sexta-feira, 31 de agosto de 2012

FUNDAÇÃO CRIANÇA AJUDOU A SOLUCIONAR 861 CASOS DE DESAPARECIMENTOS



A busca por crianças e jovens desaparecidos conta com um aliado em São Bernardo, o Programa Reencontro, desenvolvido pela Fundação Criança para dar apoio às famílias. Desenvolvido em parceria com a Polícia Civil e referência no ABC, o projeto já ajudou a solucionar 861 casos desde sua criação em 2006.
“A quantidade de crianças e adolescentes não encontrados, levando-se em conta os últimos cinco anos, é de menos de 1%, se comparada ao total de queixas de desaparecimentos no município”, afirma Ariel de Castro Alves, presidente da Fundação Criança e coordenador do Grupo Técnico Criança Prioridade 1 do Consórcio Intermunicipal do ABC. No Estado, os índices de desaparecimentos não resolvidos gira em torno de 15%.
A Fundação tem reivindicado junto ao Estado, por meio do Consórcio Intermunicipal, a criação de delegacias especializadas de proteção à criança e ao adolescente. “O ABC tem todas as condições de ser referência nesta temática, como tem sido em várias outras. Através do Consórcio realizamos capacitações sobre o enfrentamento ao desaparecimento de crianças e adolescentes aos profissionais da área social e aos policiais das sete cidades do ABC”, defende.
Atualmente, a Fundação lida com 10 casos de desaparecimentos de crianças e adolescentes, com apoio da polícia, que imediatamente após o registro do boletim de ocorrência, encaminha o documento por fax para o Centro de Defesa da Criança e do Adolescente da instituição. Numa ocorrência, esta destina sua equipe interdisciplinar para atuar no atendimento aos familiares e colaboração nas buscas, investigação e localização. “No momento do desaparecimento tudo é válido para colaborar na busca e localização, mas é necessário um planejamento e uma integração para que todas as pessoas e órgãos contribuam conforme suas atribuições e possibilidades”, detalha.
Outra medida utilizada é o envelhecimento digital. O método é utilizado para pessoas desaparecidas há anos, com paradeiro totalmente desconhecido. O programa simula o envelhecimento a partir de fotos do desaparecido e de seus familiares, possibilitando a divulgação da imagem com as características físicas atuais da criança.
Após o retorno da criança a convivência com os pais, responsáveis e familiares, a Fundação também realiza uma avaliação sobre o que motivou o desaparecimento dessas crianças ou adolescentes, oferecendo um acompanhamento e inclusão do jovem e da família em programas sociais da própria Fundação e da Rede Municipal de Assistência Social e de Saúde. Outros programas da Fundação são o apoio à família, erradicação do trabalho infantil, enfrentamento à violência doméstica e atendimento à comunidade com ações socioeducativas, abrigos e tratamento de dependência química.
Cadastro
Desde 2011, a Fundação Criança mantém no site www.fundacaocrianca.org.br o Cadastro de Crianças e Adolescentes Desaparecidos para que os interessados em ajudar a divulgar fotos dos jovens desaparecidos possam ajudar. Já o Programa Reencontro está disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. O endereço é rua Francisco Visentainer, 804, bairro Assunção. Mais informações pelos telefones 4344-2100 e 4344-2148.
São Paulo registra 53 desaparecidas a cada dia
Família ainda procura Sulamita
Em São Bernardo, a família Scaquetti nunca mais foi a mesma desde 16 de setembro de 2010, quando a esteticista Sulamita Scaquetti Pinto, na época com 32 anos, não apareceu na escola para buscar o filho e nem voltou para casa. Numa procura contínua, a família mudou a rotina, porque quase não recebeu ajuda da polícia.
Professora de Serviço Social, a irmã Rosa Scaquetti deixou Ribeirão Pires e foi morar no apartamento de Sulamita, no bairro Santa Terezinha, em São Bernardo, para ficar mais perto da família e atuar nas buscas. Cerca de 50 pessoas, entre familiares e amigos, tentam ainda hoje achar Sulamita. Espalharam panfletos em quase toda linha de ônibus municipais e distribuíram faixas.
Rosa acredita que um surto pode ter provocado o desaparecimento de Sulamita. Vaidosa, a esteticista tomava remédios para emagrecer e, no final de 2009, teve um surto com a interrupção do tratamento. “Ela ficou uma semana chorando e com mania de perseguição. Prometeu não ingerir mais o medicamento, mas voltou a tomá-lo em 2010”, conta.
Rosa diz que, apesar da repercussão do caso na imprensa, os policiais pareciam não saber do sumiço da jovem. “Fizemos boletim de ocorrência, mas ao falar com os policiais nas ruas víamos que eles não tinham conhecimento do fato. Foi aí que percebemos que teríamos de fazer trabalho de formiguinha. A gente recebia telefonemas e ia atrás”, afirma Rosa.
A professora conta que as poucas pistas sobre o paradeiro da irmã foram obtidas pela família. No dia posterior ao sumiço, Rosa encontrou o carro de Sulamita num lava rápido, no centro de São Bernardo. Lá, soube que Sulamita tinha ido a um culto e quando retornou foi informada que não aceitavam pagamento com cartão, disse que iria ao banco, mas não voltou. “Conseguimos ver as imagens de todos os bancos da rua Marechal Deodoro e descobrimos que ela não foi a nenhum deles”, afirma.
Os Scaquetti descobriram que Sulamita passou pelo parque Selecta, pois foi vista caminhando com os sapatos na mão, sentada num ponto de ônibus e depois entrando num terreno baldio. Um tio achou as roupas da esteticista num terreno. Estavam dobradas, sem sinal de violência. Ficaram desesperados. “Só então tivemos a ajuda do COE [Comandos e Operações Especiais da Polícia Militar], que procurou vestígios da moça na mata do parque Selecta, mas nada encontrou”, afirma.
Há quase dois anos, a família não tem mais pistas. “A polícia interrompeu as buscas, sem previsão para retomá-las”, conta. Inconformado, o pai, Moacyr Pinto publicou diversas cartas com pedido de ajuda aos internautas e também propôs um projeto de lei junto ao governo do Estado. “A nossa briga é por políticas públicas, pois é um descaso muito grande ouvir dos policiais para deixarmos que Deus irá trazer minha irmã de volta”, critica. Rosa não desiste. “A gente não esquece um parente próximo”, diz a professora que ainda divulga fotos pelo Facebook, na esperança de ter alguma notícia. O telefone para notícias de Sulamita é (11) 96629-5475.
Mãe chora sumiço de Thayane
Datas comemorativas, como Natal e Dia das Mães, foram esquecidas pela dona de casa Tania Regina Cruz, 38 anos, desde que a filha Thayane Hellen Cruz Alves, 15 anos, fugiu pela janela da cozinha e nunca mais voltou para casa, no Jardim Irene IV, em Santo André. Thayane desapareceu no dia 12 de novembro de 2011.
“Ela gostava de sair, queria ser igual às irmãs, mas não conseguia voltar dos lugares”, conta a mãe. Thayane tem problemas mentais. A mãe reclama que foi insultada pela polícia. “Quando fui fazer o boletim de ocorrência, eles falaram que era para a gente se virar, porque a polícia não procura ninguém”, conta a dona de casa, que tem mais 10 filhos. Abalada com o sumiço da filha, Tania não respondeu às provocações dos policiais. “Eles não procuram porque é filho de pobre. Mas se fosse de rico, estava todo mundo atrás”, acredita.
Sem condições de manter o aluguel da casa onde vive, Tania terá de se mudar para a casa da mãe, em São Paulo. O fato tem deixado a dona de casa ainda mais aflita. “Tenho de ir, mas meu coração ficará aqui. Enquanto não encontrá-la, não terei paz”, afirma. A mãe acredita que a filha foi aliciada por algum rapaz e esteja presa na região, por causa da beleza e dos olhos verdes.
Técnico procura dois filhos
Janderson Barbosa Costa, técnico de luz e som, 32 anos, passa parte do tempo com a sobrinha de um ano. No braço direito uma tatuagem de sol e lua, que representam os filhos Endrews e Tamiris Diniz Barbosa, hoje com 13 e 12 anos, respectivamente, ambos desaparecidos.
O técnico não vê os filhos desde outubro de 2004, quando a mãe Maia do Socorro Lima Diniz disse que levaria as crianças ao shopping e nunca mais retornaram. “Eu acredito que foi vingança porque eu não quis voltar com ela”, conta o rapaz que, para encontrar novamente os filhos, fez até curso de detetive particular. “Eu vendi tudo para pagar detetives”, diz.
Nos tempos livres, Costa sai de casa, na vila Vivaldi, em São Bernardo, para procurar a família. O tecnico afirma que recorreu à polícia, "mas negaram ajuda, porque eu não tinha o endereço exato de onde as crianças estavam”, critica.Por andar pela cidade à procura dos filhos, Janderson conta que virou alvo dos policiais. “Já perdi as contas de quantas vezes fui abordado e detido”, reclama.
Costa sonha com o casal de filhos. “Quero colocá-los na escola, pois sei que eles não estudam porque já fiz busca na Delegacia de Ensino e os nomes deles não constam nas listas de escolas públicas e particulares”, afirma.

