quinta-feira, 30 de maio de 2013

Fundação lança campanha para encontrar 77 crianças desaparecidas no Estado do Rio



Em homenagem ao Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, que ocorre neste sábado (25), a Fundação para Infância e Adolescência (FIA) lançou nesta sexta, na estação Central do Brasil, o novo cartaz do Programa SOS Crianças Desaparecidas. A publicação traz fotos de 66 meninos e meninas que sumiram no Estado. Segundo a entidade, há pelo menos 77 menores de 18 anos desaparecidos no Rio.
A presidenta da fundação, Teresa Cosentino, disse que o programa atua tanto na prevenção dos sumiços quanto na localização das crianças.
— O programa ao longo do tempo tem uma taxa de 85% de sucesso e, apesar de ser um sucesso muito alto em termos de política pública, se você não encontrou seu filho, para você o insucesso é 100%. Não há um sentimento de angústia maior para uma mãe do que não saber onde está o filho.
Ela orienta que a primeira atitude da família após o desaparecimento de crianças e adolescentes é registrar a ocorrência na delegacia mais próxima, não havendo a necessidade de esperar 24 horas.
— Com o boletim de ocorrência na mão ela [mãe] vai até a fundação, na Rua Voluntários da Pátria, número 120, em Botafogo. Lá ela será atendida por uma equipe multidisciplinar, com psicólogos e assistentes sociais.
Para a pastora Ana Nunes – cujo filho desapareceu há quatro anos e atua com um grupo de mães em uma igreja evangélica em Copacabana –, o trabalho da fundação e a força das outras mães a ajudaram a não perder a fé.
— Somos uma força, uma mãe ajuda a outra. Nós temos fé que vamos encontrar nossas crianças. Isso tudo é uma corrente. A gente se enche mais de fé.
A Fundação para Infância e Adolescência é um órgão de administração da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, criado em 1995. A entidade trabalha para garantir os direitos e criar ações de proteção para crianças e adolescentes. O programa SOS Crianças existe há 17 anos em todo o Estado.

Programa Reencontro ajuda na busca de crianças desaparecidas

A Fundação Criança, de São Bernardo do Campo, desenvolve o Reencontro, programa por meio do qual realiza atendimento, oferece suporte psicossocial e jurídico à família e divulgação de fotos e informações de desaparecidos na Rede Nacional de Identificação e Localização de Crianças e Adolescentes Desaparecidos.

O programa é inédito no âmbito municipal e atua em parceria com a Polícia Civil, Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) do Paraná, que desenvolve o envelhecimento digital de desaparecidos, e entidades como Mães da Sé, Mães em Luta.

Na região do ABC ocorrem em média 690 casos de desaparecimentos por ano, 200 em São Bernardo. De 2006 a 2013, foram registrados 1.166 boletins de ocorrência nas delegacias do município. Do total de casos, 95% são resolvidos de imediato, alguns em menos de uma semana.

Atualmente, a Fundação Criança acompanha e atua em dez casos. Todos estão no Cadastro Municipal de Desaparecidos publicado no site da entidade. 

Dia Internacional de Crianças Desaparecidas - Oficializado em 25 de maio, a data é marcada por manifestações em todo o país. O dia foi criado após o sequestro de Etan Patz, uma criança de seis anos, em 25 de Maio de 1979, em Nova Iorque.

"Cada caso significa um nome, com sobrenome, com pai e mãe, e serão insubstituíveis. Daí a importância de entender o fenômeno do desaparecimento e pensar em mecanismos de enfrentamento", comenta a coordenadora do programa.

Saiba como agir

Em qualquer situação de desaparecimento, o primeiro órgão a ser acionado deverá ser a Policia Civil, que imediatamente notificará a Fundação Criança.

É recomendável ter uma foto recente da criança em mãos e fornecer à autoridade policial detalhes sobre como o desaparecido estava vestido, lugares que gostava de frequentar e como era ser comportamento.

