terça-feira, 16 de abril de 2013

Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos ... NBR ENTREVISTA - 10.04.13: O Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos ganhou um novo site.

Novo sistema usa facebook e envia SMS para delegado sobre pessoa desaparecida


Mensagens por SMS e até a rede social facebook serão ferramentas para ajudar as investigações nos casos de desaparecimentos, que serão tratados como prioridades.
O delegado titular da Delegacia Eletrônica, Eduardo Marcelo Castella, explicou como funciona o sistema. “A pessoa faz o pedido de BO pelo site e nos envia, um policial verifica a real necessidade de se fazer o BO e se todos os dados foram preenchidos de maneira correta e o boletim é gerado e enviado para quem pediu. Quando há algo de errado, a pessoa é comunicada também”, explicou o delegado titular da Delegacia Eletrônica, Eduardo Marcelo Castella.
Facebook
Página no facebook já está funcionando
Castella ressaltou que no caso dos desaparecidos há uma diferença em relação aos comunicados de perda ou extravio de documento, furto ou denúncias. “A prioridade é para os casos de desaparecimento. Quando um caso desses entra no sistema, ela vai para frente da fila e é resolvido de imediato. Assim que o BO é gerado, uma mensagem SMS é enviada para o celular de plantão na delegacia responsável”, contou, explicando que nos casos envolvendo menores de 12 anos o Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) fica responsável pelas investigações. “Quando são maiores de 12 anos o SMS vai para Delegacia de Vigilância e Capturas (DVC). Se for no interior, vai para especializada aqui da capital e para delegacia local”, contou Castella.
O delegado disse ainda que, quando o BO é gerado, automaticamente os dados e a foto do desaparecido vão para o site www.desaparecidos.pr.gov.br, assim como para página da Delegacia Eletrônica no Facebook. “Quanto mais rápido se comunica, mais rápidas as providências são tomadas”, disse, destacando que Organizações Não-Governamentais e até pessoas físicas que querem se cadastrar para receber a mensagem de que há um novo desaparecido no Paraná podem fazer isso no site da Delegacia Eletrônica.
O delegado titular da DVC, Hormínio de Paula Lima Neto, destacou que em muitos casos a comunicação rápida é de vital importância para solução dos casos. A DVC registrou cerca de 600 BOs no ano passado, sendo que 94% deles foram solucionados.
Para a delegada Daniele Serigheli, do Sicride, o serviço eletrônico abre mais possibilidades de que a comunicação do desaparecimento seja cada vez mais ágil e possa tornar a investigação mais eficiente. O Sicride foi criado em 1995. Até fevereiro, o Sicride registrou 1.370 casos de crianças desaparecidas, com a elucidação de 1.359 deles.
A Delegacia Eletrônica (www.delegaciaeletronica.pr.gov.br) está oferecendo, desde o final do mês passado, o serviço de registro de Boletins de Ocorrência (BOs) em casos de pessoas desaparecidas. Até o final da tarde de ontem (8), nove pessoas já haviam procurado a delegacia, mas apenas cinco BOs foram gerados.

Governo passa a registrar com mais precisão número de desaparecidos


O portal na internet do Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos foi reformulado e vai ajudar a mensurar o número de pessoas que somem no Brasil e dar ao Governo dados mais precisos.
Na Associação Mães da Sé, que atende famílias de desaparecidos, todo dia chega um novo pedido de ajuda de algum lugar do Brasil. “Elas desaparecem brincando na porta de suas casas, indo ou vindo da escola sozinha, indo a um estabelecimento próximo de sua casa. Existem mães que chegam aqui fortes como uma rocha, mas tem aquelas que chegam com uma fragilidade muito grande”, explica Ivanise da Silva, presidente da associação.
A cada dia, 19 crianças e adolescentes desaparecem só no estado de São Paulo. Mais de 8,3 mil menores sumiram de janeiro de 2012 até fevereiro desse ano. Segundo a delegada Maria Helena do Nascimento, que cuida do setor de pessoas desaparecidas, em média, oito em cada dez casos são esclarecidos. Ela explica que, entre os adolescentes, as meninas somem mais. Na maioria das vezes, porque fogem de casa. “Por rebeldia, o adolescente quer ir para a balada, viajar... Quase sempre tem o retorno”, afirma.
Entre os que têm de oito a 12 anos, quem mais desaparece são os meninos. As causas mais comuns são conflitos domésticos e maus tratos. “Eles fogem e claro que têm casos também que ocorre homicídio, sequestro. São casos de desaparecimento involuntário”, diz Maria Helena.
Os casos mais difíceis de resolver são os de crianças menores, de até sete anos. Quatro em cada dez ficam sem solução. “É difícil quando a criança não sabe falar o nome do pai, da mãe e o endereço. É importante que essa criança tenha algum cartão de identificação, carregue consigo alguma identificação”, alerta a delegada.
Quando os anos passam e a busca fica cada vez mais difícil, a tecnologia entra em ação para ajudar. O perito Sidney Barbosa simula como devem estar hoje crianças que sumiram há mais de três anos. Para isso, busca características da família, o penteado da moda e informações sobre a saúde do desaparecido. “Se ela tem algum tipo de desnutrição, algum tipo de patologia, mesmo mental, algum tipo de entorpecente, alcoolismo. O corte moderno, o tipo de tingimento, o tipo de piercing que são usados, adornos, é importante a gente colocar”, conta o perito.

