domingo, 27 de maio de 2012

Americano é indiciado por morte de menino 33 anos depois



Um homem que confessou à polícia o estrangulamento do menino Etan Patz, desaparecido há exatos 33 anos, aos 6 anos de idade, foi indiciado na sexta-feira por homicídio doloso, num caso que mudou a forma como os Estados Unidos lidam com casos de crianças desaparecidas.
Pedro Hernández, de 51 anos, era estoquista numa mercearia da rua do SoHo, em Manhattan, onde Patz foi visto pela última vez em 25 de maio de 1979.
Segundo o indiciamento, de uma só frase, Hernández disse à polícia que "estrangulou Etan Patz e o colocou dentro de um saco plástico, causando portanto a morte de Etan Patz, em ou em torno de 25 de maio de 1979, no porão da West Broadway 448".
O desaparecimento do menino levou à criação, em 1984, da Lei de Assistência às Crianças Desaparecidas, levando à criação de uma importante ONG voltada para essa questão, e alterando a forma como a polícia e a opinião pública reagem a esses casos. Patz foi uma das primeiras crianças a ter seu rosto estampado em caixas de leite, pedindo à população que dê informações.
Na sexta-feira, Hernández foi transferido da sua cela para o hospital Bellevue, para que continue recebendo os medicamentos que usa, segundo um porta-voz policial, que não especificou quais são os medicamentos ou a doença do acusado.
Na quinta-feira, o comissário de polícia Raymond Kelly informou que Hernández havia feito uma confissão gravada em vídeo do crime. Ele teria matado o menino no porão da mercearia, e jogado o corpo fora num saco plástico.
Hernández hoje vive em Maple Shade, Nova Jersey, com a mulher e a filha.
Há um mês, o FBI e a polícia de Nova York escavaram o porão em outro prédio do bairro, sem encontrar pistas de Patz. Mas o fato levou a uma denúncia contra Hernández, que em 1981 havia revelado a familiares que "havia feito uma coisa ruim e matado uma criança em Nova York", segundo Kelly.
Mas a confissão foi recebida com ceticismo por gente como Lisa Cohen, autor de um livro, "After Etan", que detalhava o que aconteceu depois que os pais do menino permitiram que ele fosse sozinho pela primeira vez até o ponto do ônibus escolar. Ele nunca voltou.
"Houve centenas e centenas de pistas e movimentos falsos quando eles sabiam que o caso estava resolvido - e não estava", disse Cohen à CNN.
Patz disse aos pais que iria parar na mercearia para comprar um refrigerante, e Hernández agora contou, segundo a polícia, que atraiu o menino para o porão com a promessa de uma bebida grátis.


http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5795998-EI8141,00-Americano+e+indiciado+por+morte+de+menino+anos+depois.html

'Para onde estão indo nossos filhos'


Elas se uniram e transformaram a saudade em alavanca de um movimento social: a ABCD (Associação Brasileira de Busca e Defesa de Crianças Desaparecidas), conhecida como Mães da Sé. A entidade, presidida por Ivanise Esperidião da  Silva Santos, surgiu em 1996, para responder uma pergunta que atormentam as mães que têm seus filhos desaparecidos: “Para aonde estão indo nossos filhos?”, questiona Ivanise. 

A filha dela, Fabiana Esperidião da Silva, desapareceu quando tinha 13 anos,  no dia 23 dezembro de 1995, ao voltar da casa de uma amiga. Um ano depois, Ivanise se encontrava com outras  mães de crianças desaparecidas para as gravações da novela “Explode Coração”, da Rede Globo, em 1996. 

A trama de Glória Perez abordava o sofrimento de famílias que procuravam entes desaparecidos. Nela, as mães tinham a oportunidade de expor seu caso em rede nacional e divulgar a imagem de seus filhos.

Ivanise  participava das gravações e, por lá,  conheceu mulheres que faziam parte do grupo “Mães da Cinelândia”, do Rio de Janeiro, e as do “Movimento Nacional em Defesa das Crianças Desaparecidas”, no Paraná. Ambos atuam na divulgação de casos de pessoas desaparecidas no país. Como esse tipo de trabalho era feito apenas nos dois estados, Ivanise decidiu fundar a  organização em São Paulo. 

A emissora, que está no ar com a novela “Amor, Eterno Amor”, continua fazendo inserções de fotos de crianças desaparecidas no final de cada capítulo. “Os veículos de comunicação têm nos ajudado muito. Sem a imprensa, não teríamos encontrado a metade dos desaparecidos”, disse Ivanise.

A cada dois  domingos, das 10h às 12h, as nove  mil mães filiadas à entidade fazem uma manifestação silenciosa nas escadarias da Catedral da Sé.

Entre elas está Terezinha Pinheiro Cotrin Caroli, de 54 anos, o filho dela, Pedro Luís Caroli, saiu de casa para trabalhar no dia 11 de maio de 2009 e nunca mais voltou.  Ele tinha 18 anos. “É um mistério. Mas vou procurá-lo até o último dia da minha vida.”

O mesmo pensamento é compartilhado por Maria Helena Alves, de 59 anos. Ela não desiste de procurar o filho Aparecido Alves que desapareceu na véspera do Natal, em 1993. 

“Passo horas olhando pela janela esperando ele aparecer andando pela rua. Não sei o que é ter uma noite de sono tranquila depois que ele sumiu”, disse ela.  

Sobreviventes /Ivanise, Sibrian, Francisca, Terezinha, Maria Helena  e outras tantas mães dividem, além da dor de não ter respostas sobre o desaparecimentos de seus filhos, a certeza de um dia encontrá-los. “Não somos guerreiras. Somos sobreviventes!”, afirma Ivanise.

Novo programa
O governador Geraldo Alckmin lançou anteontem o programa “São Paulo em Busca das Crianças e dos Adolescentes Desaparecidos”, no Palácio dos Bandeirantes. Em parceria com a Secretaria de Segurança Pública, além das Secretarias de Educação, Saúde, Justiça e Desenvolvimento Social, o programa possui a inovação de sistema de progressão de idade que possibilita criar imagens em três dimensões de como as pessoas desaparecidas estariam atualmente. Para isso, o sistema usa fotos fornecidas pela família para projetar as feições desses desaparecidos, mesmo anos após o sumiço.  Durante o evento, o governador assinou decreto que estabelece o  dia 25 de maio como o Dia Estadual da Criança Desaparecida.