Onde procurar orientação e auxílio

Fundação Criança de São Bernardo do Campo 

Programa Reencontro

Rua Francisco Visentainer, 804 – Bairro Assunção 

Telefone: (11) 4344 2100/ 4344 2148 

E-mail: desaparecidos@fundacaocrianca.org.br 

www.fundacaocrianca.org.br/desaparecidos



Conselho Tutelar 

Av. Armando Ítalo Setti, 50 – Centro 

Telefone: (11) 4126-4300



Delegacia da Pessoa Desaparecida (DHPP) 

Rua Brigadeiro Tobias, 527, 3º andar, Luz, São Paulo 

Telefones: (11) 3311-3262, 3311-3543 e 3311-3544 

E-mail: pessoasdesaparecidas@ssp.sp.gov.br


fonte>>http://www.saobernardo.sp.gov.br/comuns/pqt_container_r01.asp?srcpg=noticia_completa&ref=10050&qt1=0

Cadastro nacional defasado não traz crianças mineiras

Desinformação

O Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidas não tem registro de nenhum mineiro que tenha sumido neste ano. Além da desatualização, o site, de responsabilidade do Ministério da Justiça e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, é criticado pela falta de confiabilidade de seus dados, pela demora em sua criação e por não permitir a inclusão de adultos. Os responsáveis não quiseram se pronunciar.

A garota Emilly Ferrari, 8, sumiu em 4 de maio, na cidade de Rio Pardo de Minas, na região Norte. Mesmo com a hipótese de a menina ter sido levada para outro Estado, 25 dias depois do sumiço, seus dados ainda não podem ser encontrados no cadastro nacional. Ela é vista apenas no Cadastro Estadual de Desaparecidos, mantido pelo governo de Minas.

“Essa divulgação nacional é de extrema importância. Já tivemos casos de pessoas de São Paulo que foram encontradas em Pernambuco. Por isso, a imagem tem que circular por todo o país”, argumenta a presidente da Associação Brasileira de Busca e Defesa das Crianças Desaparecidas (ABCD), Ivanise Esperidião.

O site nacional tem o registro de 194 crianças e adolescentes, sendo que 64 são de Minas, todas sumidas até 2012. Já no estadual, há pelo menos 242 crianças e adolescentes mineiros, entre eles Emilly Ferrari. Segundo a Polícia Civil, apenas entre janeiro e fevereiro deste ano, 291 pessoas sumiram em Minas – eles não informou quantas são crianças e adolescentes.

Sem critério. O delegado Dagoberto Batista, da Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida, afirma que os casos de Minas deste ano foram, sim, enviados para o cadastro nacional. “Algum problema deve ter ocorrido, vamos enviar novamente. O problema é que qualquer pessoa pode cadastrar um desaparecido sem precisar de um boletim de ocorrência. Assim, o sistema perde credibilidade”, reclama.

Para o diretor da Organização Não Governamental (ONG) Gente Buscando Gente, Carlos Rodrigues, da maneira como é feito hoje, a ferramenta perde seu propósito. “Daqui a pouco, teremos fotos de pessoas atrás de um namorado do passado que não encontram há muito tempo”, prevê. Para ele, o Brasil deveria seguir o exemplo de outros países, onde o governo é responsável pela inclusão dos dados. “Quem tem que incluir a pessoa desaparecida aqui é a própria família, que muitas vezes nem conhece o cadastro. Isso é um absurdo”.

A reportagem de O TEMPO fez um teste. Entrou no site nacional e seguiu todos os passos para cadastrar um desaparecido. Mesmo inventando um nome e carregando a foto da presidente Dilma Rousseff, enviou os dados para avaliação do administrador. Em nenhum momento, foi pedido número de boletim policial ou de identidade do desaparecido. Até o fechamento desta edição, o administrador não havia respondido o pedido

quarta-feira, 29 de maio de 2013

China: Bebé resgatado com vida de um esgoto

Recém-nascido é resgatado de cano de esgoto na China Foto: DR

Os serviços de emergência chineses resgataram com vida um recém-nascido, que estava num cano de esgoto de um edifício na província oriental de Zhejiang, divulgou hoje a comunicação social chinesa.

Um vídeo divulgado pela televisão estatal chinesa, CCTV, mostra os vários passos do resgate do recém-nascido com dois dias de vida, preso num tubo com apenas 10 centímetros de diâmetro.

Duas horas após ter sido localizada, a criança foi resgatada com vida pelas equipas de emergência.

A polícia procura agora os pais da criança para os acusar de tentativa de homicídio.

