem pela busca, a exemplo de agentes profissionais, conselheiros tutelares e organizações envolvidas na busca de desaparecidos.
Uma das buscas da SDH é que todos os estados e municípios se comprometam com a consciente e constante atualização e alimentação do sistema, pois quanto mais informações a respeito das vítimas forem divulgadas, mais rápida será a solução dos casos e o fim da agonia dos familiares e amigos. “Por esse motivo é que acreditamos que será de suma importância a Assembleia Legislativa de Mato Grosso colaborar com a divulgação do Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas. É uma ação que não implica em gastos e que pode ser de extrema importância para a localização de muitas pessoas”, avaliou o parlamentar.
Desde 2002, já existe a Rede Nacional de identificação e Localização de Crianças e Adolescentes Desparecidos, constituída pela SDH, por meio da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente (SNPDCA).
Além do Projeto de Resolução, Mauro Savi propôs ao Governo do Estado a criação e instituição no Calendário Oficial de Datas e Eventos de Mato Grosso a Semana Estadual de Mobilização para Busca e Defesa da Criança Desaparecida, recaindo anualmente, a exemplo na Semana Nacional, de 25 a 31 de março.
A proposta é que durante essa semana, sejam desenvolvidas atividades que visem a promover a busca e a defesa das crianças desaparecidas no território estadual nos padrões do que disciplina a Lei Federal nº 12.393/2011.
http://www.onortao.com.br/ler3.asp?id=53362 

'Ainda tenho esperança', diz mãe de criança desaparecida há cinco meses


 Depois de cinco meses de desaparecimento, a família de Andrelina Lima Marques, de 11 anos, ainda acredita que pode reencontrar a menina, que sumiu na véspera do Dia das Crianças do ano passado em Nova Olímpia, distante 207 quilômetros de Cuiabá. "Eu ainda tenho esperança", diz a mãe da criança, Alexandra Lima.

Andrelina Lima Marques desapareceu no dia 11 de outubro do ano passado no bairro Jardim Boa Esperança, em Nova Olímpia. O inquérito policial ainda está em andamento, no entanto a polícia não tem pistas sobre o paradeiro da garota.
Apesar de se passar cinco meses do desaparecimento, Alexandra Lima, mãe da criança, diz que ainda crê que vai encontrar a filha. A família até optou por mudar de casa para tentar amenizar o sofrimento. “Está sendo muito difícil pra nós. Mudamos de casa porque não estávamos aguentando a saudade. Aquela casa traz muita lembrança. Ela [Andrelina] gostava das árvores e de ficar brincando lá”, recordou a mãe em entrevista ao G1. A família se mudou para uma chácara, ainda na cidade, e pretende alugar a antiga casa.
O pai de Andrelina, Adão Marques, trabalha como operador de máquinas em uma usina da cidade e sustenta a família. O casal diz que a garota jamais ficaria na companhia de algum estranho e que somente teria ido na companhia de alguém se fosse forçada. Além de Andrelina, o casal ainda tem outros três filhos de 15, 14 e 03 anos. “O caçula sente mais falta de brincar com ela”, completou Alexandra.
A Polícia Civil continua as investigações e o inquérito está em andamento, no entanto, nenhuma nova pista ou denúncia foi feita sobre o paradeiro de Andrelina.
Desaparecimento
Andrelina Lima Marques saiu de casa no dia 11 de outubro por volta das 15h para ir à casa de uma vizinha da mesma idade e desde então não voltou. Ela havia avisado a mãe que iria à casa da amiga para chamá-la para uma comemoração do Dia das Crianças. No intervalo de ir até a vizinha e voltar pra casa, ninguém mais a viu.
http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2012/03/ainda-tenho-esperanca-diz-mae-de-crianca-desaparecida-ha-cinco-meses.html 

CRISTINA CORREA SALUSTIANO

CARLOS HENRIQUE FREIRE

CARLOS ALBERTO MENDES BORGES

XARLOS ANTONIO PEREIRA LOPES

CARLINTON MULLER PEREIRA DIS SANTOS

CAMILLA DE SOUZA MAIA

ALAN FELIZARDO DOS REIS

BRUNO SANTOS TASI CARRILO

BRUNO SILVA GUIMARAES

domingo, 11 de março de 2012

Famílias de desaparecidos devem denunciar imediatamente, diz polícia

Nova lei permite que investigações comecem o mais rápido possível.
Segunda reportagem da série conta a história de Rute Firmino.