Fundação faz homenagem no Dia Internacional da Criança Desaparecida


Mais de mil balões nas cores branco e lilás, com imagens de crianças desaparecidas, foram soltos nessa sexta (25) na Praça da Cruz Vermelha, no centro do Rio de Janeiro. O ato simbólico promovido pela Fundação para a Infância e Adolescência do Rio de Janeiro (FIA) marcou o Dia Internacional da Criança Desaparecida. O evento teve a presença de parentes e mães de crianças perdidas. Cartazes, pulseiras e fotos das crianças também foram distribuídos.
De acordo com o gerente do programa da FIA SOS Criança Desaparecida, Luis Henrique Oliveira, nos últimos 16 anos já foram encontradas 2.659 crianças , o que representa 85% do total de desaparecidas. No entanto, segundo ele, ainda há 477 crianças não encontradas em todo o estado do Rio de Janeiro.
Oliveira acrescentou que 76% dos casos de crianças que somem no estado são provenientes de conflitos familiares. "O que dói mais no nosso coração é saber que a maioria desses casos de desaparecimentos são em função da violência dos pais ou de um parente mais próximo. Quando elas [as crianças] são localizadas, relatam que sofriam uma violência intrafamiliar", disse.
Luis Henrique Oliveira orientou para que haja uma melhor observação por parte de pais, professores e órgãos de governo para que crianças não fujam de casa e fiquem a mercê de criminosos. Ele ressaltou que crianças que vêm apresentando hematomas pelo corpo possivelmente podem fugir de seu lar.
"Profissionais de educação podem sinalizar se uma criança não está rendendo bem em salas de aula. Precisamos investir em uma grande rede de parceiros, como conselhos tutelares, delegacias e assistência social, para evitar que essas crianças saiam de casa e fiquem dentro de uma grande rede de aliciadores, envolvendo tráfico e exploração sexual", disse.
A auxiliar de serviços gerais Lúcia Gonçalves da Silva de 40 anos, que estava presente no ato, explicou que há sete anos, desde o desaparecimento de seu filho, conta com ajuda de amigos e familiares para continuar a luta para encontrar o menino. Para ela, um dos momentos mais difíceis de conter a emoção é quando chega o seu aniversário e o Natal.
"É muito complicado passar o Natal e aniversário sozinha. Saber que esperei um filho durante nove meses, criei com sacrifício durante 10 anos e ele, do nada, some. Não tenho mais ele para abraçar nesse dia do aniversario. Chega o Natal, eu abraço todo mundo, mas falta alguém para abraçar, tem um vazio aí", disse chorando.
Segundo a representante de uma das empresas envolvidas na ação, Lucinda Miranda, o projeto Chega de Saudade, em parceria com a FIA, tem o objetivo de divulgar fotos de crianças desaparecidas em cartelas de segurança de botijões de gás. Ela ressaltou que o projeto, iniciado em 2009, distribui mensalmente 1 milhão e meio de cartelas e já conseguiu identificar 52 crianças, dessas metade já foi localizada. "São mães que estão nessa luta há algum tempo. É um ponto de interrogação na vida delas ficar sem saber se o seu filho está vivo ou não. É uma história que precisa de um ponto final e a gente está aí para a ajudar", disse.
A Fundação para a Infância e Adolescência é um órgão da administração do governo do estado do Rio vinculado à Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos. Sua missão é colaborar na formulação de políticas públicas de garantia de direitos humanos da infância e adolescência, bem como implementar e articular serviços e ações de proteção social.

Novela das seis triplica número de ligações sobre crianças desaparecidas no RJ



Uma das maiores angústias que uma pessoa pode experienciar é ter um parente desaparecido. A incerteza impede que os sentimentos sejam vividos por inteiro. Enquanto a morte traz a dor da tristeza e o luto prepara o indivíduo para a resignação, o desaparecimento agrava a aflição no dia-a-dia. Se o tempo cura certas feridas causadas por uma perda definitiva, o relógio só anuncia mais e mais desespero a cada falta de notícia sobre a pessoa que não deixou rastro.
Essa realidade no Brasil é tão grave que as ações em busca dos desaparecidos assumem relevância imensa para toda a sociedade. Em São Paulo, no dia 25/05, foi instituído o Dia Estadual da Criança Desaparecida, referência ao caso de Etan Patz, garoto de seis anos que sumiu a caminho da escola, em 25/05/1979, em Nova York, e nunca foi encontrado. Por isso, nos EUA, 25 de maio é Dia Nacional das Crianças Desaparecidas. Na época, esse caso chocou o mundo inteiro. Ninguém poderia supor que, no Brasil, os desaparecimentos se tornariam comuns a ponto de alcançarem uma estatística alarmante, como a que temos hoje no Rio de Janeiro. Conversei na sexta-feira com o coordenador do SOS Crianças Desaparecidas, da Fundação para a Infância e a Adolescência (FIA), Luiz Henrique. Neste momento, há 477 jovens desaparecidos em todo o estado.
Mas há uma informação positiva: a sociedade tem acordado para a dimensão do problema e a força da televisão ajuda - muito - na conscientização sobre o tema. Me refiro à novela "Amor Eterno Amor", das 18h, da Rede Globo. Além de abordar o assunto na própria trama - por meio do personagem Rodrigo (Gabriel Braga Nunes) -, a novela traz fotografias de desaparecidos ao fim de cada capítulo, e o telefone da FIA para informações. Um importante serviço para a sociedade. Segundo Luiz Henrique, a novela já fez quase triplicar o número de ligações com possíveis pistas sobre os paradeiros. A média subiu de 30 para mais de 80 por dia. À noite, ao fim da novela, os telefones tocam sem parar na instituição.
- Ainda não encontramos ninguém a partir de uma informação de espectador. Mas temos certeza de que isso vai acontecer. O mais importante é que a novela já criou uma consciência maior sobre o tema. E essa é uma conquista definitiva - diz Luiz Henrique.
Perguntei à autora da novela, Elizabeth Jhin, como ela se sente ao cumprir um papel tão importante, aliando entretenimento e ação social. Eis a resposta:
"Fico feliz de que a novela esteja de alguma forma ajudando uma causa tão importante com a das crianças desaparecidas. Esse assunto sempre me comoveu, não existe nada pior do que ter um filho perdido e não saber onde ele pode estar, por quais situações está passando, talvez vivo, talvez morto. Com a enorme penetração que tem uma novela, considerei quase uma "obrigação" divulgar todas as informações possíveis sobre o assunto. Nós mesmos, da equipe, nos surpreendemos ao tomar conhecimento, durante as pesquisas, de como é "fácil" perder uma criança. E é muito importante que todos saibam as providências que devem ser tomadas quando uma situação terrivel dessas acontece".
A resposta de Elizabeth mostra o grau de envolvimento da autora com a coletividade. A"obrigação" de fazer algo revela a noção de que todos nós, embora tenhamos diferentes oportunidades no meio social, temos também diversos aspectos em comum e estamos sujeitos aos mesmos riscos, às mesmas emoções, às mesmas frustrações. Portanto, devemos ser solidários. Parabéns à equipe da novela pela realização.
Participe desse esforço coletivo visitando a página da FIA na internet.
O telefone para pistas sobre os desaparecidos é 2286-8337.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