Visitantes e locais têm acorrido ao hospital onde a criança se encontra para deixar roupas, fraldas e leite em pó para doar ao «bebé 59», o número da incubadora onde recupera.


FONTE>>http://www.lux.iol.pt/internacionais/china-bebe-resgatado-com-vida-de-um-esgoto-china-bebe-recem-nascido-resgatado/1454549-4997.html

Guarda Municipal de Colombo encontra criança desaparecida

O menor passou quatro dias em locais desconhecidos e foi localizado através de denúncia anônima
A Guarda Municipal de Colombo encontrou nesta quinta-feira (23) o menino G.M., que passou quatro dias desaparecido e já estava sendo procurado pelo Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride), do Departamento da Polícia Civil do Estado do Paraná. A criança, de 11 anos, foi encontrada pelos guardas Andrade e Brizola, na Rua Otília de Souza Ferrarini, no bairro Jardim dos Eucaliptos, por volta de 17h40.
A localização dele foi descoberta por meio de denúncia anônima, e estava desaparecido desde o dia 19, quando fugiu da Casa de Passagem de Colombo e foi encontrado caminhando sozinho na rua, carregando três garrafas, que utilizaria para a venda.
O coordenador da Guarda Municipal de Colombo, Coronel Luiz Eduardo Hunzicker, explicou a importância da participação da comunidade neste tipo de ação. “Não há como saber o que acontece de errado em todos os lugares, então a colaboração da população, feita principalmente por meio de denúncia, seja ela anônima ou não, é o que faz com que o nosso trabalho seja efetivo. Eles acabam sendo os nossos olhos onde não podemos estar naquele momento”, destacou o Coronel.

domingo, 26 de maio de 2013

Número único europeu para crianças desaparecidas pouco utilizado em Portugal

A vice-presidente do Instituto de Apoio à Criança afirmou hoje que há "poucas comunicações" para o número único europeu para crianças desaparecidas (116000), defendendo a criação de "normas nacionais" para que essa comunicação seja obrigatória.

Através do número europeu para Crianças Desaparecidas, chegaram, em 2012, ao serviço SOS-Criança, do IAC, 53 novos casos de crianças desaparecidas, mais 14 face ao ano anterior.
Os casos referiam-se "a fugas, raptos parentais, crianças perdidas ou feridas, raptos não acompanhados e raptos por terceiros", segundo dados do instituto enviados à agência Lusa.
"O que se verifica relativamente a este número é que as pessoas se fecham sobre si próprias e não se dá cumprimento a uma diretiva de 2001" de cooperação entre as autoridades policiais, públicas e organizações não-governamentais, disse Dulce Rocha, que falava à Lusa a propósito da Conferência Crianças Desaparecidas e Exploradas Sexualmente, que se realiza na sexta-feira para assinalar o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas (25 de maio).
Segundo a vice-presidente do IAC, "o número tem servido para as famílias participarem", mas a diretiva refere que "nas situações gravíssimas de desaparecimento" tem de haver colaboração entre as várias entidades envolvidas.
"Há uma subutilização do número e, por isso, há grandes divergências entre os números de desaparecimentos nas autoridades policiais e nos nossos processos", sublinhou, comentando que essa divergência também poderá dever-se às diferentes maneiras de contabilizar os casos.
"De qualquer forma creio que essa grande divergência continua a ser por não haver uma comunicação obrigatória dos casos de desaparecimento à linha", acrescentou.
Para Dulce Rocha, quando uma criança desaparece de uma instituição deve comunicar-se imediatamente à linha, uma prática que "não se faz porque não está escrito, não é obrigatório".
Nesse sentido, defendeu, deviam fazer-se "normas nacionais" para que este mecanismo seja mais utilizado.
"Nós temos uma rede com mais de 100 instituições e podemos participar imediatamente, até a nível internacional", lembrou, considerando que se estes meios existem é para serem utilizados, "senão, não faz sentido".
Os dados do IAC referem que dos 53 casos reportados ao SOS-Criança em 2010, 36 eram raparigas e 17 rapazes.
A maioria (19) era menor de cinco anos, 14 tinham idades entre os 14 e os 16 anos, 11 entre os seis e os 10 anos. Trinta desapareceram com o progenitor, 10 desapareceram sozinhos, dois acompanhados por amigos, três por namorados e um com um familiar.
Onze crianças tinham residência em Lisboa, nove no estrangeiro, sete em Setúbal e sete em Aveiro.
Na grande maioria dos casos (32) a problemática reportada foi o rapto parental, enquanto em 16 casos o motivo de desaparecimento foi a fuga, num caso foi rapto e noutro caso a criança perdeu-se.