Na segunda reportagem da série "Desaperecidos", do NETV 1ª Edição, a história acompanhada foi a de Rute Firmino. Desesperada, ela passou a noite acordada procurando o filho. Edgard Firmino de Melo, de 17 anos, saiu quando escureceu e não voltou para casa. A mãe ligou inúmeras vezes para o telefone celular dele, que não atendeu. Preocupada, ela procurou a polícia. Para sorte dela, uma nova lei permite que as investigações comecem imediatamente após o desaparecimento, sem o prazo de 24 horas aguardado anteriormente.

O jovem tinha falado que ia à casa da namorada e não ia demorar. “No máximo, ele chegava em casa às 22h, 23h. Ele nunca demorou, nunca fez isso. Passei a noite com a porta aberta, todas as motos que passavam pensava que era ele. É muito difícil a pessoa viver no mundo que a gente vive hoje em dia, violento do jeito que está. Ele não tem vício nenhum: não bebe, não joga”, falava a mãe desesperada .

Depois de registrar o Boletim de Ocorrência, Rute foi encaminhada ao setor de desaparecidos. No local, um agente preenche uma espécie de questionário, que tem perguntas sobre o comportamento do jovem, locais que costuma frequentar, informações que podem ajudar durante as buscas. A foto do desaparecido é copiada para o computador e imediatamente é produzido um cartaz que vai ser espalhado em pontos de grande movimento. A queixa marca o início das investigações.

“Hoje a polícia está trabalhando de acordo com o que prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente. Houve uma mudança recente e o estatuto determina que a investigação inicie imediatamente após a comunicação à polícia. Não precisa a família esperar 24 horas para comunicar o desaparecimento do seu filho à polícia”, contou Zanelli Alencar, gestor da Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA).

A delegada Gleide Ângelo informou que, quanto mais rápido a família procurar, mais chance a pessoa tem de ser encontrada. “Se a rotina foi modificada, que é do trabalho para casa, de casa para o colégio, do colégio para casa, se um dia aquela rotina foi modificada sem nenhum motivo aparente, isso já é um sinal, já é um indício de que aconteceu algum problema. Então já pode procurar a polícia. O momento quem vai dizer é o próprio familiar, que vai sentir que aconteceu alguma coisa. Esse é o momento de procurar a polícia, porque quanto mais rápido, a polícia pode agir com efetividade”, disse.

Para quem não puder sair de casa, uma ligação pode ser feita ao disque denúncia. “Quando as pessoas tomarem conhecimento, notarem o desaparecimento de criança e adolescente, elas devem ligar para um das centrais do disque denúncia. Quando ligarem, é importante que ela dêem detalhes como a vestimenta com que a criança se encontrava no momento do fato, as pessoas com quem ela esteve contato nas últimas horas, as pessoas com quem ela se relaciona também é muito importante, e se houve problema em casa. Não se deve omitir nada para que facilite a localização e o trabalho da polícia”, falou Carmela Gallindo, coordenadora do serviço.

A partir do momento da ligação, a informação é repassada para a GPCA. Ainda assim, é indicado fazer um registro oficial no órgão. O Grande Recife possui unidades da GPCA em Paulista, na Praça Frederico Lundgren, no centro da cidade; em Jaboatão dos Guararapes, na Estrada da Batalha, no bairro de Prazeres; e no centro do Recife, na Rua Siqueira Campos, no bairro de Santo Antônio.

Os detalhes contados pela família são essênciais para a polícia. “A gente já teve caso aqui de ter pessoas com relacionamento com homem casado e disse: 'minha família não tem nem namorado'. E essa pessoa tinha fugido com esse homem casado. Então, a falta de informação atrapalha nosso trabalho. Acontece caso de que a pessoa está envolvida com drogas. A família para proteger a imagem a família diz: 'não, não tem nenhum envolvimento'. Sem a motivação, fica difícil para a gente saber”, falou Gleide Ângelo.