VEJA O VÍDEO AQUI
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http://www.reporterdiario.com.br/Noticia/359392/fundacao-crianca-ajudou-a-solucionar-861-casos-de-desaparecimentos/

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Estreia de cadastro de desaparecidos é adiada; veja como sistema funciona


Ferramenta segue em fase de teste e deve começar a operar em setembro.
Maioria dos desaparecimentos de adultos e adolescentes é fuga, diz polícia


O lançamento de um cadastro para reunir dados de todas as crianças e adolescentes desaparecidos no país, previsto para este mês, foi adiado. Regulamentada em 2009, a ferramenta está em testes desde março de 2010 e deve funcionar a partir de setembro, de acordo com a Secretaria de Direitos Humanos. Parentes de desaparecidos torcem para que o projeto vire realidade e ajude no desfecho de inúmeros casos. Somente no estado de São Paulo, 60 pessoas desaparecem a cada dia.
Hugo Ribeiro Santos Camargo, que desapareceu em Guarulhos (Foto: Caio Kenji/G1)

O sistema foi desenvolvido pela Secretaria de Direitos Humanos em parceria com o Ministério da Justiça. Ele vai permitir que tanto autoridades quanto cidadãos façam a notificação dos desaparecimentos, o que pode facilitar a busca por informações. (Veja abaixo como vai funcionar)
A desempregada Francisca Ribeiro Santos, de 46 anos, procura pelo filho Hugo Ribeiro Santos desde 2 de outubro de 2007. O menino tinha 10 anos à época do desaparecimento. “Ele brincava em frente à nossa casa com os amigos, jogando bola, como fazia todos os dias. Eu trabalhava fora e minha cunhada cuidava dele para mim. Naquele dia, ela mandou que ele entrasse às 18h, como fazia sempre, mas ele ficou no portão. Desde então não foi mais visto”, conta a mãe.
Assim que voltou para casa, em Guarulhos (SP), e percebeu o desaparecimento, Francisca procurou em casas de vizinhos e outros familiares, mas sem sucesso. “Fui então à delegacia, registrei o Boletim de Ocorrência e eles fizeram uma pesquisa, mas nada foi encontrado até hoje".
Quanto maior o tempo do desaparecimento, menores as chances de sucesso de localização de uma criança, devido às mudanças em sua fisionomia. “Depois de cinco anos, a possibilidade de você encontrar o desaparecido diminui muito. Isso porque a criança vai se desenvolvendo, a fisionomia muda, o timbre de voz muda, e o reconhecimento fica mais complicado”, diz Ivanise Esperidião da Silva Santo, fundadora da ONG Mães da Sé. Ela procura pela filha Fabiana há 16 anos.
Especialistas em segurança acreditam que histórias como a de Hugo e de Fabiana poderiam ter um desfecho diferente se fosse possível cruzar, nacionalmente, dados de desaparecidos e de quem procura por um parente sumido. O Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos foi instituído pela Lei 12.127 em 2009, porém a base de dados ainda não foi entregue e o atual cadastro disponível na internet está bastante defasado, com pouco mais de 1,2 mil casos registrados, entre 2000 e 2012, no site www.desaparecidos.mj.gov.br.