Descobertas três crianças mortas numa casa no leste de Inglaterra Ler mais: http://expresso.sapo.pt/descobertas-tres-criancas-mortas-numa-casa-no-leste-de-inglaterra=f800455#ixzz2QdgycXBd


A Polícia britânica descobriu três crianças mortas numa propriedade em Lowestoft, no condado de Suffolk, na costa leste de Inglaterra, depois de ter encontrado esta manhã uma mulher sem vida, com graves ferimentos na cabeça, num outro local da cidade.
De acordo com o "The Lowestoft Journal", as autoridades foram alertadas para um incidente em Gordon Road, por volta das 8h (à mesma hora de Lisboa), e presumem de que a mulher, de 20 e poucos anos, terá caído de forma "suspeita" de um parque de estacionamento de vários andares.
As informações ali recolhidas conduziram a Polícia à casa onde foram encontradas as crianças, localizada na London Road South, a cerca de 2,5 quilómetros de Gordon Road. O local foi isolado e as autoridades permanecem ali no encalço de pistas. 
O jornal adianta que a Polícia acredita que a mulher seja a mãe das crianças - de  três anos, dois anos e onze meses. A identidade das vítimas ainda não foi revelada.
As mortes estão a ser investigadas como "suspeitas" e os cadáveres foram levados para o Hospital James Pagelet em Gorleston, para a realização de perícias e exames forenses, que decorerão entre esta noite e amanhã.
"Estamos no primeiro estágio de uma grande investigação. Ainda é muito cedo para chegarmos a uma explicação definitva dos acontecimentos e manteremos uma mente aberta. De qualquer forma, a partir das nossas investigações iniciais não cremos que exista qualquer ameaça para o resto da comunidade", explicou John Brocklebank da equipa de investigação citado pelo "The Lowestoft Journal".
Enquanto não são conhecidas as circunstâncias em que ocorreram as mortes, nem se há ou não uma ligação entre elas, a Polícia pede a colaboração de quem possa ter informações relevantes para ajudar na investigação. 

http://expresso.sapo.pt/descobertas-tres-criancas-mortas-numa-casa-no-leste-de-inglaterra=f800455
fonte>>

59 casos de crianças e adolescentes desaparecidas na capital

Números altos e preocupantes. Segundo dados do Disque Denúncia (3223-5800) somente nestes três últimos meses foram registrados 140 casos de denúncias sobre pessoas desaparecidas no Maranhão. Deste montante 50% corresponde ao sumiço de crianças e adolescentes e, apenas na capital, foram 59 casos.

A assessoria de comunicação do Disque Denúncia informou que todas as reclamações sobre desaparecimento são captadas pela central de atendimento e imediatamente encaminhadas aos órgãos de competências, na maioria das vezes, fotos e informações sobre a pessoa desaparecida são divulgadas pela imprensa tanto nacional como local. A assessoria também divulgou que no mês de janeiro deste ano, o registro foi de 99 denúncias e no ano passado, 32 casos foram registrados.
No final de janeiro, os familiares de Érica, de 12 anos; e Géssica Pereira da Silva, de 16 anos, intensificaram a procura pelo Maranhão. Segundo informações do Disque Denúncia, as irmãs estão desaparecidas desde 2001 e o fato ocorreu quando saíram de Boa Vista, em Roraima com destino a cidade de Altamira, no Maranhão, à casa de seus avós paternos. Qualquer informação das irmãs pode ser feita para o Disque Denúncia ou pelo e-mail jeovanesonog@hotmail.com.

O outro caso de desaparecimento foi de Wanderson de Sousa Freire, de 15 anos, que mora na Rua da Felicidade, no João Paulo. De acordo com a polícia, ele saiu no final do ano passado para trabalhar como vigilante de carro, no Filipinho, e até o momento não retornou para casa. O caso foi registrado no 2º Distrito Policial, mas não há pistas sobre o paradeiro do adolescente.

Ganhei outro filho
“Há um velho ditado que diz que faro de mãe não erra, pois, mesmo passando cinco anos sem ver o meu filho, no dia que eu olhar reconhecerei ele na mesma hora”, disse Itanilce Ferreira Rodrigues, de 32 anos. Ela é mãe de Ícaro Ferreira Rodrigues, que foi seqüestrado quando tinha apenas 42 dias de nascido do terraço de sua casa, localizada na Vila Goreth, nº 377, na Camboa, no dia 4 de setembro de 2008.

No momento, ela está morando com mais dois filhos menores, em um dos apartamentos do Condomínio Rio Anil, na Camboa. Na estante da sala há um espaço reservado para as fotos do pequeno Ícaro Rodrigues. “Não esqueço um só dia do meu filho que foi retirado de forma violenta da minha vida, mas, creio que um dia voltará para os meus braços”, afirmou.

Itanilce Rodrigues relatou que foi agraciada por Deus com um outro filho. Após um ano do desaparecimento de Ícaro ela engravidou. No decorrer da sua gestação, pensava que a criança que estava dentro do seu ventre era do sexo feminino, mas no dia do parto ainda na sala de cirurgia foi informada pelos médicos que a criança era do sexo masculino. “Eu tinha comprado apenas roupinhas para mulher, no entanto, como havia roupas ainda do Ícaro em casa aproveitei para o outro filho”, disse.

O seqüestro de Ícaro

Por volta das 9h, Itanilce Rodrigues havia deixado o menino por alguns segundos no terraço, deitado em um carrinho para olhar o filho mais velho, Ítalo Rodrigues, na época com dois anos e meio. Ao voltar, ela não encontrou mais o filho recém-nascido.

Na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), as investigações ainda permanecem no mesmo ponto onde pararam. Apenas uma linha de investigação indica o desaparecimento da criança. Segundo informações colhidas pela polícia, na época, um homem de cor morena, e de cabelos grisalhos, que apareceu para comprar carvão na residência de Itanilce é citado como o principal suspeito. Após recolher esses dados, a polícia elaborou e divulgou um retrato falado.

Cadastro oficial
No ano de 2009, foi sancionada a Lei nº 12.127/2009 que cria o Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos, resultante de uma ampla discussão nacional somada aos trabalhos de investigação da CPI de Crianças e Adolescente Desaparecidos. Em fevereiro de 2010, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República em parceria com o Ministério da Justiça e com o apoio da Rede Nacional de Identificação e Localização de Crianças e Adolescentes Desaparecidas desenvolveram o Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidas.