No caso de Rute, não foi necessário acionar o serviço de inteligência da polícia. Um telefonema informando que o filho chegou em casa acabou com a angústia. “Agora eu estou feliz, agora estou sem aquela tristeza dentro de mim. Ele não devia ter feito isso comigo. Eu acho que não mereço isso”, falou a mãe aliviada. Edgard chegou à delegacia minutos depois. Como a mãe registrou queixa, para fechar o processo ele precisou dar um depoimento explicando o que aconteceu.


VIDEO AQUI

V
http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2012/03/familias-de-desaparecidos-devem-denunciar-imediatamente-diz-policia.html

Família de garota desaparecida em PE sofre com falta de notícias

Série do NETV 1ª Edição mostra a história de Kamilly, de 8 anos.
Ela foi vista pela última vez com namorado da avó, em junho de 2011.



A terceira reportagem da série “Desaparecidos”, exibida pelo NETV 1ª Edição, contou a história de Kamilly, de 8 anos, e a procura desesperada de sua família. Ela morou durante 13 dias com a avó, Domícia Damiana da Silva, e o namorado da avó, Ricardo Neves, de 44 anos, em uma casa na comunidade Catamarã, no bairro de Candeias, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife.

A menina foi vista pelos vizinhos na tarde do dia 7 de junho do ano passado, saindo de casa com o namorado da avó. “Passava uma moto, passava um carro, eu olhava e nada. Era aquela agonia, meu Deus, eu não pensava em nada disso que tinha sumido, eu só pensava que ele tinha tomado uma, tinha recebido dinheiro e Kamilly estava na casa da filha dele. Quando amanheceu o dia ai eu corri, fui lá. Quando eu cheguei e bati na porta dela, ela disse que Kamilly não esatava lá. Ai disse que o pai dela desapareceu com a minha neta”, contou a avó.

Já se passaram 8 meses. Além das lembranças, estão guardados os brinquedos e as roupas; tudo embalado e limpo, pronto para quando a menina voltar. Kamilly não chegou a conhecer Amanda, a irmã caçula, que ainda estava na barriga da mãe na época do desaparecimento. “Sonho com ela, sonho com ele, às vezes acredito que por aquele sonho, ele vai aparecer e nada acontece. Os dias vão se passando, a minha deseperança vai crescendo. Eu sei que eu não posso perder a esperança, mas as coisas vai acontecendo e eu não vejo resultado nenhum”, falou Domícia.

À espera de notícias, Adriana Rodrigues, a mãe, vai cuidando da filha caçula e de Aquiles, de 4 anos. Mas a dúvida é sempre companhia. “Eu não quero esquecer, nem vou esquercer. Mas por mais que você tente sempre tem aquela lembrança. Eu tenho eles dois, mas queira não queira, ela é minha filha , e eu sinto falta dela”, disse.

O caso de Kamilly é mais um mistério para a polícia desvendar. Até agora, poucas informações ajudaram os investigadores a localizar a menina e o namorado da avó.


Cadastro Nacional


O Ministério da Justiça, por meio da Secretaria de Direitos Humanos, lançou em 2010 o Cadastro Nacional de Desaparecidos. Qualquer cidadão tem acesso às informações pela internet. A Secretaria investe também em parcerias com a Caixa Econômica Federal, Correios, Policia Rodoviária Federal, a Central dos Transportes e o Movimento Siga Bem Criança, para a divulgação das imagens dos desaparecidos. Mas o site está desatualizado.

“Nós sabemos que as pessoas que desaparecem transitam em todo o país. Então o cidadão teria esse instrumento para ajudar a polícia a pesquisar por uma pessoa desaparecida. E as pessoas criariam o hábito de ver as fotografias daquelas pessoas que estão indicadas como desaparecidas. Então é de fundamental importância a atualização. Isso tem que ser feito o mais rápido possível, porque é um instrumento sem o qual a gente vai ficar muito aquém do que deveria na investigação para encontrar esses adolescente e crianças desaparecidas”, falou Zanelli Alencar, gestor do Gerência de Proteção à Criança e Adolescente (GPCA).