O novo cadastro vai funcionar no endereço www.desaparecidos.gov.br. Ele será atualizado por agentes de Segurança Pública e Justiça, conselheiros tutelares e pelo próprio cidadão. Apenas pessoas que desapareceram até os 18 anos poderão ser cadastradas, mas um Projeto de Lei que pede a ampliação do banco de dados para qualquer idade aguarda votação no Senado. O objetivo é que o novo cadastro tenha interação com páginas de redes sociais como o Twitter e o Facebook, já que as mídias sociais têm tido papel importante na localização de desaparecidos.
Corrida contra o tempo
Quem convive com histórias de sumiços avalia que a agilidade na procura e divulgação de dados é essencial. A ONG Mães da Sé, que existe desde março de 1996, tem cadastros de mais de 9 mil desaparecidos: 2,6 mil pessoas foram encontradas com vida, outras 212 foram localizadas mortas. O índice de sucesso nas localizações da entidade é menor do que o registrado pela polícia porque a instituição não conta com aparato para investigação ou com um banco de dados eficiente e unificado para consultas.
Dados da Polícia Civil de São Paulo apontam que, em média, só na capital, mais de 20 pessoas desaparecem por dia, considerando apenas os casos que são efetivamente registrados em delegacias. Segundo o delegado Sérgio Marino Pereira Passos, titular da 4ª Delegacia de Investigações sobre Pessoas Desaparecidas, o índice de sucesso nas buscas por desaparecidos no estado ultrapassa os 80%.
Entre os que não chegam a ser encontrados estão pacientes internados sem identificação e cadáveres desconhecidos em unidades do IML. Sem dados digitalizados e atualizados para consulta, famílias são obrigadas a visitar pessoalmente e com frequência hospitais e necrotérios, levando fotos e documentos de seus parentes, o que torna a busca ainda mais dolorida. Em São Paulo, nem a Secretaria de Saúde nem a Secretaria de Segurança Pública possuem o número de pacientes e cadáveres sem identificação que dão entrada em suas instituições.
De acordo com a Secretaria de Saúde, existe um cadastro alimentado pelos hospitais com o registro dos pacientes que dão entrada sem identificação. Esse cadastro fica disponível na internet, com fotos dos pacientes. Não há controle, por parte da Secretaria, do tempo de permanência desses pacientes nem do seu destino. Já no IML, o tempo de permanência de um cadáver desconhecido é de 72 horas. Depois do período, o corpo é sepultado e a localização só pode ser feita por meio do banco de dados das unidades.
“Nós fotografamos os cadáveres, descrevemos detalhes como marcas na pele e tatuagens e ainda coletamos impressões digitais e material para DNA, para casos de necessidade de confronto. Esse arquivo é permanente, ainda que nem sempre seja digitalizado”, diz ao G1Jorge Pereira de Oliveira, diretor do Centro de Perícias do IML de São Paulo.
O Serviço Funerário do Município de São Paulo informa que são sepultados nos cemitérios públicos de Perus, Vila Nova Cachoeirinha, São Luís e Vila Formosa I e II – destacados para o sepultamento de corpos desconhecidos - 830 indigentes, em média, por ano.
Fugas e sumiços
De acordo com a polícia, o maior volume de desaparecidos em São Paulo é registrado entre homens adultos. Segundo Passos, em geral os casos são identificados como abandono do lar. Isso também ocorre entre os adolescentes, principalmente meninas, que em sua maioria fogem de casa para ficar com namorados. Só depois está a faixa de crianças e deficientes desaparecidos. O delegado afirma ainda que grande parte das pessoas que fogem de suas casas se arrepende, mas nem sempre tem coragem ou sabe para onde voltar.
Registrada como desaparecida desde 17 de julho, a adolescente Bruna Roberta Bonifácio de Oliveira, de 17 anos, chegou a retornar para a casa da família em São Bernardo do Campo, no ABC, no dia 3 de agosto. Dias depois, no entanto, em 6 de agosto, ela não voltou da escola para a casa e segue desaparecida novamente. A família acredita tratar-se de uma fuga e por isso aguarda a volta espontânea da jovem, sem novas buscas.
"Não estamos procurando de novo porque agora sabemos que ela fugiu. E não nos deu motivos. Não consigo entender. Chega a ser palhaçada”, diz o pai da jovem, Aparecido Bonifácio, ao G1.





Crianças desaparecidas desde Outubro estão mortas

Crianças desaparecidas desde Outubro estão mortas


Perícia pedida pela família da mãe de Ruth e José Bretón Ortiz, os irmãos de seis e dois anos, concluiu que despojos encontrados entre as cinzas de uma fogueira na quinta dos avós paternos eram das crianças. A polícia tinha dito que eram de animais.
O pai foi detido como suspeito a 18 de outubro, dez dias após o desaparecimento dos filhos. José Bretón sempre disse que tinha perdido as crianças quando brincavam num parque na cidade de Córdoba. A mãe, Ruth Ortiz, defendia que o marido tinha assassinado as crianças como vingança pela sua intenção de se separar dele.
Uma nova análise às cinzas encontradas poucos dias depois do desaparecimento na quinta dos pais de José Bretón, concluiu agora que se trata dos restos mortais das crianças, segundo informações citadas pelo Canal Sur. Apesar de não haver registos de ADN, os peritos (incluindo o codiretor das escavações arqueológicas de Atapuerca) dizem que na fogueira estão os restos de dois menores, de seis e dois anos, acrescenta o El Pais.
O pai tinha dito na altura que tinha queimado roupas, objetos e documentos por causa da rutura com a mulher. A polícia técnica indicou que as cinzas continuam restos de animais - mais especificamente roedores - e afastado a hipótese de serem os menores. Uma vez que seriam necessárias temperaturas muito elevadas para transformar os corpos em cinzas também serviu como argumento para afastar a hipótese de que fosse as crianças. A perícia conclui que foi construído um "forno crematório" com uma chapa e tijolos, que permitira temperaturas superiores a 800 graus.
O pai de José e Ruth denunciou o seu desaparecimento à polícia a 8 de outubro, no parque Cruz Conde, em Córdoba. Antes, as crianças tinham estado na quinta dos avós. Imagens de videovigilância confirmam que os menores nunca estiveram no parque. O pai acabou por ser detido dez dias depois, acusado do desaparecimento forçado dos filhos.
O ministro do Interior espanhol, Jorge Fernández Díaz, disse em conferência de imprensa que, além do novo relatório pericial pedido pela família, a justiça pediu um terceiro. Este concluiu também que os restos encontrados são das duas crianças. Questionado sobre a falha da polícia na primeira avaliação dos restos encontrados na quinta, o ministro respondeu: "Trata-se de saber se os restos são de Ruth e José, não de procurar responsabilidades". E acrescentou: "Se há um erro numa perícia, esse é um erro científico e não de outro tipo". Díaz afirmou ainda que já tinha conhecimento dos resultados das novas perícias mas que não divulgou nada para não violar o segredo da investigação.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

SÃO PAULO REGISTRA 53 DESAPARECIMENTOS POR DIA

Entre janeiro e junho deste ano 12,6 mil pessoas desapareceram no Estado, o equivalente a 53 casos por dia até esta sexta-feira (24), segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP). Em todo o ano passado foram 23,1 mil registros de sumiços, ou seja, 63 desaparecimentos por dia. Somente 85% dos casos são resolvidos. Quem atua direto com o assunto diz que o índice é elevado porque faltam políticas públicas para prevenir e enfrentar o problema.

De acordo com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, apenas São Bernardo e Curitiba (Paraná) têm programas específicos para casos de desaparecimento em âmbito local. Em São Bernardo, a Fundação Criança se tornou referência no tema e a criação de Delegacias Especializadas de Proteção à Criança e ao Adolescente é uma das principais reivindicações junto ao Estado.

A Fundação lida hoje com 10 casos de desaparecimentos de crianças e adolescentes, com apoio da polícia. Um dos casos mais enigmáticos na região é da esteticista Sulamita Scaquetti Pinto, que em 16 de setembro de 2010 não foi buscar o filho na escola e desapareceu. Sofrimento com a dor e inconformada com o descaso da polícia, a família Scaquetti se sente abandonada e sozinha para continuar as buscas por Sulamita, que na época tinha 32 anos.