O Cadastro consiste em um banco de dados alimentado com informações sobre crianças e adolescentes desaparecidos, incluindo as pessoais, como também as informações relativas à identificação civil e à imagem. Mediante autorização dos cadastrantes, algumas das informações podem ou não serem exibidas ao público em geral, mas todas ficam disponíveis à rede de delegacias de polícia civil integradas ao cadastro para apoio a ações de busca, localização e identificação de desaparecidos.

O Cadastro possibilita o registro, a sistematização, a consulta, e a difusão de informações sobre casos de desaparecimento em todo o país, além de marcar o envolvimento de agentes de Segurança Pública, Governos de Estado, Conselhos Tutelares e da sociedade no enfrentamento pleno desta problemática. Ele também facilita à família da criança ou adolescente desaparecido, o encaminhamento dos procedimentos de coleta de material genético para o Banco Nacional de DNA, ampliando as ferramentas de busca e apoio nas investigações.


fonte>>http://www.oimparcial.com.br/app/noticia/urbano/2013/04/15/interna_urbano,133151/59-casos-de-criancas-e-adolescentes-desaparecidas-na-capital.shtml

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Estado de São Paulo registra um desaparecimento de criança por hora


SANTOS - Segundo o Programa de Crianças Desaparecidas do Estado de São Paulo, 9 mil crianças e adolescentes desaparecem por ano, ou seja, uma por hora. Os dados foram apresentados durante o encerramento do 57° Congresso Estadual dos Municípios, em Santos.
“Parte das fugas, 76%, são motivadas pela violência doméstica. Desse total, 80% voltam, mas se considerarmos 9 mil desaparecimentos, é muita gente que não volta. Por trás dos números também têm a dependência química como um dos fatores para os desaparecimentos”, disse o coordenador do programa estadual, Marco Antonio Castello Branco.
O Brasil soma em todo território 40 mil desaparecimentos por ano. O problema é mundial. São 8 milhões de crianças e adolescentes que somem de seus lares anualmente, o que significa que por dia o desaparecimento atinge a faixa de 2 mil.
Branco pediu a colaboração dos gestores paulista para promover a integração de todo o Estado para que ações determinadas por decreto estadual, que se baseiam no arquivo de dados e fotografias, sejam desenvolvidas deixando a busca dos jovens desaparecidos mais eficiente.
O decreto n° 58.074/12, que também instituiu o Dia e o programa estadual das Crianças e dos Adolescentes Desaparecidos prevê a criação de um cadastro único com base de dados de crianças e adolescentes cujo desaparecimento tenha sido registrado em órgão de segurança pública estadual. Além de sistema computadorizado de envelhecimento de imagens, que permita simular a aparência real de crianças e adolescentes desaparecidos. “A Polícia Civil de São Paulo já está fazendo e é pioneira nesse processo de envelhecimento”.
Também é estipulado que as instituições públicas estaduais tenham fotografia digitalizada de crianças e adolescentes obtidas quando da inscrição, registro, matrícula ou sua renovação. “O processo será basicamente na escola. São 5 mil escolas, em torno de 5 milhões de estudantes na rede estadual de ensino. O apoio dos prefeitos é extremamente importante para que a gente possa alcançar esse objetivo”, concluiu Branco. As fotos (de frente e perfil) deveram ser atualizadas todo ano para que garantir a projeção facial.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Delegacia busca desaparecidos e conforta famílias em SP


Para aliviar a dor da família e encontrar o desaparecido, a população pode contar com a 4ª Delegacia de Pessoas Desaparecidas, do DHPP


Quando alguém querido desaparece, nos sentimos impotentes por não ter como ajudar essa pessoa. Essa angústia é amenizada quando sabemos que tudo está sendo feito para achá-la. Para aliviar essa dor e encontrar o desaparecido, a população pode contar com a 4ª Delegacia de Pessoas Desaparecidas, do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Com olhar sereno e rosto simpático, a delegada Maria Helena do Nascimento, auxiliada pelo delegado Alfredo Jang, comanda a equipe de investigadores, escrivães, agentes policiais e de telecomunicações. Juntos, os policiais civis investigam desaparecimentos de crianças, adolescentes e adultos, além de oferecer um apoio psicológico para as famílias das vítimas.
“Já vi casos de mães que voltaram para agradecer, tanto por termos ajudado a encontrar o filho, quanto por simplesmente termos conversado e as acalmado. É gratificante você saber que seu trabalho trouxe paz a uma família”, conta Maria Helena.
Delegada Maria Helena do Nascimento comanda investigações (Foto: Divulgação)
Delegada Maria Helena do Nascimento comanda investigações (Foto: Divulgação)