PEDOFILIA,CRIME HEDIONDO



COMO PROTEGER SEU FILHO DO PEDÓFILO

MALTRATAR CRIANÇAS E ADOLESCENTES É CRIME



Três mil crianças desaparecidas reportadas pelo 116000


De acordo com a Federação Europeia das Crianças Desaparecidas e Exploradas Sexualmente, organismo que congrega 28 organizações não-governamentais (ONG) activas em 19 Estados-Membros da União Europeia (UE), entre os quais Portugal, através do Instituto de Apoio à Criança (IAC), assinala esta sexta-feira o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas com o lançamento de uma nova campanha que pretende chamar a atenção da população para esta problemática.
Em Portugal, a iniciativa decorrerá durante a VI Conferência "Crianças Desaparecidas e Exploradas Sexualmente", promovida pelo IAC , local onde será debatida a Nova Directiva Europeia, publicada em Dezembro, que pretende que em todos os Países-Membros da UE sejam punidas as "novas formas de abuso".
O 116 000, criado por decisão da Comissão Europeia, é um número gratuito que está operacional 24 horas por dia na maioria dos países que já o activaram. As chamadas são respondidas localmente por profissionais especializados que trabalham com organizações não-governamentais e que foram acreditados pela autoridade nacional responsável pela atribuição do número.
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Algumas mudanças na rotina podem evitar que seu filho se exponha a risco de desaparecimento.


O que você deve fazer se ocorrer um desaparecimento:
- Ligue imediatamente para o 190 assim que perceber o desaparecimento de uma criança ou adolescente.
- Faça imediatamente o boletim de ocorrência de desaparecimento. Não é preciso esperar 24 horas.
- O boletim de ocorrência pode ser feito na delegacia mais próxima de sua casa.
- Descreva a situação em que ocorreu o desaparecimento e a aparência da pessoa, com calma, e forneça sempre o máximo de detalhes.
Converse com seu filho e recomende:
- Nunca fale com estranhos, mesmo que a pessoa o chame pelo nome.
- Não aceite caronas, presentes, comida, dinheiro ou convites de pessoas estranhas.
- Memorize o endereço e o telefone dos pais ou ande com um cartão contendo as informações.
- Ande sempre acompanhado na rua e em lugares públicos.
- Evite entrar sozinho em banheiros públicos.
- Espere sempre no local combinado ou avise se precisar mudar por alguma razão.
- Ande sempre com documentos.
- Peça e avise com antecedência se precisar até mais tarde na escola ou precisar ir à casa de um amigo.
- Se for abordado ou seguido por alguém de carro, comece a andar na direção oposta e entre em algum lugar seguro, como loja ou escola. Conte a um adulto o que está acontecendo.
- Nunca fique sozinho quando estiver esperando alguém buscá-lo.
- Ao criar perfis nas redes sociais, não passe informações pessoais, como endereços e telefones próprios ou de familiares. E nunca marque encontros com desconhecidos.
O que você deve fazer para prevenir o desaparecimento de crianças:
- Nunca tire os olhos de seu filho pequeno em locais de grande movimento.
- Quando seu filho precisar ir ao banheiro em local público, acompanhe ou peça para alguém de confiança acompanhar.
- Em locais públicos, sempre saiba onde seu filho está e informe a ele onde você está.
- Quando estiver em um evento, mostre à criança quem são os seguranças (policiais ou vigias) e avise que pode recorrer à eles caso precise.
- Combine pontos de encontro para o caso de vocês se perderem.
- Faça questão de levar e buscar seu filho em festinhas e outros programas.
- Quando for buscar a criança ou o adolescente, chegue na hora marcada. Se for atrasar, avise.
- Oriente a escola a jamais liberar seu filho para pessoas não autorizadas previamente.
- Tire o RG do seu filho assim que ele completar 2 anos. Assim, as autoridades terão o registro e informações nos bancos de dados, caso  precisem encontrá-lo ou identificá-lo.

Nova tecnologia ajuda a encontrar crianças desaparecidas

O governador Geraldo Alckmin apresenta nesta sexta-feira, 25, a campanha "São Paulo em Busca das Crianças e Adolescentes Desaparecidos". No evento, será assinado decreto que estabelece o Dia Estadual da Criança Desaparecida (25 de Maio) e cria a Comissão Permanente da Criança e Adolescente Desaparecidos, envolvendo as Secretarias de Estado da Segurança Pública, Justiça e Defesa da Cidadania, Direito das Pessoas com Deficiência, Desenvolvimento Social, Educação e Saúde.

CampanhaA campanha levará cartazes informativos a diversos equipamentos públicos, como estações de metrô e trem, unidades do Bom Prato, delegacias, escolas públicas, ETECs e FATECs, entre outros. O objetivo é levar à população orientações de como agir nestas situações, bem como divulgar canais de denúncia e procedimentos que podem agilizar o início das buscas.

Para marcar o início da campanha, a Secretaria da Educação (ensinos básico e médio) e o Centro Paula Souza (ensino técnico) promovem Parada Momentânea em toda a Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo. Antes do início das aulas, educadores farão leitura coletiva do material de conscientização, prevenção e combate aos casos de crianças e adolescentes desaparecidos.