Outro caso complicado é o dos irmãos Endrews e Tamiris Diniz Barbosa, hoje com 13 e 12 anos, e a mãe Maria do Socorro Lima Diniz, que em outubro de 2004 foram ao shopping comprar presente para o Dia das Crianças e não voltaram. O pai, Janderson Barbosa Costa, técnico de luz e som, diz que não recebe ajuda da polícia e, por isso, até fez curso de detetive para tentar achar os três.


Perfil

O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), órgão da Polícia Civil, não tem estudo sobre o perfil geral das vítimas. Mas entre os casos que envolvem crianças e adolescentes, o levantamento deste ano apresenta números de janeiro até abril e mostra que 516 pessoas de 0 a 12 anos foram dadas como desaparecidas, enquanto entre a faixa etária de 3 a 18 anos somam pouco mais de 3 mil. Estima-se que mais de 40 mil jovens desapareçam todos os anos no Brasil, sendo 9 mil só em São Paulo.

O delegado titular do 3º DP da Polícia Civil de São Bernardo, Kazuyoshi Kawamoto, explica que grande parte do desaparecimento de pessoas envolve fuga de casa, mas há também casos de vítimas de rapto ou sequestro. “No caso das crianças e dos adolescentes, a maior parte dos casos envolvem pessoas de 10 a 15 anos. Muitos saem de casa por maus tratos dos pais, mas não podemos ignorar os casos de sequestros e raptos”, conta.

Fuga


Dados coletados e analisados pela Fundação Criança de São Bernardo apontam o perfil das crianças e adolescentes desaparecidos no município: 60% são meninas e 40% meninos, têm idades entre 11 e 17 anos, 52% são brancos e 34% pardos. Com relação às causas dos desaparecimentos identificadas, se destacam as fugas do lar (51%), o envolvimento com a criminalidade (14%) e a fuga institucional (12%). Fuga institucional é quando a pessoa desaparece de uma casa de abrigo.

Kawamoto explica ainda que muitos jovens desaparecem durante o horário escolar e são encontrados em casas de amigos. “Há ainda envolvimento com drogas e má companhia, principalmente entre os meninos”, conta. Já quando os casos envolvem as garotas, o delegado explica que é comum ter algum namorado envolvido na história.

Rapidez no boletim de ocorrência é essencial


O índice de pessoas encontradas no ano passado no Estado representa 79,5% do total de desaparecidos no mesmo ano (23,1 mil). Em 2012, entre janeiro e junho, 10 mil pessoas foram encontradas. Especialistas afirmam que quanto antes o caso for registrado na polícia, mais chances de ser solucionado.

“Apesar de muitas pessoas falarem isso, não é certo aguardar 48 horas para registrar um Boletim de Ocorrência. Este tempo de espera pode fazer muita diferença para a vítima”, explica o delegado titular do 3ºDP, Kazuyoshi Kawamoto. Pesquisa da Fundação Criança de São Bernardo feita a partir de 1.086 boletins de ocorrência identificou o tempo médio de espera das famílias para registrarem as ocorrências. 42% delas esperaram 24 horas para procurar a polícia, 16% aguardaram 48 horas e 15% registraram o ocorrido de forma imediata,
Segundo o delegado, em caso de desaparecimento é necessário registrar boletim de ocorrência imediatamente, na delegacia mais próxima de casa ou pelo sitewww.ssp.sp.gov.br/bo. É importante levar foto recente da pessoa e detalhes sobre vestimentas do desaparecido, lugares que costumava frequentar e comportamentos.

A Fundação Criança dispõe de cartilha com orientações sobre como agir nestes casos. “A cartilha, além de ser voltada aos profissionais da área social e ao público em geral, também tem o objetivo de estimular os gestores públicos para que implantem programas municipais especializados no enfrentamento às situações de desaparecimentos de crianças e adolescentes”, comenta Ariel de Castro Alves, presidente da fundação.

Somente 85% dos casos são resolvidos


A busca por crianças e jovens desaparecidos conta com um aliado em São Bernardo, o Programa Reencontro, desenvolvido pela Fundação Criança para dar apoio às famílias. Desenvolvido em parceria com a Polícia Civil e referência no ABC, o projeto já ajudou a solucionar 861 casos desde sua criação em 2006.

“A quantidade de crianças e adolescentes não encontrados, levando-se em conta os últimos cinco anos, é de menos de 1%, se comparada ao total de queixas de desaparecimentos no município”, afirma Ariel de Castro Alves, presidente da Fundação Criança e coordenador do Grupo Técnico Criança Prioridade 1 do Consórcio Intermunicipal do ABC. No Estado, os índices de desaparecimentos não resolvidos gira em torno de 15%.

A Fundação tem reivindicado junto ao Estado, por meio do Consórcio Intermunicipal, a criação de delegacias especializadas de proteção à criança e ao adolescente. “O ABC tem todas as condições de ser referência nesta temática, como tem sido em várias outras. Através do Consórcio realizamos capacitações sobre o enfrentamento ao desaparecimento de crianças e adolescentes aos profissionais da área social e aos policiais das sete cidades do ABC”, defende.

Atualmente, a Fundação lida com 10 casos de desaparecimentos de crianças e adolescentes, com apoio da polícia, que imediatamente após o registro do boletim de ocorrência, encaminha o documento por fax para o Centro de Defesa da Criança e do Adolescente da instituição. Numa ocorrência, esta destina sua equipe interdisciplinar para atuar no atendimento aos familiares e colaboração nas buscas, investigação e localização. “No momento do desaparecimento tudo é válido para colaborar na busca e localização, mas é necessário um planejamento e uma integração para que todas as pessoas e órgãos contribuam conforme suas atribuições e possibilidades”, detalha.

Outra medida utilizada é o envelhecimento digital. O método é utilizado para pessoas desaparecidas há anos, com paradeiro totalmente desconhecido. O programa simula o envelhecimento a partir de fotos do desaparecido e de seus familiares, possibilitando a divulgação da imagem com as características físicas atuais da criança.

Após o retorno da criança a convivência com os pais, responsáveis e familiares, a Fundação também realiza uma avaliação sobre o que motivou o desaparecimento dessas crianças ou adolescentes, oferecendo um acompanhamento e inclusão do jovem e da família em programas sociais da própria Fundação e da Rede Municipal de Assistência Social e de Saúde. Outros programas da Fundação são o apoio à família, erradicação do trabalho infantil, enfrentamento à violência doméstica e atendimento à comunidade com ações socioeducativas, abrigos e tratamento de dependência química.


Cadastro

Desde 2011, a Fundação Criança mantém no site www.fundacaocrianca.org.br o Cadastro de Crianças e Adolescentes Desaparecidos para que os interessados em ajudar a divulgar fotos dos jovens desaparecidos possam ajudar. Já o Programa Reencontro está disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. O endereço é rua Francisco Visentainer, 804, bairro Assunção. Mais informações pelos telefones 4344-2100 e 4344-2148.