Crianças...
Uma das principais atividades é a busca por crianças e adolescentes desaparecidos. A delegada conta que, muitas vezes, os próprios jovens saem de casa e não dizem onde estão.
Por isso, a conversa é fundamental para evitar algumas situações críticas para as crianças e angustiantes para os pais. Sempre informar aos responsáveis com quem e aonde vai, pode parecer chato para os menores, mas é uma forma de aumentar a própria segurança.
“Há algumas semanas atendi um pai desesperado, que estava atrás de sua filha de 10 anos, porque não a encontrou na saída da escola. Imediatamente, ele veio fazer um registro da ocorrência e conversamos para acalmá-lo. Pouco depois de meia hora, descobrimos que a menina não tinha ido estudar, mas sim saído com uma amiga”, conta Maria Helena.
Muitas vezes, as crianças se perdem dos pais ou responsáveis e não sabem como agir. Por isso, é sempre bom seguir algumas dicas, como nunca desviar a atenção em locais abertos e de grande movimento, orientar a criança a procurar um profissional da segurança (policiais, vigias ou seguranças).
Tire o RG de seu filho assim que ele completar dois anos, para que as autoridades tenham o registro e informações nos bancos de dados, o que ajudará numa eventual necessidade de localização ou identificação. E faça-os andar sempre com o documento.
Essas, e diversas outras dicas, você pode encontrar na página do programa São Paulo em Busca das Crianças e Adolescentes Desaparecidos (http://www.policiacivil.sp.gov.br/programa/). No site também há um cartão para ser deixado com seu filho, com espaço para nomes e contatos e os principais telefones de emergência.
(...) E adolescentes
Para a delegada, ocorrências com adolescentes são mais complexas, pois em diversos casos o desaparecimento é voluntário. Proibições, pressão da família e rebeldia são alguns dos principais motivos que levam o jovem a sair sem avisar e até mesmo a fugir de casa.
“Recentemente investiguei o caso de duas gêmeas, de 15 anos, que desapareceram três vezes no mesmo mês. Isso me chamou a atenção. Quando elas reapareceram, descobri que as irmãs saíam para dançar em festas noturnas. As jovens fugiam porque a mãe não as deixava sair à noite. Tive uma longa conversa e expliquei sobre o desespero que elas causavam na mãe e como isso era ruim para todos”, disse Maria Helena.
Um ambiente familiar que educa sem violência e que respeita as mudanças emocionais nas diferentes etapas da vida dos filhos é a melhor das prevenções.
Não apenas as festas, bailes e baladas podem gerar situações de perigo. Mesmo com a permissão dos pais e em lugares de confiança, os próprios jovens devem se manter atentos.
“Um conhecido ou mesmo uma pessoa qualquer pode colocar algo na bebida do adolescente sem que ele perceba. Isso é, infelizmente, comum. A pessoa só vai perceber o que aconteceu no dia seguinte e, nesse tempo, ela pode ter sido vítima de roubo ou até mesmo de abuso sexual”, informa a titular.
Parcerias
Para otimizar o trabalho da delegacia e também fazer um acompanhamento pós-atendimento, a Secretaria da Segurança Pública e a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) criaram, em 2004, o Projeto Caminho de Volta.
O projeto atua em três áreas, todas voltadas a ajudar famílias de crianças e adolescentes desaparecidos.
Na área de tecnologia, o Caminho de Volta possui um banco de dados e DNA de familiares de jovens desaparecidos. Esse material é cruzado com o de pessoas encontradas, em casos onde o reconhecimento visual não seja possível. Mesmo depois de décadas, a análise pode confirmar se há vínculo de parentesco.
Psicólogos em formação da própria universidade atendem as famílias para amenizar a dor de parentes e descobrir a causa do desaparecimento. “Algumas crianças fogem de casa por diversos motivos. Na maior parte dos casos a própria estrutura familiar é precária e isso faz com que o jovem se revolte e resolva fugir”, explica Maria Helena.
O projeto ainda atua na formação de profissionais especializados no atendimento de casos dessa natureza no âmbito da psicologia. Essa capacitação é realizada na própria USP e conta com o apoio dos Departamentos de Polícia Judiciária do Interior (Deinters).
Espera e retorno
Um dos maiores erros cometidos, segundo a delegada, é esperar 24 horas para registrar uma ocorrência. Esse mito, propagado por filmes e séries, pode dificultar ainda mais as buscas.
“O certo, para qualquer caso, é buscar uma delegacia imediatamente. Se a pessoa não está em nenhum lugar em que costuma ir, não atende telefone e não compareceu a algum compromisso, então o boletim deve ser registrado”, esclarece Maria Helena.
O retorno à delegacia também é fundamental. Há casos de pessoas que registram a ocorrência do desaparecimento de um familiar, mas esquecem de avisar quando ele retorna por vontade própria. “Para a Polícia Civil, a pessoa continua desaparecida, por isso sempre deve informar se foi encontrada ou ainda se surgir uma pista que nos auxilie na investigação”, explica a delegada.
Para registrar o boletim de ocorrência de desaparecimento ou de encontro de pessoa, o cidadão pode ir à delegacia mais próxima, ou fazê-lo pela internet através da página da Delegacia Eletrônica (www.ssp.sp.gov.br/bo) ou entrar em contato com a Delegacia de Pessoas Desaparecidas do DHPP, na Rua Brigadeiro Tobias, 527, 3º andar, Bairro da Luz, em São Paulo, ou nos telefones (11) 3311-3547 / 3311-3548 / 3311-3983.

Casos de rapto pelos próprios pais aumentam 50%


Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas pede maior sensibilidade dos tribunais e das instituições para agirem nestes casos


A presidente da Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas (APCD) conta que os casos de rapto parental aumentaram cerca de 50 por cento em 2012, considerando a situação preocupante por não existirem mecanismos suficientemente céleres para a combater.

Patrícia Cipriano explicou à Lusa que o trabalho estatístico ao nível das crianças desaparecidas em Portugal e na Europa «não é fiável e fica muito aquém da realidade», porque são contabilizados vários desaparecimentos que dizem respeito à mesma criança.

Devido a esta situação, a APDC começou a fazer a contabilização dos casos de desaparecimento.

«Apercebemo-nos de que, em 2012, houve um aumento na casa dos 50 por cento no que diz respeito, por exemplo, à subtração de menores (casos em que o progenitor afasta o menor do outro)», disse a responsável, que falava a propósito da inauguração, quinta-feira, da nova sede da associação em Lisboa.

Este é um tema que «preocupa bastante» a associação porque «em Portugal não há mecanismos céleres o suficiente para fazer face a esta situação», disse.

«Temos situações muitíssimo graves que não têm que ver com a crise económica, nem tão pouco com o facto de haver um casamento e um posterior divórcio entre pessoas de nacionalidades diferentes», explicou.

Neste momento, acrescentou,«o que se está a verificar é que as pessoas têm uma sensação de impunidade em relação a este tipo de conduta».

Muitas vezes, quando um pai ou uma mãe pretende atacar o outro, fá-lo através da «instrumentalização dos filhos»: «Temos acompanhado situações muito problemáticas e tristes», com consequências «muito graves» para a criança, contou

Há crianças que estiveram desaparecidas desde os cinco anos até aos 15, desenvolvendo «sintomas de crises emocionais muito graves, têm crises de pânico, dormem mal e urinam na cama até muito tarde».