Todos os dias os atendentes do disque denúncia recebem informações que ajudam o trabalho da polícia e quem colabora pode receber uma recompensa, se a pessoa for encontrada. O sigilo é garantido, não é preciso se identificar. “Para se ter uma ideia, a partir de informações trazidas para o disque denúncia já localizamos, ajudamos a localizar, 62 pessoas, graças exatamente a essa integração entre disque denúncia, população e polícia”, concluiu Carmela Gallindo, coordenadora do disque-denúncia. O número para denúncia em Pernambuco é o 3421-9595.

O Ministério da Justiça explicou que estuda a reformulação desse cadastro porque não tem como atualizar as informações sem a ajuda dos estados. Como cada estado demora a repassar os dados, a utilidade do site fica comprometida.


VIDEO AQUI

V

http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2012/03/familia-de-garota-desaparecida-em-pe-sofre-com-falta-de-noticias.html

Sacionada lei dos desaparecidos

Sacionada lei dos desaparecidos

Jornal “Município de Sorocaba” vai trazer fotos de dados de pessoas que estão sendo procuradas Pedro Guerra

pedro.guerra@bomdiasorocaba.com.br 
Quem tem parentes ou conhecidos desaparecidos em Sorocaba agora vão contar com uma nova ajuda. O prefeito Vitor Lippi (PSDB) sancionou ontem a lei que determina a publicação no jornal “Municipio de Sorocaba” - órgão oficial da prefeitura - de fotos de dados das pessoas desaparecidas.

Havia uma expectativa se Lippi iria ou não sancionar a lei. A princípio ele era contra porque a lei que criou a imprensa oficial coloca que só devem ser publicados atos relacionados ao Executivo e Legislativo.

Material/ A proposta foi apresentada pelo vereador João Donizeti Silvestre (PSDB). Segun do ele o material para divulgação seja encaminhado por órgãos governamentais e entidades não governamentais que atuam na área de assistência social, direitos humanos e defesa dos direitos da criança e do adolescente, respeitando-se os critérios do órgão responsável pela publicação.

Drama/ No dia 20 de fevereiro o BOM DIA publicou o drama da família da aposentada Maria José Rodrigues, 82 anos. A idosa desapareceu no dia 6 de fevereiro e desde então ninguém tem pistas de seu paradeiro.
A sobrinha da idosa Sandra Aparecida Lopes Jacob disse que a família procurou nos PAs (Prontos Atendimento), no IML (Instituto Médico Legal), na polícia e não há notícias até o momento sobre ela.

Casos/ De acordo com a Polícia Civil em 2011 foram registrados 451 casos em Sorocaba. Esse número representa 113 a mais do que em 2010 onde ocorreram 338 desaparecimentos na cidade.

Publicação são toda sexta-feira
O jornal “Município de Sorocaba” é publicado todas as sexta-feiras. Quando existe algum feriado na sexta-feira ou prolongado ele é antecipado para quinta ou quarta-feira.

10
mil exemplares são rodados em média. Se houver algum motivo esse número pode aumentar

Distribuição e também na internet
A Prefeitura de Sorocaba distribui o jornal nas bancas de jornais da cidade. São 192 pontos. A população também pode acessar o conteúdo pela internet no site www.sorocaba.sp.gov.br
FONTE
http://www.diariosp.com.br/noticia/detalhe/15504/Sacionada+lei+dos+desaparecidos+

BRUNO PEREIRA DOS SANTOS DA LUZ

BRUNO FRANCISCO PAIVA

FERNANDA SANTOS OLIVEIRA

ANDERSON SILVA SANCHES

KAMILLY RODRIGUES SALES

ANA CATHARINA NASCIMENTO FERRER

KENSO YURI DOS PRAZERES

sexta-feira, 9 de março de 2012

Polícia lança cartilha com orientações sobre busca de desaparecidos

A Delegacia de Proteção à Pessoa (DPP), especializada em investigações envolvendo pessoas desaparecidas em Salvador, acaba de lançar uma cartilha com informações sobre como proceder diante da situação de ter um familiar com paradeiro ignorado, antes de procurar a unidade policial para registrar ocorrência. A cartilha traz ainda outras dicas para familiares de crianças ou pessoas com necessidades especiais que tenham desaparecido.