Família ainda procura Sulamita

Em São Bernardo, a família Scaquetti nunca mais foi a mesma desde 16 de setembro de 2010, quando a esteticista Sulamita Scaquetti Pinto, na época com 32 anos, não apareceu na escola para buscar o filho e nem voltou para casa. Numa procura contínua, a família mudou a rotina, porque quase não recebeu ajuda da polícia.

Professora de Serviço Social, a irmã Rosa Scaquetti deixou Ribeirão Pires e foi morar no apartamento de Sulamita, no bairro Santa Terezinha, em São Bernardo, para ficar mais perto da família e atuar nas buscas. Cerca de 50 pessoas, entre familiares e amigos, tentam ainda hoje achar Sulamita. Espalharam panfletos em quase toda linha de ônibus municipais e distribuíram faixas.

Rosa acredita que um surto pode ter provocado o desaparecimento de Sulamita. Vaidosa, a esteticista tomava remédios para emagrecer e, no final de 2009, teve um surto com a interrupção do tratamento. “Ela ficou uma semana chorando e com mania de perseguição. Prometeu não ingerir mais o medicamento, mas voltou a tomá-lo em 2010”, conta.

Rosa diz que, apesar da repercussão do caso na imprensa, os policiais pareciam não saber do sumiço da jovem. “Fizemos boletim de ocorrência, mas ao falar com os policiais nas ruas víamos que eles não tinham conhecimento do fato. Foi aí que percebemos que teríamos de fazer trabalho de formiguinha. A gente recebia telefonemas e ia atrás”, afirma Rosa.
A professora conta que as poucas pistas sobre o paradeiro da irmã foram obtidas pela família. No dia posterior ao sumiço, Rosa encontrou o carro de Sulamita num lava rápido, no centro de São Bernardo. Lá, soube que Sulamita tinha ido a um culto e quando retornou foi informada que não aceitavam pagamento com cartão, disse que iria ao banco, mas não voltou. “Conseguimos ver as imagens de todos os bancos da rua Marechal Deodoro e descobrimos que ela não foi a nenhum deles”, afirma.

Os Scaquetti descobriram que Sulamita passou pelo parque Selecta, pois foi vista caminhando com os sapatos na mão, sentada num ponto de ônibus e depois entrando num terreno baldio. Um tio achou as roupas da esteticista num terreno. Estavam dobradas, sem sinal de violência. Ficaram desesperados. “Só então tivemos a ajuda do COE [Comandos e Operações Especiais da Polícia Militar], que procurou vestígios da moça na mata do parque Selecta, mas nada encontrou”, afirma.

Há quase dois anos, a família não tem mais pistas. “A polícia interrompeu as buscas, sem previsão para retomá-las”, conta. Inconformado, o pai, Moacyr Pinto publicou diversas cartas com pedido de ajuda aos internautas e também propôs um projeto de lei junto ao governo do Estado. “A nossa briga é por políticas públicas, pois é um descaso muito grande ouvir dos policiais para deixarmos que Deus irá trazer minha irmã de volta”, critica. Rosa não desiste. “A gente não esquece um parente próximo”, diz a professora que ainda divulga fotos pelo Facebook, na esperança de ter alguma notícia. O telefone para notícias de Sulamita é (11) 96629-5475.

Mãe chora sumiço de Thayane

Datas comemorativas, como Natal e Dia das Mães, foram esquecidas pela dona de casa Tania Regina Cruz, 38 anos, desde que a filha Thayane Hellen Cruz Alves, 15 anos, fugiu pela janela da cozinha e nunca mais voltou para casa, no Jardim Irene IV, em Santo André. Thayane desapareceu no dia 12 de novembro de 2011.

“Ela gostava de sair, queria ser igual às irmãs, mas não conseguia voltar dos lugares”, conta a mãe. Thayane tem problemas mentais. A mãe reclama que foi insultada pela polícia. “Quando fui fazer o boletim de ocorrência, eles falaram que era para a gente se virar, porque a polícia não procura ninguém”, conta a dona de casa, que tem mais 10 filhos. Abalada com o sumiço da filha, Tania não respondeu às provocações dos policiais. “Eles não procuram porque é filho de pobre. Mas se fosse de rico, estava todo mundo atrás”, acredita.

Sem condições de manter o aluguel da casa onde vive, Tania terá de se mudar para a casa da mãe, em São Paulo. O fato tem deixado a dona de casa ainda mais aflita. “Tenho de ir, mas meu coração ficará aqui. Enquanto não encontrá-la, não terei paz”, afirma. A mãe acredita que a filha foi aliciada por algum rapaz e esteja presa na região, por causa da beleza e dos olhos verdes.

Técnico procura dois filhos

Janderson Barbosa Costa, técnico de luz e som, 32 anos, passa parte do tempo com a sobrinha de um ano. No braço direito uma tatuagem de sol e lua, que representam os filhos Endrews e Tamiris Diniz Barbosa, hoje com 13 e 12 anos, respectivamente, ambos desaparecidos.

O técnico não vê os filhos desde outubro de 2004, quando a mãe Maia do Socorro Lima Diniz disse que levaria as crianças ao shopping e nunca mais retornaram. “Eu acredito que foi vingança porque eu não quis voltar com ela”, conta o rapaz que, para encontrar novamente os filhos, fez até curso de detetive particular. “Eu vendi tudo para pagar detetives”, diz.

Nos tempos livres, Costa sai de casa, na vila Vivaldi, em São Bernardo, para procurar a família. O tecnico afirma que recorreu à polícia, "mas negaram ajuda, porque eu não tinha o endereço exato de onde as crianças estavam”, critica.Por andar pela cidade à procura dos filhos, Janderson conta que virou alvo dos policiais. “Já perdi as contas de quantas vezes fui abordado e detido”, reclama.

Costa sonha com o casal de filhos. “Quero colocá-los na escola, pois sei que eles não estudam porque já fiz busca na Delegacia de Ensino e os nomes deles não constam nas listas de escolas públicas e particulares”, afirma.



FONTE
http://www.reporterdiario.com.br/Noticia/359382/sao-paulo-registra-53-desaparecidas-a-cada-dia/


RDtv - Entrevista com Ariel de Castro Alves, presidente da Fundação Criança 


A cada 10 jovens entre 8 e 18 anos que sumiram na capital neste ano, 7 eram meninas. Liberdade impulsiona

Elas querem ser donas dos próprios narizes. O anseio pela liberdade de poder escolher para onde ir, quando voltar, com quem namorar e tomar decisões consideradas inaceitáveis por seus pais é o que impulsiona jovens principalmente de 13 a 17 anos a fugirem de casa, afirmam especialistas.

Entre crianças e adolescentes, são as meninas que lideram o número de desaparecimentos. Números da Polícia Civil mostram que, no primeiro semestre de 2012, a capital registrou 98 desaparecimentos de menores entre 8 e 18 anos, sendo 64 deles do sexo feminino.