«É triste, essencialmente, não haver autoridades em Portugal que percebam claramente estes fenómenos», lamentou.

A responsável disse ainda que há situações em que «os tribunais estão completamente parados no tempo, não resolvem e não protegem o superior interesse da criança, não sei se por falta de formação ou mesmo por falta de sensibilidade nalguns casos».

Sobre a abertura da sede, a responsável explicou que a associação precisava de ter «um centro operacional no local» em que se verificam mais desaparecimentos anualmente, a região de Lisboa e Vale do Tejo.

«Achámos muito importante que os principais serviços da instituição estivessem nesta área geográfica», até porque a sede também funcionará como centro de atendimento para denunciar casos de abuso ou exploração sexual de crianças.

Citando dados da GNR, Patrícia Cipriano adiantou que foram registados, em 2012, na região de Lisboa 251 desaparecimentos de crianças até aos 18 anos e 114 participações de abuso sexual de menores até aos 16 anos.

Os dados da Polícia Judiciária ainda não foram facultados, mas em 2011 foram registados 76 casos de desaparecidos até aos 12 anos, número que subiu para 737 em crianças dos 12 aos 18 anos.

Todos os anos, só na PJ, o número de desaparecidos a nível nacional ronda os 1.500 a 2.000 casos, mas houve um ano em que foram quase 3.000.

«É evidente que estes casos, muitas vezes, não são verdadeiros desaparecimentos, são ocorrências», disse, explicando: uma criança que foge 10 vezes da instituição num ano leva ao registo de 10 situações, escreve a Lusa. 

Site ajuda a encontrar crianças desaparecidas


Com o objetivo de facilitar a busca por crianças desaparecidas e cooperar com as autoridades, os publicitários Bruno Neves, João Garrido e André Salvador criaram o site meufilhosumiu.com. Os interessados podem informar que uma criança sumiu, e a notícia vai ser disseminada pelas redes sociais.
— A estimativa é alcançar até um bilhão de pessoas até o fim do ano — diz Bruno.
Para que o serviço gratuito tenha um alcance maior, as pessoas podem se tornar vigilantes voluntários, “doando” seus perfis no Facebook e no Twitter. Assim, um alerta será publicado em suas páginas sempre que uma nova criança desaparecida for cadastrada no sistema.
Saiba como participar da ação visitando a página www.meufilhosumiu.com.


Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/rio/site-ajuda-encontrar-criancas-desaparecidas-8020561.html#ixzz2PabfquwM

Doze biliões de dólares transacionados anualmente no tráfico de crianças


A informação foi avançada à Antena 1 por Patrícia Cipriano, da Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas, que sublinhou que mais de 50 por cento do valor deve-se à exploração sexual, um negócio que se encontra ao nível do tráfico de droga e de armas. Algo que na sua opinião deveria conduzir à profissionalização das forças policiais no âmbito destes crimes, dirigindo-se diretamente à Polícia Judiciária, que à semelhança do FBI, defende Patrícia Cipriano, "deveria ter um departamento de criminalidade contra crianças".


Delegado de Timbaúba confirma: “Não existe isso de criança sequestrada”


Delegado de Timbaúba confirma: “Não existe isso de criança sequestrada”
O Blog Timbaúba Agora conversou nesta quinta-feira (4), com o delegado de polícia de Timbaúba Dr. Rhomell, sobre esses supostos desaparecimentos ou sequestros de pessoas de nossa cidade que normalmente são divulgados e compartilhadas pelas redes sociais. Ele nos contou que existe é uma rede de boatos e que nada disso está acontecendo em nossa cidade. Na Delegacia de Polícia local existe apenas um registro de uma pessoa desaparecida, porém essa pessoa já foi localizada em Nazaré da Mata, ele destacou também que são pessoas que estão tentando plantar terror na cidade.
São muitos telefonemas de populares diariamente na delegacia, querendo saber de supostos sequestros. Dr. Romell, tranquiliza a população dizendo que não existe isso de criança raptada ou sequestrada, e sobre o tal ‘carro preto’ rondando a nossa cidade, não existe nenhum registro, nem criança desaparecendo, trafico de órgãos ou trafico de pessoas, não chegou nada nesse sentido na delegacia, a população pode ficar tranquila.
Finalizou dizendo que a delegacia de Polícia Civil de Timbaúba está atenta, e fez um desafio: ”Ao invés dessas pessoas plantarem o terror em uma população tão sofrida, porque não causam pânico na bandidagem através de denuncias serias? Têm pessoas foragidas da cadeia, pessoas que cometem homicídios, furtos… Vamos espalhar isso nas redes sociais, pela cidade, onde elas estão e quem são. Vamos fazer isso em beneficio a uma população, em prol da sociedade”

Criança é sequestrada na porta de escola e 5 horas depois aparece com sinais de estupro, diz pai


A Polícia Militar de Colombo (PM) atende na tarde desta quinta-feira (4) uma suposta situação de estupro que aconteceu no Jardim Eucaliptos. Uma aluna da Escola Municipal Heitor Villa Lobos, de 10 anos, diz ter sido sequestrada logo depois de ser deixada na porta do colégio por uma van escolar, ás 7h20 de hoje. Por volta das 13h, o pai da menina chegou à escola relatando o que aconteceu.
A menina afirma que foi sequestrada por um homem que estava em um carro prata. Ela descreve ao pai que foi levada para um matagal, onde sofreu o estupro e permaneceu como refém por algumas horas. Depois de certo tempo, o pedófilo teria a deixado amarrada e sozinha. A garota conta que conseguiu se soltar e depois foi para casa.
A PM foi acionada e neste exato momento ouve a garota que será encaminhada à Polícia Civil do município da região metropolitana. Muitas viaturas policiais estão em frente à escola. A identidade da criança será preservada.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Novo cadastro vai possibilitar maior veracidade dos dados sobre crianças e adolescentes desaparecidas