Com tiragem inicial de mil exemplares, a cartilha da DPP será distribuída em unidades especializadas, como a Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI) e a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM), bem como em locais de grande circulação de pessoas em Salvador, a exemplo de estações de transbordo, rodoviária, porto, ferry-boat,  aeroporto,  além de unidades do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC).

Segundo a titular da DPP, delegada Juceli Ribeiro, ao vivenciar a situação de um familiar desaparecido é recomendável procurá-lo inicialmente na vizinhança e em locais onde costuma frequentar, devendo ainda entrar em contato com amigos e parentes. “Não obtendo êxito, o caminho é a DPP, localizada no 4º andar do edifício-sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), à rua das Hortênsias, 247, na Pituba (telefone 3116-0000), para formalizar a ocorrência, levando uma fotografia recente e algum documento de identificação do desaparecido”, ressaltou.

Ela observa que, antes de se dirigir à delegacia, é importante reunir informações sobre os últimos acontecimentos relacionados à pessoa desaparecida que possam ajudar a polícia a localizá-la, como envolvimentos afetivos, brigas ou discussões recentes. Juceli Ribeiro assegura que, ao verificar o conteúdo de cadernos escolares, agendas, diários e computadores, pode-se encontrar algum indício que auxilie nas buscas.

A cartilha ainda traz orientações preventivas, alertando os pais de bebês e recém-nascidos para não deixarem os filhos sob os cuidados de desconhecidos, quando necessitarem se ausentar.  As crianças devem também ser orientadas a pedir ajuda a policiais, salva vidas ou seguranças uniformizados, caso se percam, em locais de grande movimentação, como praias e shoppings centers.

A publicação também orienta os portadores de necessidades especiais a não andarem desacompanhados, devendo sempre portar uma cartão de identificação com dados pessoais, como nome, endereço e um número de telefone para contato.  É indispensável informar imediatamente à DPP quando o desaparecido for localizado pela família ou retornar à residência, para que a unidade policial interrompa as buscas.



http://www.tribunadabahia.com.br/news.php?idAtual=108148

116 111: a linha que escuta crianças “stressadas”

 

Linha SOS Criança recebeu 2864 telefonemas em 2011 e 10% das chamadas foram feitas pelos mais novos que se sentem sozinhos, incompreendidos e angustiados.
A Linha SOS Criança tem o número 116 111 e está disponível durante os dias úteis das 9h00 às 19h00. O 116 100 é outro número para casos de crianças desaparecidas e exploradas sexualmente. Desde novembro de 1988 que o Instituto de Apoio à Criança (IAC) colocou o seu telefone à disposição de crianças e jovens até aos 18 anos e também das famílias. No ano passado, recebeu 2864 telefonemas, 286 dos quais feitos pelos mais novos. Desde 1998, a linha recebeu 109 254 apelos. É um serviço anónimo, gratuito e confidencial de âmbito nacional dirigido a crianças, jovens e adultos. Quem não quiser usar a voz, pode escrever para Apartado 1582 - 1056-001 Lisboa ou enviar um e-mail parasoscrianca@net.sapo.pt.

As 286 chamadas de menores de 18 anos são significativas. "As crianças e os jovens ligam porque estão com dúvidas existenciais, porque querem conversar com alguém", refere Manuel Coutinho, secretário-geral do Instituto de Apoio à Criança (IAC) e coordenador da Linha SOS Criança, ao EDUCARE.PT. "As pessoas de quem mais as crianças gostam, os pais e as mães, deixam os filhos entregues a terceiros durante mais tempo", acrescenta o responsável. E os telefonemas tornam-se indicadores de uma realidade que não pode ser ignorada.

Para Manuel Coutinho, é hora de repensar a sociedade, é tempo de tudo fazer para aproximar pais e filhos e não para aumentar ainda mais as cargas horárias de adultos e crianças. Acorda-se às sete da manhã, corre-se para o trabalho, corre-se para a escola, regressa-se a casa à noite, toma-se banho, janta-se, fazem-se os trabalhos da escola, prepara-se o dia seguinte. "As crianças andam exaustas, quando deviam ter tempo para os valores, para a cidadania, para brincarem, para não fazerem nada", afirma. E, muitas vezes, são essas as crianças que pegam no telefone e marcam o número criado pelo IAC. "Estão, muitas vezes, em stress", conta.