Bruna Roberta Bonifácio de Oliveira, de 17 anos, engrossa a estatística. Desaparecida em 17 de julho, a menina passou 17 dias na rua e foi encontrada na casa de uma família que lhe deu abrigo. Em entrevista ao DIÁRIO, revelou que “foi atrás de uma nova vida”. Em 5 de agosto, dois dias após ser localizada, fugiu novamente .


O delegado Sérgio Marino Passos, chefe da Delegacia de Pessoas Desaparecidas, do DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), afirma que as meninas saem de casa por conflitos familiares ou fugas com namorados. “Existem também raptos, exploração sexual e violência, mas o grosso é de fugas. A nossa principal preocupação é encontrá-las sempre.”

Estudo feito pelo Projeto Caminho de Volta, iniciativa que dá apoio psicológico aos familiares de crianças e adolescentes desaparecidos e aos menores encontrados, mostra que a fuga de casa foi o principal tipo de atendimento do programa (77% dos casos).

Os psicólogos notaram nas entrevistas um desejo comum das crianças em “sair do cenário familiar, voltar depois de algum tempo ou até mesmo não voltar nunca mais”.

Quanto à estrutura familiar dos desaparecidos, os pesquisadores concluíram que mais da metade vivia em casas com padrastos ou madrastas, com filhos de relações anteriores, além de agregados como tios, avós, primos, entre outros

fonte>>http://www.redebomdia.com.br/noticia/detalhe/30709/Meninas+fogem+de+casa+em+Sao+Paulo
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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Contracheque de servidor estadual terá fotos de desaparecidos na Bahia


Conteúdos serão inseridos nos documentos a partir do dia 30 de agosto.
Teste dura inicialmente dois meses. BA possui mais de 260 mil servidores.

Desaparecidos Bahia (Foto: Divulgação/PC)
Primeiros desaparecidos são moradores de Salvador
(Foto: Divulgação/PC)

A partir do dia 30 de agosto, os mais de 260 mil servidores do estado terão fotografias e nomes de pessoas desaparecidas inseridos em seus contracheques.
A iniciativa é realizada pela Delegacia de Proteção à Pessoa (DPP) e pela Secretaria de Administração do Estado da Bahia (Saeb).
A medida dura inicialmente dois meses em fase de testes e, após o período, os resultados serão e avaliadas, então, as novas estratégias para a ação. As fotos de crianças, idosos e portadores de doença mental serão priorizadas, assim como presença da família na busca pelos desaparecidos.
Os primeiros contracheques virão com as fotos de Vinícios do Espírito Santo, de 15 anos, Erenita Leopoldina dos Santos, de 64, e Tiago Pereira Santos, de 22 anos. Os três são moradores de Salvador.
Vinícios desapareceu em fevereiro, quando saiu da casa, no bairro de Plataforma, para trabalhar como cordeiro no carnaval, e nunca mais retornou. Tiago, estudante de engenharia que sofre de esquizofrenia, saiu de casa no dia 29 de julho, no bairro de Cajazeiras, e não manteve mais contato. Já Erenita está sumida desde 15 de fevereiro, dia em que recebeu alta do Hospital Roberto Santos, saiu da unidade e não procurou a família.
Além das fotografias e dos nomes, os contracheques também terão os telefones para contato e os locais onde cada pessoa desapareceu. Na medida em que as pessoas sejam encontradas, novas fotografias devem ser inseridas nos contracheques dos servidores.
Outra medida
A Delegacia de Proteção à Pessoa estuda também a inserção de fotos de desaparecidos em ônibus de Salvador. A medida ainda não tem data de lançamento. O projeto prevê que 50 veículos da frota municipal tenham as fotografias estampadas no vidro traseiro e no localizado próximo ao motorista.

fonte>>http://g1.globo.com/bahia/noticia/2012/08/contracheque-de-servidor-estadual-tera-fotos-de-desaparecidos-na-bahia.html

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Vizinha recolhe criança desaparecida



A criança desaparecida no sábado à noite, de dois anos e cinco meses, foi encontrada pela polícia na casa de uma vizinha na manhã desta segunda-feira, a cerca de meio quilómetro da sua casa.

Segundo apurou o CM, Leidson Samuel, que estava perto da mãe numa horta em São João da Talha (Loures) quando desapareceu, encontrava-se, nesta segunda-feira, sujo e mostrou-se assustado.

O alerta tinha sido dado pela PSP às 22h03 de sábado, duas horas depois da mãe, Marisa, ter dado pela falta da criança. No local estiveram bombeiros e polícias acompanhados por cães.

A vizinha, que encontrou Leidson, está agora a ser inquirida pela PJ.

fonte>>http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/portugal/vizinha-recolhe-crianca-desaparecida

Meninas fogem de casa em São Paulo

A cada 10 jovens entre 8 e 18 anos que sumiram na capital neste ano, 7 eram meninas. Liberdade impulsiona


Elas querem ser donas dos próprios narizes. O anseio pela liberdade de poder  escolher para onde ir, quando voltar, com quem namorar e tomar decisões consideradas inaceitáveis por seus pais é o que impulsiona jovens principalmente de 13 a 17 anos a fugirem de casa, afirmam especialistas.
Entre crianças e adolescentes, são as meninas que lideram o número de desaparecimentos. Números da Polícia Civil mostram que, no primeiro semestre de 2012, a capital registrou 98 desaparecimentos de menores entre 8 e 18 anos, sendo 64 deles do sexo feminino.
Bruna Roberta Bonifácio de Oliveira, de 17 anos, engrossa a estatística. Desaparecida em 17 de julho, a menina passou 17 dias na rua e foi encontrada na casa de uma família que lhe deu abrigo. Em entrevista ao DIÁRIO, revelou que “foi atrás de uma nova vida”. Em 5 de agosto, dois dias após ser localizada, fugiu novamente (leia depoimento do pai da jovem ao lado).
O delegado Sérgio Marino Passos, chefe da Delegacia de Pessoas Desaparecidas, do DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), afirma que as meninas saem de casa por conflitos familiares ou fugas com namorados. “Existem também  raptos, exploração sexual e violência, mas o grosso é de fugas. A nossa principal preocupação é encontrá-las sempre.”
Estudo feito pelo Projeto Caminho de Volta, iniciativa que  dá apoio psicológico aos familiares de crianças e adolescentes desaparecidos e aos menores encontrados, mostra que a fuga de casa foi o principal tipo de atendimento do programa (77% dos casos).
Os psicólogos notaram nas entrevistas um desejo comum das crianças em “sair do cenário familiar, voltar depois de algum tempo ou até mesmo não voltar nunca mais”.
Quanto à estrutura familiar dos desaparecidos, os pesquisadores concluíram que mais da metade vivia em casas com padrastos ou madrastas, com filhos de relações anteriores, além de agregados como tios, avós, primos, entre outros
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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Ossada encontrada em Araucária é de menino desaparecido


O Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba confirmou que a ossada encontrada em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, é do menino Bruce Sthanley Gonçalves, 11 anos, que desapareceu no dia 9 de julho. Os ossos foram localizados quatro dias depois do desaparecimento, em um terreno baldio.