Novo cadastro vai possibilitar maior veracidade dos dados sobre crianças e adolescentes desaparecidas

Aproximadamente dez mil ocorrências de desaparecimento de crianças e adolescentes são registradas anualmente nas delegacias de polícia de todo o país


Não existem dados oficiais para quantificar o número de crianças e adolescentes que desaparecem todos os anos no Brasil. O novo Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos deve possibilitar dados mais próximos da realidade. “Nós não temos uma base real. Somente estimativas. Com o cadastro, queremos aproximar este número da realidade”, disse à Agência Brasil o coordenador de Direito à Convivência Familiar e Comunitária, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH), Sérgio Marques.
A plataforma online, lançada em 2012, começou a funcionar em versão definitiva este mês e possibilita que qualquer pessoa possa cadastrar casos de desaparecimento. Para fazer a notificação, são necessários o nome da criança ou adolescente, idade, nome da mãe e endereço do desaparecido, contatos da família e dados sobre onde e quando foi visto pela última vez.
Após o cadastro do desaparecimento, uma equipe de analistas checará as informações antes da publicação definitiva. “Quando é feito um registro no cadastro, ele é validado após a checagem das informações. Em seguida, o sistema dispara uma comunicação sobre o desaparecimento para os conselhos tutelares, Ministério Público, delegacias e outros órgãos”, declarou Marques. Ele também integra a Rede Nacional de Identificação e Localização de Crianças e Adolescentes Desaparecidos (ReDesap).
A plataforma já registra  161 casos de crianças desaparecidas desde que foi criada. O número, de acordo com Marques, é maior. “Temos 242 casos registrados que estamos subindo no cadastro aos poucos. Alguns dados ainda precisam ser checados”, disse.
Ele esclarece que o cadastro não elimina a necessidade de registrar o boletim de ocorrência (B.O.). “O cadastro é uma ferramenta que pode ser usada para encontrar uma criança, mas o que desencadeia a investigação policial do caso é o boletim de ocorrência,” alertou. A legislação atual diz que a família pode registrar o desaparecimento imediatamente, sem necessidade de aguardar o prazo de 24 horas para fazer o B.O..
Marques informou que ainda serão firmados convênios com os estados para que as delegacias registrem, no cadastro, os casos recebidos. “Os estados devem fazer uma pactuação, por meio das secretarias de Segurança Pública, para fazer com que a polícia esteja efetivamente envolvida com o cadastro. Isso propiciará uma base de dados mais fidedigna,” disse.
De acordo com a página da SDH, estima-se que, aproximadamente, dez mil ocorrências de desaparecimento de crianças e adolescentes sejam registradas anualmente nas delegacias de polícia de todo o país. A maior parte dos casos, de acordo com Marques, é em decorrência de violência intrafamiliar. "Cerca de 80% são resolvidos, mas há aqueles que precisam de um acompanhamento maior," declarou.
O convênio prevê também a instituição de uma equipe técnica local que vai acompanhar a evolução dos casos registrados. “O cadastro vai informar: há seis meses não há qualquer informação sobre a criança. Daí ele dispara um alerta para que se verifique novamente a situação da criança. Se ela foi encontrada, nós daremos baixa no cadastro,” disse.
A partir do segundo semestre deste ano, as denúncias de desaparecimentos também poderão ser feitas pelo Disque Direitos Humanos - Disque 100.


SP: manifestação chama a atenção para alto índice de desaparecidos


Dezenas de pessoas colheram assinaturas para apresentar um projeto de lei


Cartazes e fotos dos desaparecidos foram pendurados durante manifestação em São Paulo Foto: Agência Brasil

Despertar a atenção da população para a luta das mães que buscam por seus filhos desaparecidos. Com esse objetivo, um grupo de dezenas de pessoas se reuniu na tarde deste sábado, na Avenida Paulista, em São Paulo, para uma manifestação com cartazes e fotos dos desaparecidos.
Participaram do protesto os movimentos Mães da Sé, Mães de Luta, Movimento por Justiça e Paz, Fundação Criança de São Bernardo do Campo, entre outros. Os manifestantes colheram assinaturas para que um projeto de lei de iniciativa popular possa ser apresentado ao Congresso Nacional. A proposta, de autoria de Sandra Moreno, que sofre com o desaparecimento de sua filha, pede, entre outras medidas, dados seguros sobre estatísticas de pessoas desaparecidas no país e a atualização do Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas (CNPD).
A presidente do Movimento Mães da Sé, Ivanise Esperidião da Silva diz que o principal motivo da manifestação é "chamar a atenção da sociedade para que veja o desaparecimento com um olhar mais atento, nós precisamos disso para que possamos trazer os nossos desaparecidos de volta". A filha de Ivanise desapareceu há 17 anos. A menina sumiu quando voltava da casa de uma colega, a 120 metros de distância de sua casa. Ivanise diz que a união com outras mães a fez suportar melhor essa dor.
"Quando eu vivia a minha luta isolada, eu cheguei à beira da loucura. Depois que eu me juntei a outras mães, eu fui aprendendo a dividir a minha dor com elas. Hoje, nós não temos só mães, temos pais, filhos que procuram seus pais, parentes. Formamos uma família unida pela mesma dor, a dor da perda, pelo mesmo objetivo, que é encontrar uma resposta do que aconteceu com os nossos desaparecidos", diz.
Segundo o Movimento Mães da Sé, por ano desaparecem no Brasil 200 mil pessoas, sendo 40 mil crianças e adolescentes Foto: Agência Brasil
Segundo o Movimento Mães da Sé, por ano desaparecem no Brasil 200 mil pessoas, sendo 40 mil crianças e adolescentes
Foto: Agência Brasil
Segundo o Movimento Mães da Sé, por ano desaparecem no Brasil 200 mil pessoas, sendo 40 mil crianças e adolescentes. O levantamento da Delegacia de Pessoas Desaparecidas mostra que, em 2012, 1,5 mil crianças e 4 mil adultos permaneceram na lista de desaparecidos. O estado de São Paulo é o responsável pelo maior número de desaparecimentos. Em 2012, foram aproximadamente 19 mil sumiços e, desses, 16 mil foram encontrados. Segundo Ivanise, os desaparecimentos mais frequentes são idosos, portadores de deficiências, doença de Alzheimer e esquizofrenia.
Para tentar auxiliar na busca por pessoas desaparecidas, um grupo de publicitários se uniu e criou um plug-in, que pode ser instalado gratuitamente no site missingchildren.com.br. O programa incorpora imagens de desaparecidos ao site de buscas Google.
"Quando você baixa esse programa, todas as buscas de imagens que você faz no Google, independente de qual busca seja, as cinco primeiras imagens mostram crianças desaparecidas. E elas são tiradas do banco de imagens da organização não governamental [ONG] Mães da Sé", explica um dos criadores, o publicitário Pedro Lazena.
Segundo o publicitário, esse é um projeto piloto, aplicado inicialmente em São Paulo, mas que poderá se estender ao mundo. "Pretende-se que se torne um projeto do Google mundial", diz. "A gente tem grandes esperanças com esse projeto. Na verdade, não tem como prever o que vai acontecer, mas, na minha opinião, se uma criança for encontrada, já valeu a pena".