Na ocasião, a Polícia Civil apresenta o Programa de Progressão de Idade em 3D, que desenha os rostos em alta definição das crianças e adolescentes desaparecidos, a partir do Banco de Imagem do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

Com a iniciativa, o Governo do Estado busca também esclarecer alguns pontos amplamente difundidos, mas que nem sempre correspondem à verdade. O melhor exemplo disso é a suposta necessidade de esperar 24 horas para se registrar Boletim de Ocorrência. Essa recomendação não existe e só atrapalha o trabalho da polícia. Ao contrário, o certo é denunciar, pessoalmente ou pelo 190, no momento em que se percebe o desaparecimento da criança e do adolescente. Quanto mais rápido é o aviso, maiores as chances de resgate.



http://www.agoravale.com.br/agoravale/noticias.asp?id=37518&cod=3

Homem confessa ter sufocado criança desaparecida em 1979



Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, celebrado esta sexta-feira, começou a ser comemorado após o desaparecimento de Etan Patz

Faz esta sexta-feira exatamente 33 anos que Etan Patz desapareceu em Nova Iorque. Naquele dia 25 de maio de 1979, o menino de seis anos fazia pela primeira vez sozinho o caminho de casa até à paragem de autocarro, que o levaria à escola. Pelo caminho, teve o azar de encontrar Pedro Hernandez, o homem que esta quinta-feira confessou o crime.

O suspeito, que tinha 19 anos na altura e trabalhava numa loja de conveniência perto da casa da família Patz, no bairro de SoHo, em Manhattan, contou tudo à polícia: atraiu Etan com a promessa de um refrigerante, sufocou-o na cave do edifício, colocou o corpo num saco de plástico e deitou-o ao lixo.

«Acreditamos na credibilidade da confissão», disse aos jornalistas o comissário da polícia local, Ray Kelly.

Pedro Hernandez foi detido esta quinta-feira, depois de ter visitado o local do crime com os detetives. O comissário sublinhou que o alegado homicida estava com remorsos: «Houve uma sensação de alívio da sua parte».

Até ao momento, não foram descobertos os restos mortais de Etan Patz, nem provas forenses que liguem Pedro ao caso, pelo que fonte ligada à investigação admitiu à CNN que ainda há «alguma dose de ceticismo», apesar da confissão.

A polícia foi interrogar o suspeito após uma dica anónima. Uma outra fonte revelou que, nos anos seguintes ao desaparecimento, Pedro Hernandez terá dito a alguns familiares e amigos que tinha feito «uma coisa má», chegando mesmo a confessar o homicídio de uma criança em Nova Iorque.

O suspeito deverá ser acusado de homicídio em segundo grau e irá aparecer em tribunal esta sexta-feira. Hernandez não tem cadastro.

Segundo um livro sobre a investigação, da autoria de Lisa Cohen, o plano de Etan naquele dia foi contado aos pais pela criança antes de sair de casa: ia parar numa loja para comprar um refrigerante, com um dólar que recebeu por ajudar um carpinteiro do bairro. Em 1979, outros empregados da loja de conveniência foram interrogados pela polícia, mas Pedro Hernandez não. «Não sei porquê», lamentou Ray Kelly.

Etan Patz foi declarado morto em 2001. José António Ramos, condenado por abuso sexual de menores que namorava com a babysitter de Etan, foi considerado responsável pela morte e condenado a pagar dois milhões de dólares à família, que nunca pagou. Está a cumprir 20 anos de prisão pelo abuso de outro rapaz e será libertado este ano.

O caso foi reaberto em 2010 e, em abril deste ano, as autoridades focaram-se no carpiteiro que o menino ajudou, Othniel Miller, agora com 75 anos. Foram efetuadas buscas, mas o suspeito acabou por ser ilibado.

Os pais, Stan e Julie Patz, continuam a viver na mesma casa e ainda não falaram sobre a confissão de Pedro Hernandez. O mayor de Nova Iorque, Michael Bloomberg, foi cauteloso nos comentários: «Ainda há muita investigação a fazer».

O Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, celebrado esta sexta-feira, começou a ser comemorado depois do desaparecimento deste menino de seis anos, que desencadeou um movimento nacional nunca visto e que ficou marcado pela divulgação da fotografia de Etan nos pacotes de leite.

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domingo, 20 de maio de 2012

Desaparecidos de Manaus deixam dor e saudades


Somente nos quatro primeiros meses de 2012, 328 casos de fuga e sumiço foram registrados; familiares não desistem
Orientação é pelo registro, imediato, do sumiço da pessoa, assim que a família perceber a ausência demorada dela. Nunca deixar passar 24h para comunicar.


Dados levantados da Delegacia Especializada de Assistência e Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) revelam que já foram registrados, somente nos primeiros quatro meses deste ano, 328 casos de fuga e desaparecimento de crianças e jovens em Manaus, um número considerado alto, segundo a delegada Linda Gláucia. De janeiro a dezembro de 2011 foram 827 casos registrados, segundo a delegada.
A maioria das ocorrências é de fugas de jovens que querem a liberdade, por influência de namorados ou amigos. “O que é preciso enfatizar é que quando a criança ou um jovem desaparece, a família deve ir imediatamente à delegacia e não esperar 24 horas, como muitas pessoas pensam, pois as primeiras horas são essenciais para solucionar o caso”, afirmou Gláucia.
Um caso que comprova essa estatística é o da menina Luana*, 10, que saiu da escola por volta das 11h da última quinta-feira e não voltou pra casa. A mãe dela, Valquíria* afirmou que a filha não tem o costume de sair sem a presença dos pais. “Algumas amigas da escola dela me contaram que ela tinha ido para o ramal do Brasileirinho e outras que ela estava na casa de um namorado. Descobrimos que ela estava na casa de um namorado, um menino de 13 anos. Os pais deles ainda a esconderam lá”, relatou a mãe. A criança ficou desaparecida por dois dias.
A família registrou um Boletim de Ocorrência (B.O) e a menina realizou um exame de conjunção carnal. Foi constatado que ela foi abusada sexualmente pelo adolescente. Sem solução De março de 2004 até abril de 2012, quatro ocorrências continuam sem solução de crianças desaparecidas na cidade de Manaus. Dos quatro casos registrados na DEPCA o que ficou mais conhecido é o da pequena Shara Ruana. A menina tinha sete anos quando saiu na manhã do dia 28 de outubro de 2007 para comprar pão e não retornou. O caso de desaparecimento comoveu toda a cidade, na época. Para a Delegada Linda Glaúcia, o caso “Shara Ruana” ainda é significado de mistério, pois ninguém viu o que realmente aconteceu com a menina. “Foi feita uma divulgação nacional sobre o desaparecimento dela. Fiscalizamos todo o Estado em busca de pistas que justificassem o fato, mas infelizmente nada de concreto foi encontrado”, disse. *Nome fictício para preservar a integridade da criança
Busca continua após cinco anosPara o pai de Shara, Pedro Lourenço Reis, o sumiço da filha ainda é uma dor muito presente. Entretanto, ele afirma que entregou a filha nas mãos de Deus. “Eu já procurei minha filha em todos os lugares possíveis, agora só Deus pode fazer o impossível e se for da vontade dele, trazer ela de volta pra nós. Sempre fico na expectativa de receber notícias sobre o paradeiro da Shara. Fico na esperança de que ela esteja viva em algum lugar por aí”, conta o pai. A Polícia Civil fez um envelhecimento fotográfico da menor por meio de computação gráfica, pelo Instituto de Identificação Anderson Conceição de Melo, da Polícia Civil, quee mostra como Shara estaria, com dez anos de idade. A delegada Linda Gláucia afirma que a busca continua. “A busca pela Shara é constante. Todas as vezes que recebemos uma denúncia sobre uma possível pista sobre seu paradeiro, a DEPCA cuida de checar com urgência”, afirmo