Do outro lado da linha está uma equipa técnica composta por psicólogos, assistentes sociais, educadores de infância e juristas. O que fazem? "Ouvem a criança e as crianças auscultam-se, ouvem-se com o coração", adianta Manuel Coutinho. Os técnicos escutam e tentam perceber a lógica psicológica para dar o apoio adequado. "Tentam perceber o que está latente ou a acontecer e tentam tranquilizar as crianças, dar-lhes segurança". A prevenção continua a ser a palavra-chave porque o IAC acredita, e tem confirmado, que é possível debelar ou minimizar situações de risco.

Desde 1998, foram atendidas 74 500 chamadas. O atendimento psicológico existe desde 2001 e desde então acompanhou 908 famílias. Os e-mails começaram a funcionar em 1992 e até ao momento foram enviados 4747. Em 1997, entra em funcionamento o serviço de mediação escolar que já acompanhou 14 104 situações. Ao todo, 10 965 situações foram reencaminhadas, o trabalho em rede é uma das mais-valias da linha do IAC, e reavaliados 3591 casos. O IAC não está, portanto, sozinho. O apelo é feito, o serviço avalia o assunto e, sempre que necessário, solicita ajuda às instituições mais próximas e que possam dar uma resposta, nomeadamente a escola, o centro de saúde, as forças de segurança, a Segurança Social.

Continuam a ser os mais crescidos que mais usam a linha que se destina a ouvir histórias de crianças e jovens. Há apelos de crianças em perigo, situações de maus-tratos na família, apelos por questões de negligência, casos relacionados com questões de saúde. Não só. Nos últimos anos, o telefone tocou 2392 vezes e do outro lado da linha estavam apelos relacionados com pobreza, com mendicidade. O serviço também já atendeu 1500 casos de regulação do exercício das responsabilidades parentais e 860 situações de abuso sexual.

A Linha SOS Criança caminha para os 24 anos de existência. "É considerada, pela maioria das pessoas, um direito das crianças. É um serviço que de viva voz responde às crianças", adianta Manuel Coutinho. A Linha SOS Criança é mais do que um serviço que atende chamadas e responde às dúvidas dos mais pequenos. Tem mais uma linha para situações de crianças desaparecidas, um e-mail e um apartado à disposição, atendimento psicológico e gabinetes de apoio a alunos e famílias.

Desde 1997, que o SOS Criança tem um serviço de mediação escolar que instala as suas raízes nas comunidades escolares de norte a sul do país. Já acompanhou mais de 14 mil situações. A sua missão passa por estar atento ao absentismo, ao abandono e violência escolares, aos comportamentos aditivos. A escola contacta o IAC que entra em ação com os gabinetes de apoio aos alunos e às famílias. A ideia é estar no terreno e ouvir o que se diz nos recreios e nos corredores das escolas para que a prevenção primária entre em cena.
http://www.educare.pt/educare/Atualidade.Noticia.aspx?contentid=B1152573F6408FE2E0400A0AB8004F20&opsel=1&channelid=0
*

Novela vai mostrar fotos de crianças desaparecidas




Gloria Perez fez escola. A novela Amor, Eterno Amor, atual trama das 18h da Globo, vai mostrar fotos de crianças desaparecidas.

A informação é do jornal O Globo desta quinta-feira (8).

As imagens vão aparecer ao fim de cada capítulo do folhetim escrito por Elizabeth Jhin e serão fornecidas pela Secretaria Estadual de Assistência Social do Rio.
Gloria Perez foi pioneira neste tipo de iniciativa, quando escreveu Explode Coração (Globo), em 1995.

De acordo com a publicação, na época, 70 crianças voltaram para suas famílias após terem seu rosto exposto em horário nobre. 