Filhos "roubados" da ditadura argentina ainda lutam com o passado




 vítimas, filhos de presos políticos que cresceram em famílias de militares e, só agora, encontram a verdadeira identidade.
Quando seus filhos nasceram – primeiro uma menina, depois um menino – Guillermo Pérez Roisinblit foi confrontado com seu próprio passado. Ver os recém-nascidos, lembra o argentino de 34 anos, fez com que ele percebesse como era indefeso quando foi levado pelos militares. "Chorei porque não sei se meu pai teve a sorte de me segurar em seus braços", conta. Até hoje, ele não sabe o paradeiro exato do pai e da mãe.
Guillermo é um dos cerca de 500 argentinos que nasceram nas prisões da ditadura militar (1976-83). Muitos dos pais dessas crianças teriam morrido nos chamados "voos da morte", em que presos políticos eram jogados – muitas vezes ainda vivos – no mar ou no Rio da Prata.
Os militares tentaram apagar qualquer vestígio do paradeiro e da ascendência dos bebês. Mas, de alguma forma, subestimaram a incessante busca da família das vítimas pelos filhos e netos desaparecidos. Essa é, até hoje, a batalha de Rosa Tarlovsky de Roisinblit, avó de Guillermo e vice-presidente da associação Avós da Praça de Maio.
Rosa Tarlovsky de Roisinblit da associação Avós da Praça de Maio
"Os militares provavelmente nunca imaginaram que duraríamos tanto tempo. Até agora, foram 35 anos", diz Rosa, em tom firme e orgulhoso. "Eles diziam: deixe essas velhas tomarem as ruas. Em algumas semanas, elas desistem e vão para casa chorar".
Durante a ditadura, o grupo desafiava a ameaça dos militares com reuniões secretas. Em cafés e praças, elas bebiam mate e trocavam folhas de papel, conversando em código sobre os filhos, netos e seus perseguidores. E, após a redemocratização, mantiveram uma oposição veemente às leis de anistia implementadas.
Em junho do ano passado, após 14 anos de processo, foram condenados os ex-ditadores Jorge Videla e Reynaldo Bignone pelo roubo sistemático de crianças. Nos últimos anos do julgamento, os "pais" das crianças roubadas sentaram no banco dos réus – frequentemente casais dos círculos militares, que cuidaram dos bebês como seus próprios filhos sem chamar a atenção.
Irmão perdido
Foi a irmã mais velha de Guillermo, Marina, que atendeu o telefone quando, em abril de 2000, uma ligação anônima ao escritório da avó dela relatou o nome de uma criança possivelmente roubada. A criança, soube-se depois, já tinha então 21 anos, chamava-se Guillermo e apresentava notável semelhança com as fotos dos pais desaparecidos de Marina. Um teste de DNA com material do banco de dados dos genes dos avós confirmou a suspeita: os dois eram irmãos. Guillermo passou então a tentar recuperar os "anos perdidos" junto à família biológica.


Assim, começou o julgamento das duas pessoas que ele, durante sua vida inteira, chamou de pais. O homem que o criou como filho era da Força Aérea – uma pessoa violenta que abandonou a mulher, como conta Guillermo. Porém, seu sentimento em relação à mãe de criação é diferente.
"Ela foi a pessoa que cuidou de mim quando eu estava doente, que cozinhava para mim, que me criou. Sinto compaixão por essa mulher e ela foi acusada pela minha própria avó em um tribunal – por isso me afastei por um tempo da minha família biológica", explica.
O casal foi condenado a sete anos de prisão, uma sentença branda em comparação a recentes condenações.
O papel da Igreja
Mais de cem crianças desaparecidas foram localizadas depois que as Avós da Praça de Maio começaram a busca: através de denúncias anônimas, como no caso de Guillermo, ou porque as pessoas questionavam sua própria história e procuravam a associação. O movimento das vítimas e suas demandas em esclarecer os crimes no período da ditadura são particularmente fortes e assertivos no país.
Outro ponto importante no caso é que a Argentina é uma exceção negativa: "Em muitos países da América Latina, a Igreja Católica defendeu ativamente a proteção dos direitos humanos, protegendo políticos de oposição. Na Argentina, alguns setores da Igreja cooperaram abertamente com os militares", diz Detlef Nolte, do Instituto GIGA de Hamburgo.
Guillermo em seu primeiro aniversário com sua família biológica
Os rastros das crianças desaparecidas levam a ambientes relacionados à Igreja Católica. O tribunal criminal de Buenos Aires investigou de perto o Movimento Familiar Cristão (MFC), uma organização relacionada à Igreja suspeita de fazer a conexão entre os bebês nascidos nos presídios e as famílias de militares.
Guillermo não sabe ao certo o que aconteceu logo após seu nascimento: "Eu só sei que fui aceito pelo meu suposto pai e levado por sua mulher", conta. Ele ainda tem questões a serem resolvidas, como, por exemplo, as razões que o levaram a se distanciar de sua mãe de criação após o julgamento, que ele descreve como uma "grande mentira". Agora, Guillermo também tem seus próprios filhos – os primeiros membros de sua família que entraram em sua vida de forma convencional.