Casos ainda sem solução em ManausOs outros casos não solucionados são os da Sarah Letícia Maricaua Pena, de nove anos, que fugiu de casa levando uma mochila com roupas e deixou um bilhete dizendo que iria pra São Paulo com uma tia. A mãe da criança disse que não tem nenhum parente naquele Estado. Sarah está desaparecida desde o dia 3 de dezembro. A delegada Linda Gláucia disse que já tem um registro de que a menor foi vítima de abuso sexual. No dia 2 de novembro de 2005, Karla Victória Alves Ferreira, 5 anos, brincava com outras crianças em frente à casa de uma vizinha. As outras crianças entraram na residência e Karla ficou para trás. Depois de algumas horas, a mãe, Francinete Alves Ferreira, notou que a menina havia sumido. O quarto caso é o de uma adolescente de 15 anos, chamado apenas de “Adriano”, que fugiu em 2008 após ser acusado de participação em um homicídio de um policial civil.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Polícia suspende buscas por menina desaparecida há 10 dias no Paraná


Delegada responsável disse que 'todos os meios foram esgotados'.
Stefani, de 10 anos, saiu para ir ao colégio em Porto Amazonas e não voltou.

Stefani está desaparecida há quatro dias  (Foto: Reprodução RPCTV)
As buscas pela menina Stefani Vitória Rochisnki, desaparecida desde o dia 4 deste mês em Porto Amazonas, a 75 km deCuritiba, foram suspensas na última sexta-feira (11). De acordo com a delegada responsável pelo caso, Valéria Padovani, “todos os meios foram esgotados e nada foi encontrado”.
Na semana passada, policiais civis e militares vasculharam toda a região da chácara onde a família da menina, de 10 anos, mora. Um helicópetro sobrevoou o local, também atrás de pistas do desaparecimento e o Grupo de Operações de Socorro Tático (Gost), do Corpo de Bombeiros, fizeram mergulhos no Rio Iguaçu e nada foi encontrado.

homem preso, na terça-feira (8), por suspeita de envolvimento no desaparecimento de Stefani foi solto no sábado (12), pois o período da prisão temporária venceu e a juíza não renovou o pedido.
"As investigações continuam para esclarecer o evento. Continuamos com a coleta de dados, ouvindo testemunhas... Tudo está sendo verificado", afirmou a delegada.  O inquérito tem mais três semanas para ser concluído.
Padovani ainda informou que o suspeito identificado com a ajuda de cães farejadores, e que mora em uma granja próxima da casa de Stefani, "se reservou ao direito de permanecer calado" e não comentou nada à polícia.
A menina de 10 anos saiu de casa na sexta-feira (4) para ir à escola e não voltou. A estudante da 5ª série do Ensino Fundamental do Colégio Estadual Coronel Amazonas, no centro de Porto Amazonas, saía de casa todos os dias a pé, por volta das 7h, e caminhava cerca de um quilômetro sozinha, até o ponto onde espera o transporte escolar. Na última sexta-feira (4), ela não chegou à escola.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Perícia analisa roupa de suspeito

divulgação
Perícia analisa roupa de suspeito de desaparecimento de garota Deve ficar pronto na tarde desta sexta-feira (11) o resultado da perícia feita pela Polícia Científica em uma camisa apreendida na casa do principal suspeito do desaparecimento da menina Estefani Vitória Rochinski, de 10 anos, moradora de Porto Amazonas, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) e desaparecida desde o dia 4 de maio. 

Na última segunda-feira (7), cães farejadores levaram a polícia até a casa de um vizinho da garota. No local, a polícia encontrou uma camiseta dele manchada de sangue. A peça foi encaminhada à Criminalística para avaliar se trata-se de sangue humano, Em caso positivo, o DNA do sangue será confrontado com o DNA dos fios de cabelo dos pais da criança. 

O vizinho suspeito suspeito teve a prisão temporária decretada e ele está detido na Delegacia de Ponta Grossa, já que em Porto Amazonas teria sua segurança ameaçada. 

As buscas pela região onde a garota teria desaparecido foram intensificadas a partir da última terça-feira. Cães farejadores da Polícia Militar (PM) vasculharam as proximidades da casa da menina e bombeiros fizeram busca aquática em um rio da localidade, mas nenhuma pista foi encontrada. Um helicóptero também foi utilizado para tentar localizar a garota. As buscas estão sendo realizadas por policiais de Ponta Grossa e do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride). Nesta sexta de manhã, a delegada-chefe do Sicride, Daniele Oliveira Serighelli, estava em Porto Amazonas. 