Segundo laudo do IML, concluído na quarta-feira (25), o menino foi morto por um tiro na cabeça. No crânio do garoto, foi encontrado um projétil, possivelmente de calibre 38. A identificação foi feita a partir de análise da arcada dentária.

Com a entrega do laudo, o caso passa a ser tratado como homicídio e fica a cargo da Delegacia de Araucária. O material encontrado, no entanto, ainda será analisado pela criminalística para determinar se houve outro tipo de violência contra o menino, segundo a Polícia Civil.


O crime


Bruce saiu da casa dos pais para jogar futebol na manhã do dia 9 e não foi mais visto. O Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) começou as buscas para localizar a criança, assim como a comunidade, que encontrou uma bermuda e uma camiseta do garoto na noite do dia 12. Também foi encontrado um lençol com manchas que podem ser de sangue.

Os ossos foram encontrados no dia 13 de julho, espalhados em vários pontos do terreno baldio. Não havia indícios de carne nos ossos, que apresentavam sinais compatíveis de roeduras. Investigadores acreditam que o corpo pode ter sido atacado por animais.


Suspeito assassinado


O principal suspeito de envolvimento no crime contra o menino foi assassinado com 16 tiros na madrugada do dia 14, em Araucária. Pedro Henrique Souza, 29 anos, teria sido a última pessoa a ver Bruce com vida.

Souza estava em casa quando três homens encapuzados e armados invadiram a residência e o levaram para fora. Ele foi executado em frente de casa, de acordo com a polícia.

FONTE>>

http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=1279810&tit=Ossada-encontrada-em-Araucaria-e-de-menino-desaparecido

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Cientista espanhol utiliza genética para encontrar crianças desaparecidas



Aconteceu mais de uma década atrás, quando o táxi passou pelos bairros problemáticos de Lima, que o médico José A. Lorente, um especialista em genética forense, começou a pensar sobre a situação das crianças de rua.
Enquanto visitava o Peru para orientar policiais locais sobre como identificar os corpos de alguns terroristas, ele não pode deixar de perguntar o que faziam para ajudar as crianças. A polícia disse que não tinham muito o que fazer. Não havia nenhuma maneira de identificá-las, nenhuma maneira de reuni-las com suas famílias e, geralmente, elas fugiam quando eram levadas de volta para orfanatos



Lorente não ficou satisfeito com essa resposta. "Eu sabia que tinha de haver algum jeito de remediar essa situação", disse. "Eu sabia que o DNA poderia fazer isso. E pensei: nós conseguimos acompanhar o pedigree de cães e cavalos de corrida, será que não conseguimos fazer o mesmo ou ainda mais pelas crianças?"
Ele apareceu em jornais de todo o mundo por ter ajudado a identificar os restos mortais de Cristóvão Colombo e Simón Bolívar, e os corpos encontrados em valas comuns no Chile e em outros países. Mas ao longo do caminho, ele também conseguiu persuadir autoridades em 16 países, incluindo Guatemala, México, Peru, Equador, Brasil, Nepal, Indonésia, Malásia, Índia e Tailândia a começarem a montar um bancos de dados de DNA que poderiam identificar e reunir as crianças desaparecidas com suas famílias.
Funcionamento
A ideia é bastante simples. Em sua mente, Lorente, 51 anos, vê uma rede de bancos de dados nacionais que armazenam o DNA dos pais que perderam seus filhos. Assim, quando as crianças forem encontradas, mesmo que após muitos anos, eles podem verificar com qual DNA são compatíveis. Ele também acredita que os bancos de dados podem desempenhar um papel crucial na prevenção das adoções de crianças roubadas e no desmantelamento das redes de tráfico de humanos.
"Tudo isso é possível de ser feito, e nós deveríamos estar fazendo isso", disse Lorente.
Ele reconhece que é uma ambição bastante grande para um laboratório de genética civíl operando em Granada, na Espanha, um assunto, disse ele, que às vezes vem à tona em sua casa. "Minha esposa diz: 'Então, quer dizer que você é o Dom Quixote?'", conta Lorente rindo. Mas ele argumenta que sua ideia faz sentido e que eventualmente será colocada em prática.
Entretanto, a fundação que ele criou em 2004, a DNA-Prokids, vem proporcionando a países dispostos a participar com milhares de exames de DNA gratuitos e kits de coleta de DNA. Até agora, testes gratuitos conseguiram reunir cerca de 550 crianças com suas famílias, a maioria delas na Guatemala e no Peru. Os testes também conseguiram impedir mais de 200 adoções ilegais.
Garantia
Lorente acredita que a adoção deveria sempre envolver o teste genético para se certificar de que os pais que estão deixando a criança para adoção são realmente os pais. E ele disse que 80% das crianças de rua do mundo têm famílias que estariam mais do que dispostas a pegá-las de volta caso fossem encontradas.
Alguns dos testes grátis são realizados em Granada, alguns no Centro Científico para Saúde da Universidade do Norte do Texas, em Fort Worth, onde seu ex-chefe de laboratório do FBI, Bruce Budowle, é agora o diretor-executivo do Instituto de Pesquisa Genética. Budowle disse que Lorente tem um dom para executar essa tarefa. "Ele é um excelente comunicador que realmente se destaca ao falar com as pessoas de alto nível", disse Budowle. "E ele realmente acredita no que faz."
Lorente afirmou que ficou bastante orgulhoso em poder ter trabalhado em grandes casos como o de identificar os restos mortais de Colombo e Bolívar. Mas são os casos mais íntimos que realmente mexem com ele. "Quando você olha para uma mãe e você finalmente consegue dizer 'OK, nós encontramos o corpo do seu filho' é, para mim, é uma sensação incomparável."