http://entretenimento.r7.com/famosos-e-tv/noticias/novela-vai-mostrar-fotos-de-criancas-desaparecidas-20120308.html?question=0

terça-feira, 6 de março de 2012

Criança desaparecida na BA é achada morta na cisterna da casa da amiga

A garota de 8 anos, filha de um vereador da cidade de Lapão, a 480 km de Salvador, que estava desaparecida desde sexta-feira (2) foi achada morta nesta segunda (5).
Segundo informações do prefeito do município, Hermenilson Carvalho, primo da vítima, a criança estava em um saco plástico e foi jogada dentro da cisterna da casa da vizinha, onde morava sua amiga.
De acordo com a família da menina, ela saiu da escola onde estudava, no povoado de Rodagem, e foi para a casa da vizinha. Desde então, ela não foi mais vista. A polícia informou que a vizinha está detida desde domingo (4), porque ela foi a última pessoa a estar com a criança. De acordo com o prefeito, a mulher dava apoio moral para a família durante as buscas e não tinha confessado a autoria do crime até o final da tarde desta segunda-feira. O delegado responsável pelo caso está no local da morte.
O prefeito de Laje afirmou ainda que durante a investigação do caso, a polícia constatou que a amiga da vítima não é filha da mulher detida, conforme ela afirmava. A polícia teria dito, segundo Hermenilson, que a certidão de nascimento da garota é falsa.
A garota morta era a filha caçula do casal, que tem mais dois filhos adolescentes, sendo um garoto de 15 anos e outra jovem de 18 anos.

Mulher confessa ter matado filha de vereador em Lapão



A mulher acusada de matar Júlia Lima Rodrigues de Souza, de 8 anos, confessou o crime na noite desta segunda-feira (5) em Lapão, a 478 quilômetros de Salvador. O corpo de Júlia, que estava desaparecida havia quatro dias, foi encontrado em uma fossa no início da tarde de ontem. A garota era filha do vereador Getúlio Silva.

Segundo informações de agentes da delegacia de Lapão, Maria Fátima dos Santos, 48 anos, dona da propriedade onde o corpo foi localizado, assumiu, em um segundo depoimento à polícia, que atraiu a criança para sua casa e depois a dopou com um brigadeiro contendo tranquilizante.

Maria de Fátima ainda não explicou à polícia o motivo do crime e vai ser indiciada por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Segundo informações do blog regional Irecê Repórter, a acusada foi transferida para um presídio na capital baiana nesta terça-feira (6).

Segundo Getúlio Silva, pai da menina, o corpo da menina foi encontrado em avançado estado de decomposição, foi encaminhado para o Departamento Médico Legal e depois encaminhado para o cemitério. "Estavamos procurando ela por toda parte e ela estava aqui, do nosso lado. Tivemos que enterrar às pressas", lamenta o pai. Júlia foi enterrada ontem por volta das 21h30.

Crime
O corpo da menina foi encontrado com sinais de enforcamento e estava com um saco na cabeça dentro de uma fossa no povoado de Rodagem, segundo o delegado Ciro Palmeira. A dona da propriedade onde o corpo foi localizado, Maria de Fátima dos Santos foi presa pelo crime.

De acordo com o delegado, inicialmente, Maria de Fátima negou ter matado a criança, mas foi a última pessoa a vê-la viva. Segundo o site Irecê Repórter, depois de dopar Júlia, Maria de Fátima aproveitou para asfixiá-la com um saco plástico e em seguida jogou a garota em uma fossa no fundo de sua casa.

Segundo a polícia, a mulher agiu com premeditação para atrair a menina até sua casa - a criança era amiga da filha da acusada, também uma menina de 8 anos. "Foi algo premeditado, ela tinha marcado para fazer um brigadeiro para a menina". Quando Júlia chegou ao local, a dona da casa mandou a filha ir levar documentos para um familiar e quando a criança voltou disse que Júlia já tinha retornado para casa.

As duas famílias moravam próximas e as crianças eram amigas e colegas de sala na escola. "Até agora a gente ainda não sabe o que motivou esse crime. Ela era uma criança muito meiga, muito querida, frequentava todas as casas...", diz o delegado Palmeira. A família da menina não tinha nenhum desentendimento com a suspeita, que morava no local há 4 anos. 

O vereador da cidade baiana chegou a divulgar fotos da filha nas redes sociais para ajudar nas buscas pela criança, desaparecida desde a sexta-feira (2). O corpo da menina deve ser enterrado nesta terça (6).



Moradores da região, revoltados com o crime, incendiaram a casa onde Maria de Fátima morava



http://www.correio24horas.com.br/noticias/detalhes/detalhes-2/artigo/mulher-confessa-ter-matado-filha-de-vereador-em-lapao/