Estefani desapareceu no dia 4 de maio. Ela saiu de casa por volta das 7 horas e, como faz todos os dias, iria caminhar cerca de dois quilômetros até o ponto de ônibus onde pega o transporte para a escola. Mas a menina não chegou ao Colégio Estadual Coronel Amazonas, onde cursa a 5ª série do ensino fundamental. 

Outro Caso 

A outra menina, cujo desaparecimento também estava sendo investigado pelo Sicride, Jhulie Gabriele Carvalho Pinto, de 11 anos, voltou para casa, em Araucária, também na RMC, na última quarta-feira (9). 

Juhle tinha saído de casa na última quinta-feira (3). Ela e uma prima de 14 anos, que também estava sumida, apareceram juntas. Desde o início a polícia deu tratamento diferente ao caso, já que ela teria pego pertences pessoas antes de desaparecer. As duas foram levadas até o Conselho Tutelar e em seguida para a Delegacia do Adolescente na capital para levantar o paradeiro de ambas e se houve algum tipo de abuso.



http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-3--485-20120511

Polícia mobiliza helicóptero para fazer buscas por criança desaparecida

A polícia montou uma força tarefa para ir até Porto Amazonas, na região Sul do Paraná, para fazer buscas pela menina Estefani Victoria Rochinski, 9 anos, que desapareceu na última sexta-feira (4), numa estrada rural entre sua residência e o local onde pegava o ônibus escolar.
Segundo as investigações, ela fazia o caminho sozinha todos os dias. Como a região das buscas é muito extensa, além das equipes no solo, um helicóptero da Secretaria Estadual de Segurança Pública será utilizado na ação em conjunto das polícias Civil e Militar.
“Nós inclusive temos algumas imagens que estão ajudando nas investigações”, disse a delegada Daniele Serighelli do Sicride (Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas). A delegada não revelou a procedência das imagens.
Ela falou também sobre a suspeita de que uma mulher loira teria sido vista levando a menina. “ Nós não podemos afirmara nada ainda, mas esta suspeita está sendo investigada também”, afirmou à Banda B.
Com relação ao caso de Jhulie Gabriele Carvalho Pinto, 11 anos, na cidade de Araucária, região metropolitana de Curitiba, já tem pistas mais concretas. “Pelo que levantamos até a gora, ela saiu de casa por vontade própria, inclusive levando alguns pertences”, afirmou a delegada Daniele. Ela explicou que buscas serão feitas na casa de conhecidos da garota.
Quem tiver alguma informação que possa ajudar a polícia, deve ligar para o telefone (41) 3224-6822.

Criança foi encontrada em um saco com sinais de abuso


A criança desapareceu desde a tarde de segunda-feira, 7
Criança desaparecida em Neópolis é encontrada morta (Foto: Arquivo Infonet)
Moradores do povoado Alto do Santo Antônio, em Neópolis, se mobilizaram a procura de uma criança desaparecida desde segunda-feira, 7. Um casal de idoso procurou a Delegacia de Polícia Civil de Néopolis na última quinta-feira, 10, e informou do desaparecimento de Josivânia Alves dos Santos.
Após algumas informações a polícia encontrou o corpo da criança em um matagal de um sítio localizado no mesmo povoado. “O casal de idoso nos informou que a mãe da criança foi impedida pelo companheiro de acionar a polícia, pois podia ser uma travessura de criança, e  a qualquer momento ela podia aparecer”, explica o delegado Leogenes Correia.
A polícia encontrou o corpo de Josivânia na tarde de quinta-feira em um matagal. A garota foi encontrada dentro de um saco com características de tortura e abuso sexual.
O  proprietário do sítio informou à polícia que o padastro de Josivânia, Wanderson Silva dos Santos,  24 anos, passou a tarde da  segunda-feira no sítio,onde o corpo foi encontrado,  bebendo com o amigo Genivaldo da Conceição Santos, 26 anos. O delegado ainda informou que durante as buscas, o padastro da criança levava as pessoas para locais opostos ao crime.
De acordo com o delegado Leogenes Correia, o relato do dono do sítio levou aos dois suspeitos. “Fomos até a casa da vítima e encontramos o padastro da criança com o amigo assistindo DVD, enquanto os moradores ainda procuravam o corpo. E ao questionar onde eles estavam no dia do crime, eles mentiram, o que comprovou as suspeitas”, conta.
Os dois acusados confessaram o crime que começou a ser tramado no sábado, 6, pelo padastro da criança. Ele pagou o valor de R$ 1000 para o amigo executar Josivânia, que ainda foi abusada. “ Eles confessaram o crime. E o padastro alega que foi motivado pela desobediência da criança em atos dentro de casa. A polícia irá investigar os reais motivos, pois consideramos fútil o motivo apresentado”, disse.
Prisão
A Delegacia de Polícia Civil de Neópolis informou que já foi decretada a  prisão preventiva dos acusados, que se encontram em outra delegacia vizinha por questão de segurança. O delegado ainda afirmou que se for comprovado o abuso sexual, os dois acusados responderão por estupro de vulnerável com resultado morte e responderão por uma pena que vai de 12 a 30 anos, e poderão ir a juri popular.
“ A polícia faz um apelo a população para quando houver qualquer suspeita de violência contra crianças que informe ao Conselho Tutelar e a polícia. Só tivemos conhecimento desta crueldade através de pessoas da comunidade”, alerta o delegado.

STEFANI VITORIA ROCHINSKI

[461.] Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas



A publicidade anda tão prudente e bem comportada, não vá o anunciante desgostar do publicitário e mudar de agência, que entre os poucos anúncios ousados e interessantes do ponto de vista criativo se destacam os que os publicitários fazem para organizações não governamentais.

Essas associações não têm nada a perder com a ousadia nas mensagens, ao contrário dos anunciantes de empresas e serviços, que receiam efeitos negativos nos tempos voláteis de crise. As ONG não só não têm nada a perder com anúncios valentes como têm tudo a ganhar, a começar pelos próprios anúncios, que tantas vezes lhes são oferecidos pelas agências.

Trabalhando de borla, os publicitários tornam-se mais assertivos na liberdade criativa. Mas os anúncios tendem a ser mais interessantes do que os comerciais por outras razões: estão associados a causas das quais é difícil discordar; têm de ser interpelantes, para não dizer chocantes em alguns casos, gritos de consciência que perturbem o observador sem o afastarem, pelo contrário, atraindo-o para a causa. 