Ato em SP chama a atenção para o sumiço de crianças e adultos


O ato ocorreu na Avenida Paulista. Um grupo de pessoas carregava cartazes e fotos dos desaparecidos. Participaram da manifestação os movimentos Mães da Sé, Mães de Luta, Movimento por Justiça e Paz, Fundação Criança de São Bernardo do Campo, entre outros. (Foto: Agência Brasil)
O ato ocorreu na Avenida Paulista. Um grupo de pessoas carregava cartazes e fotos dos desaparecidos. Participaram da manifestação os movimentos Mães da Sé, Mães de Luta, Movimento por Justiça e Paz, Fundação Criança de São Bernardo do Campo, entre outros. (Foto: Agência Brasil)

Despertar a atenção da população para a luta das mães que buscam por seus filhos desaparecidos. Com esse objetivo, um grupo de dezenas de pessoas se reuniu na tarde hoje (30), na Avenida Paulista, em São Paulo, para uma manifestação com cartazes e fotos dos desaparecidos.
Participaram do protesto os movimentos Mães da Sé, Mães de Luta, Movimento por Justiça e Paz, Fundação Criança de São Bernardo do Campo, entre outros. Os manifestantes colheram assinaturas para que um projeto de lei de iniciativa popular possa ser apresentado ao Congresso Nacional. A proposta, de autoria de Sandra Moreno, que sofre com o desaparecimento de sua filha, pede, entre outras medidas, dados seguros sobre estatísticas de pessoas desaparecidas no país e a atualização do Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas (CNPD).
A presidenta do Movimento Mães da Sé, Ivanise Esperidião da Silva diz que o principal motivo da manifestação é “chamar a atenção da sociedade para que veja o desaparecimento com um olhar mais atento, nós precisamos disso para que possamos trazer os nossos desaparecidos de volta”. A filha de Ivanise desapareceu há 17 anos. A menina sumiu quando voltava da casa de uma colega, a 120 metros de distância de sua casa. Ivanise diz que a união com outras mães a fez suportar melhor essa dor.
“Quando eu vivia a minha luta isolada, eu cheguei à beira da loucura. Depois que eu me juntei a outras mães, eu fui aprendendo a dividir a minha dor com elas. Hoje, nós não temos só mães, temos pais, filhos que procuram seus pais, parentes. Formamos uma família unida pela mesma dor, a dor da perda, pelo mesmo objetivo, que é encontrar uma resposta do que aconteceu com os nossos desaparecidos”, diz.
Segundo o Movimento Mães da Sé, por ano desaparecem no Brasil 200 mil pessoas, sendo 40 mil crianças e adolescentes. O levantamento da Delegacia de Pessoas Desaparecidas mostra que, em 2012, 1,5 mil crianças e 4 mil adultos permaneceram na lista de desaparecidos. O estado de São Paulo é o responsável pelo maior número de desaparecimentos. Em 2012, foram aproximadamente 19 mil sumiços e, desses, 16 mil foram encontrados. Segundo Ivanise, os desaparecimentos mais frequentes são idosos, portadores de deficiências, doença de Alzheimer e esquizofrenia.
Para tentar auxiliar na busca por pessoas desaparecidas, um grupo de publicitários se uniu e criou um plug-in, que pode ser instalado gratuitamente no site www.missingchildren.com.br. O programa incorpora imagens de desaparecidos ao site de buscas Google.
“Quando você baixa esse programa, todas as buscas de imagens que você faz no Google, independente de qual busca seja, as cinco primeiras imagens mostram crianças desaparecidas. E elas são tiradas do banco de imagens da organização não governamental [ONG] Mães da Sé”, explica um dos criadores, o publicitário Pedro Lazena.
Segundo o publicitário, esse é um projeto piloto, aplicado inicialmente em São Paulo, mas que poderá se estender ao mundo. “Pretende-se que se torne um projeto do Google mundial”, diz. “A gente tem grandes esperanças com esse projeto. Na verdade, não tem como prever o que vai acontecer, mas, na minha opinião, se uma criança for encontrada, já valeu a pena”.

Criança de três anos é encontrada sozinha perambulando pelo Bairro Sion, em BH



29 de março de 2013 - Um menininho de três anos foi encontrado andando sozinho pelas ruas do Bairro Sion, na região Sul de Belo Horizonte. No Conselho Tutelar, o garotinho acompanhou a conversa do policial com a conselheira, mas não conseguiu entender o que estava acontecendo. Ele foi encontrado perambulando pelas ruas do bairro no início da tarde dessa quinta-feira e circulou dentro da viatura, por quatro horas, sem a cadeirinha recomendada para a idade. Os militares disseram que só cumpriram ordens. 
Reprodução TV Alterosa
 O garotinho de 3 anos se apegou aos policiais e chorou quando eles foram embora


O menino se apegou tanto aos policiais que chorou quando eles foram embora. A blusa que a criança usava com o nome da escolinha dele ajudou a conselheira a encontrar a família. Quando a mãe e a avó reencontraram a criança, nada de abraço. A mãe foi advertida e a família será acompanhada pelo Conselho Tutelar.


Veja a o vídeo aqui
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http://www.alterosa.com.br/html/noticia_interna,id_sessao=7&id_noticia=101189/noticia_interna.shtml