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Serviço de celular poderá ajudar na localização de crianças desaparecidas


O serviço de telefonia celular poderá ajudar na localização de crianças e adolescentes desaparecidos no país. Logo após a notificação do desaparecimento pela família, mensagem com um alerta emergencial deverá ser enviada a todas as linhas ativas em um raio de 500 quilômetros a partir do local de registro do episódio.
Essa medida poderá ser incluída no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) caso seja aprovado projeto de lei (PLS 243/2012) do senador Benedito de Lira (PP-AL), que obriga a emissão desse alerta pelo poder público.
Responsabilidade
Assim como as operadoras de celular, os provedores de internet; o responsável pelo Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos; radioamadores; administradores de terminais rodoviários, portuários e aeroportuários, de praças de pedágio e de postos de combustível; empresas de transporte interestadual e internacional terão de providenciar a difusão imediata do alerta emergencial.
A responsabilidade por esse compartilhamento de informações vai alcançar todos esses segmentos com atuação num raio de 500 quilômetros do ponto do desaparecimento. De acordo com o texto do PLS 243/2012, se o alerta não for replicado em até três horas após seu recebimento, poderá ser aplicada multa de R$ 3 mil para cada mensagem não repassada.
Também está prevista pena de detenção, de seis meses a dois anos, tanto para o agente público que deixar de emitir o alerta emergencial de desaparecimento quanto para o responsável pelo Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes que descumprir o dever de difundi-lo.
Dados
Nome completo, idade, traços característicos, fotografia e informação sobre o último local visitado são os dados básicos sobre o desaparecido que deverão constar do alerta emergencial. Essa mensagem deverá reunir ainda aspectos relevantes sobre o desaparecimento e número telefônico para contato.
A Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, a Agência de Notícias dos Direitos da Infância, o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente e o Conselho Nacional de Justiça também deverão ser notificados sobre o desaparecimento de criança ou adolescente.
Quanto às emissoras de rádio e televisão e aos jornais, poderão firmar convênio com o poder público para também noticiar esses desaparecimentos. Mas, neste caso, ficará a critério dos veículos de comunicação definir o formato da mensagem de utilidade que irão veicular.
O PLS 243/2012 está na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e também será votado em decisão terminativa pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). (Agência Senado)


FONTE>>http://www.ogirassol.com.br/pagina.php?editoria=%C3%9Altimas%20Not%C3%ADcias&idnoticia=42871

POLÍCIA CAÇA ASSASSINOS DE MENINO EM ARAUCÁRIA

Polícia Civil de Araucária passa a investigar oficialmente o crime como um homicídio.







Com a confirmação de que a ossada encontrada em Araucária, no último dia 13, era mesmo de Bruce Sthanley Guimarães de Andrade, 10 anos, desaparecido desde o dia 09, a Polícia Civil de Araucária passa a investigar oficialmente o crime como um homicídio.
A confirmação se deu através de laudo emitido pelo Instituto de Criminalística, na sexta-feira, num exame de arcada dentária. Com isto, o inquérito que investigava o desaparecimento do menino, conduzido pelo Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride), foi encerrado e remetido à delegacia de Araucária.
O que preocupa o delegado Haroldo Davison, de Araucária, é que uma perícia na ossada constatou como provável causa da morte um tiro na cabeça, dado possivelmente por um revólver calibre 38.
“Significa que foi uma execução, típica de alguém que estava com muita raiva. E a vítima era uma criança. O que uma criança fez de tão grave assim para gerar tanta raiva em alguém”, analisou o delegado, que ainda investiga o real motivo do crime.
Estupro
Dentre as várias hipóteses investigadas, uma delas é a de que Bruce teria reagido a um estupro. Um dos quatro suspeitos do crime, Pedro Henrique de Souza, 19 anos, foi visto pela última vez com Bruce, horas antes do desaparecimento, seguindo numa trilha de mato em direção à barragem do Passaúna.
Comentários pelo bairro davam conta de que Pedro já teria tentado atacar outros meninos nas redondezas. Mas se de fato houve tais tentativas, nenhuma queixa foi dada na delegacia local.
Quando a polícia começou a averiguar esta suspeita, outro crime atrapalhou as investigações. Horas depois da ossada de Bruce ter sido encontrada, Pedro foi executado dentro de sua casa. Durante a madrugada, três homens encapuzados invadiram a residência e o fuzilaram com tiros.
Até agora, a polícia ainda não tem certeza se já foi uma “vingança com as próprias mãos”, que a vizinhança planejou para vingar a morte do garoto, ou se foi uma queima de arquivo, cometida pelos outros três suspeitos da morte de Bruce.
Horas antes de Pedro morrer, a polícia esteve na casa dele conversando com familiares e vizinhos e, segundo o delegado, o rapaz prometeu colaborar com as investigações e dizer tudo o que sabia da vida de Bruce. Ele seria ouvido na delegacia na manhã seguinte a sua morte.
Caso a polícia descarte a suspeita de que Pedro tentou estuprar Bruce, a linha de investigação sobre os ouros três suspeitos já é outra. Mas o delegado preferiu não adiantar por enquanto qual é a suspeita, afirmando que ainda não possui certezas.

Crianças desaparecidas Crianças foram encontradas




Vítor Manolio Rogers, de 11 anos, e Kevin França Lopes Monteiro, de 10, que estavam desaparecidos desde o início da tarde desta terça-feira (31), foram encontrados agora à noite, perambulando perto de um matagal, e já tiveram contato com suas famílias.
Segundo a produtora Adriana Manolio, mãe de Vítor, os dois saíram do Colégio Saint-Germain, onde estudam, andando e acabaram se perdendo. "Eles foram parar em um local perto do do Colégio Montessori, também na Gruta. Fui informada de que eles estavam na chuva, alguém parou um carro e ofereceu carona mas eles não aceitaram. Por sorte, uma mulher que estava na janela de casa viu os dois passarem à noite, reconheceu por causa das fotos que estavam nos sites e nas redes sociais, viu que eles estavam com a farda do colégio e recolheu os dois",  contou, aliviada, a mãe de Vítor.
Adriana agradeceu profundamente a rede de solidariedade que se formou em Alagoas para tentar localizar as duas crianças.
Ela contou que já teve contato por telefone com o filho. "Ele está muito ansioso, chorou e estamos indo pegá-lo", disse ela, acrescentando que a mãe de Kevin está fazendo o mesmo.
Como foi o sumiço
Vítor e Kevin desapareceram no final da manhã, depois de saírem do colégio onde estudam, no bairro da Gruta. Um alerta geral foi dado para a polícia, que iniciou as buscas.
Vítor e Kevin estudam na mesma turma no Colégio Saint-Germain, na Gruta de Lourdes. De acordo com a mãe de Vítor, Adriana, produtora jornalística, o menino normalmente ia para a escola sozinho e a pé, porque a residência fica a cerca de 400 metros do colégio, na Rua Comendador Luiz Jardim, perto do terminal da Rotary.
“Meu filho costumava ir sozinho para a escola, mas como ontem [segunda-feira 30] houve um estupro aqui na região da Gruta, hoje eu mandei que meu outro filho, de 17 anos, levasse o Vítor para a escola”, disse a mãe.
Vítor Manolio foi deixado no Saint-Germain às 7h30 da manhã desta terça-feira pelo irmão mais velho, contou a mãe. “No início da tarde, por volta das 12h50, nossa empregada foi buscar o Vítor na escola e ele não estava mais lá. Tinha saído, ninguém sabe para onde, com um amiguinho da escola, o Kevin. E os dois não foram mais encontrados”, disse Adriana, pelo telefone, com a voz tensa.
A polícia foi avisada e realizou buscas, com cartazes com as fotos dos meninos. Nas redes sociais, pessoas pediram informações e se dispuseram a ajudar a encontrar Vítor e Kevin.
fonte>>http://correiodopovo-al.com.br/index.php/noticia/2012/08/01/criancas-desaparecidas