O anúncio da Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas (AP-CD) mostra a mãe de Rui Pedro Teixeira, o miúdo cujo desaparecimento originou um enorme fluxo mediático desde há 14 anos, pelo empenho da mãe, da família e da sociedade civil e da imprensa. O anúncio inverte, no texto verbal e icónico, a mensagem esperada e habitual: em vez de repetir que Rui Pedro desapareceu, a frase principal do reclame afirma: "Filomena está desaparecida desde 1998". Os leitores da imprensa conhecem Filomena Teixeira das notícias e reportagens televisivas. Deste modo, a frase surpreende e atrai o observador para o resto do anúncio. O texto continua: "O Rui Pedro desapareceu há 14 anos. A vida da sua mãe também." 

A imagem recria exactamente a retórica da mensagem verbal. Em vez de imagens de Rui Pedro, que qualquer consumidor habitual dos media conhece, seja em fotografia real da época em que desapareceu, seja numa construção do que seria anos depois, o que o anúncio nos mostra é a sua mãe a pegar numa fotografia de si mesma cerca de 1998, antes do desaparecimento do filho. 

A diferença das duas imagens é flagrante: Filomena Teixeira bonita e sorridente há 14 anos; e, hoje, com as marcas da devastação no rosto, com a beleza desaparecida e por si mesma afastada, pois nem bonita ela sente o direito de ser sem o seu filho. A mensagem é real, e o anúncio transmite-a com qualidade: quando desaparece um criança, é como se desaparecessem também os pais, pois vão o sossego e a felicidade.

"Ajude-nos a ajudar essas famílias", eis a conclusão lógica do texto. Seria redundante repetir o apelo para se ajudar a procurar o Rui Pedro, pelo que se o substituiu pelo pedido de ajuda às famílias, através do caso de Filomena Teixeira, alguém com quem o observador se poderá identificar pelo processo psicológico "como se", a transferência para a posição de mãe privada do filho, privada do conhecimento do seu destino e após um julgamento em tribunal que nada adiantou a esse respeito. 

A fotografia sofreu um tratamento de cor para adquirir o ar de chumbo, tristeza e sufoco que associamos a imagens de que as cores quase desaparecem e associam a vida a um luto perpétuo. 

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Sicride divulga fotos de duas meninas desaparecidas no Paraná


O Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) divulgou nesta segunda-feira (7) as fotografias de duas meninas - uma de 10 e outra de 11 anos - que desapareceram na última semana.














Stefani Vitoria Rochinski, de 10 anos, foi vista pela última vez quando saiu de casa na manhã de sexta-feira (4), por volta das 7h30, para ir a escola em Porto Amazonas, na região sul do Paraná. O motorista do ônibus que levaria a garota à escola informou que ela não apareceu no ponto. As diligências para localizar a menina foram iniciadas no sábado.

O outro caso foi registrado em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. Jhulie Gabriele Carvalho Pinto, de 11 anos, teria informado a família que iria sair com uma prima de 15 anos, na quinta-feira (3), mas não voltou para casa.

As investigações dos dois desaparecimentos estão a cargo da delegada-chefe do Sicride, Daniele Oliveira Serighelli. Quem tiver informações sobre o paradeiro das meninas deve ligar para o telefone (41)3224-6822.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Acusado de matar criança vai para Barra Bonita:Ele teria batido a cabeça dela três vezes num poste e depois queimado a garota; enterro foi nesta tarde



O CORPO DA GAROTA É ACHADO QUEIMADO

Em 23 anos de polícia, esta é a cena mais chocante que eu já vi”. A frase dita pelo delegado Kléber Granja, por volta da 0h30 de hoje, ao lado do corpo carbonizado da pequena Vitória Graziela Fernandes de Lima, de 6 anos, exemplifica o fim trágico do mistério da garota que havia sumido na segunda-feira. O corpo foi localizado em um matagal nos fundos do Jardim Manchester. Após ser preso ontem, Renato Alexandre Cury Martinelli, 33 anos, ex-namorado da mãe da garota, confessou o crime e apontou o local onde o corpo fora ocultado.
O corpo de Vitória foi encontrado por volta das 22h30 de ontem. O assassino confesso havia sido detido pela Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), durante a tarde, no distrito de Guaianás (28 quilômetros de Bauru).

A prisão de Renato se deu horas após o encontro do seu veículo abandonado em um sítio localizado no distrito de Guaianás (leia mais ao lado). Após o intermédio de seu advogado e vários comandos da polícia, Renato saiu do meio do matagal no local onde o veículo estava. “Era algo impressionante. Ele estava coberto de barro. Tinha barro dos pés ao nariz”, conta o titular da DIG, Kléber Granja.

O suspeito, entretanto, negou o crime veementemente durante todo o dia e disse não saber do paradeiro da criança. Questionado sobre o motivo de ter se escondido, ele disse ter ficado sabendo da repercussão do caso e que estava com medo dos policiais.

Renato foi levado à DIG, onde prestou depoimento e continuou negando o fato. Na hora de sua chegada, a mãe de Vitória, a auxilia de cozinha Gislene Aparecida Lopes, 33 anos, chorou muito. “É ele. Foi ele que fez isso. Tenho certeza”, disse.

Todos pareciam ter certeza. Tanto que, mesmo antes da confissão, o delegado pediu a prisão temporária de Renato por 30 dias. Depoimentos de pessoas que afirmavam ter visto Renato com a pequena Vitória momentos antes do desaparecimento e a denúncia de um possível caso de pedofilia no passado (leia mais abaixo) reforçaram o pedido.


Detalhes cruéis

No fim da noite, aquele que era o principal e único suspeito se tornou o autor confesso. Renato Martinelli acabou de forma trágica com o mistério. Ele revelou ter realmente assassinado Vitória e levou os policiais até a cena do bárbaro crime.

No local, um matagal que fica a cerca de quatro quilômetros da rodovia, a cena que chocou até mesmo a equipe de policiais. Vitória estava em posição fetal e com o corpo completamente carbonizado.

“Ele disse que a sequestrou, passou em um posto de combustível e comprou gasolina. No local, bateu a cabeça dela contra uma torre de energia. Ele disse que depois que ela apagou, ele a queimou”, conta Kléber Granja.

O corpo estava a poucos metros desta torre de energia. Além das roupas que Vitória usava, havia um calção, que foi utilizado para atear fogo na criança. O fato de ela estar vestida diminui as chances de ter havido um estupro, porém, o fato será investigado.

Em relação à motivação, o delegado conta que Renato não a revelou até o momento em que o corpo fora encontrado. “Ele disse que deu um branco. Disse que deu um ataque e fez esta barbaridade. Todos ficamos em choque”, completa Granja.

A reportagem apurou que os pais de Vitória receberam a notícia trágica. Em choque, a mãe precisou ser internada.

Entenda o caso

A pequena Vitória Graziela Fernandes, de 6 anos, sumiu por volta das 15h30 da última segunda-feira nos entornos da rua Nove, no Bairro Fortunato Rocha Lima. Quando foi vista pela última vez, ela brincava com alguns amigos na casa de uma vizinha.

Desde o sumiço, as suspeitas se voltaram a Renato Alexandre Cury Martinelli. Ele teria sido visto – algo confirmado ontem por testemunhas – com a pequena Vitória momentos antes do seu desaparecimento.

A família acionou a Polícia Militar (PM), que fez várias buscas na região. Um boletim de ocorrência (BO) foi registrado no Plantão da Policia Civil, porém, a garota continuou desaparecida. Na noite de ontem, finalmente o mistério acabou. De um jeito que ninguém queria: a pequena Vitória Graziela era a 11.ª vítima de morte violenta em 2012.


‘Ele tentou abusar da minha filha de 5 anos’, diz vizinha da vítima

No começo da noite de ontem, antes de Renato Martinelli ter confessado o crime, a Polícia Civil colheu um depoimento determinante no caso. Trata-se de uma dona de casa, de 37 anos, vizinha da família de Vitória. “Ele virou um amigo da família. Mas, há quatro meses, ele tentou abusar da minha filha caçula de 5 anos”, revelou.

Segundo a testemunha – que teve o nome preservado pela reportagem -, Renato teria retirado o órgão genital e se insinuado para a criança. “Ela correu. Depois, veio contar para nós. Só não falamos para a polícia porque não tínhamos provas”.

A dona de casa conhecia bem Renato. Ele teria namorado outra filha dela, que, hoje, está presa por tráfico de drogas. “Mesmo assim, ele frequentava nossa casa. Havia um tempo que não aparecia. No bairro, ele costumava dar doces para as crianças“, completa a testemunha.

O depoimento caiu como uma “bomba” na Polícia Civil, que, até então, só tinha testemunhas circunstanciais sobre o caso. “Eu ia pedir a temporária por cinco dias. Depois deste depoimento, pedi por 30 dias”, conclui o delegado Kléber Granja. Mais tarde, porém, veio a confissão.

Há um ano, o autor do crime teve relacionamento com mãe de Vitória

Desde o desaparecimento de sua filha, Gislene Lopes negava conhecer Renato Alexandre Cury Martinelli. Na tarde de ontem, porém, ela abriu o jogo. O principal suspeito de ter levado a garota e que depois confessaria ser o assassino foi seu namorado há cerca de um ano.

“O relacionamento durou pouco mais de um mês. Ele era muito possessivo e, por isso, larguei dele. Nos dois meses depois do fim do relacionamento, ele ficava querendo voltar. Tanto que tive que trocar meu número de celular”, conta.

O homem seria conduzido à Cadeia Pública de Duartina. “A prisão é para as investigações e para preservar o próprio suspeito. Não podemos nem mandá-lo para a Cadeia de Duartina pelo que poderiam fazer com ele”, diz o delegado.

Perfil do assassino
Um homem calmo e que, com 36 anos, ainda morava com os pais. Adepto de rituais de magia, ele fora descrito como trabalhador e sossegado. Para a polícia, confessou que tomava remédios moderadores de apetites. “Ele disse que perdeu cerca de 60 quilos. Nem o uso deste tipo de medicamento é descartado como motivador do crime. Sabemos que mexe diretamente com o psicológico”, relata o titular da DIG, Kléber Granja.

O delegado não esconde que Renato apresenta um perfil psicológico abalado, o que pode ter motivado o crime. Sobre a ligação com qualquer ritual de magia, Granja é cauteloso, porém, não descarta tal hipótese também.

De acordo com o que a reportagem apurou, no dia do sumiço de Vitória, Renato teria ido ao local religioso onde frequentava. Sem camisa, teria dito: “hoje estou fervendo”. “Não acho que qualquer fé leve a isso. Mas, uma pessoa com problemas pode confundir. Não podemos descartar o fato”, afirma o titular da DIG.

Vingança, ritual de magia, pedofilia? Logo que o corpo foi localizado, a motivação parecia pouco importar. “É este o ser humano”, completou Granja, bastante abatido.

Carro usado para transportar menina foi encontrado abandonado em sítio

O caso que se encerraria de forma trágica durante a noite teve novidades logo na manhã de ontem. O veículo GM Ômega de cor azul e placas BPP-0603, de São Paulo, de Renato Martinelli foi achado em um sítio no distrito de Guaianás. O veículo foi localizado pela Polícia Militar (PM).

No carro, havia cobertas, um travesseiro, uma câmera digital e um aparelho GPS. Na câmera, havia imagens dos rituais de magia onde o suspeito frequentava. “Já pegamos os destinos gravados no GPS e vamos investigá-los”, aponta o delegado Kléber Granja.

O veículo estava bastante sujo de barro. O caseiro, de 30 anos, que mora na propriedade com a família, disse que conhecia Renato há pouco tempo. “Conheço ele há poucos meses de uma oficina em que trabalhávamos. Ele chegou aqui na segunda à tarde sozinho. Dormiu aqui e, hoje (ontem), por volta das 6h desapareceu”, disse o caseiro.

A PM realizou buscas para tentar localizar Renato nas proximidades, porém, ele não apareceu. Somente horas depois, a Polícia Civil, por intermédio do advogado do suspeitou, conseguiu encontrá-lo.

Durante a noite, antes da confissão, a Polícia Científica realizou perícia com luzes forenses no automóvel. Nenhum vestígio de sangue ou esperma fora encontrado. O fato acendeu esperanças na polícia. Esperanças que foram mortas horas depois com a localização do corpo

http://www.jcnet.com.br/Policia/2012/05/corpo-de-garota-e-achado-queimado.html