Menina está desaparecida há quase um mês após ser sequestrada em MT

Ida Feliz (Foto: globo news)

Prestes a completar um mês, o desaparecimento da menina de origem dominicana, Ida Verônika Feliz, de oito anos, que foi levada à força da casa em que morava com a família adotiva em Cuiabá, pode ganhar uma nova pista a partir de uma decisão da Justiça. Tramita na 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da capital, desde esta quarta-feira (22), um pedido encaminhado pela Polícia Civil para interceptar um suspeito que teria envolvimento no sequestro da menina. O procedimento policial será analisado pelo juiz auxiliar Jamilson Haddad Campos.
O delegado da Divisão Anti-Sequestro, Flávio Stringueta, revelou em entrevista ao G1 que o pedido foi encaminhado à Justiça há duas semanas. Sem ter um posicionamento do judiciário, o delegado avalia que a investigação está comprometida. “Eu encaminhei este pedido no dia 8 [ maio] para a análise da Justiça e do Ministério Público. A minha investigação está parada na parte técnica e de inteligência em um caso tão grave como esse”, afirmou o delegado.
G1 apurou junto à Corregedoria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso que o pedido da Polícia Civil foi protocolado, inicialmente, no dia 8 deste mês na Vara Especializada do Crime Organizado. O procedimento foi redestribuído para a 8ª Vara Criminal no dia 9. No dia seguinte, a juíza Maria Rosi de Meira Borba despachou o pedido com vistas para o Ministério Público no dia 10.

No dia 13, o procedimento ficou sob análise do Ministério Público Estadual, que só devolveu o pedido à Justiça nesta quarta-feira (22). De acordo com a Corregedoria do TJMT, a juíza da 8ª Vara Criminal declarou não ser de competência dela julgar o pedido e, por isso, o arremeteu para a 1ª Vara de Violência Doméstica. A Corregedoria avalia que o pedido seguiu trâmite normal nas Varas do Fórum da capital. Já o Ministério Público Estadual afirmou ao G1 que vai se posicionar sobre o caso nesta quinta-feira (23).
Retrato falado
Até o momento, circula no país e no exterior, via Interpol, o retrato falado de dois suspeitos envolvidos no sequestro da garota. Um deles, invadiu a casa da família adotiva da menina armado e fugiu com ela em um veículo. O outro comparsa enviou uma mensagem de texto, no mesmo dia do sequestro, da cidade de Matupá, a 696 quilômetros de Cuiabá, exigindo a saída da polícia nas investigações. Nenhum deles foi preso.
As investigações da Polícia Civil levam a crer que Ida foi sequestrada a pedido dos pais biológicos, uma dominicana e um italiano, que não mais estariam no país. O casal foi preso no Brasil por envolvimento com o tráfico de drogas. Além de Ida, eles tiveram um outro filho no estado de Santa Catarina que, semelhante à irmã, foi sequestrado da família adotiva.
Nesta quarta-feira, a mãe adotiva da menina, Tarcilia Gonçalina de Siqueira prestou novo depoimento à Polícia Civil. Ela reforçou as informações prestadas no primeiro depoimento, com mais detalhes da rotina de Ida Verônika. Ao G1, ela afirmou que a saudade da filha adotiva aumenta a cada dia. “ A minha vida, a minha alegria acabaram. À noite eu não consigo dormir. A casa parece que ficou maior com a ausência dela”, disse.
No início do mês, a família realizou uma passeata na região central de Cuiabá para colocar o caso em evidência. Fotos de Ida Verônika circulam pela internet e foi replicada por famosos e personalidades da mídia em diversas redes sociais.
Adoção e sequestro
Ida Feliz foi sequestrada da casa da família adotiva há 4 dias (Foto: Reprodução/TVCA)Polícia acredita que Ida Verônika esteja na Europa com os
pais biológicos (Foto: Reprodução/TVCA)
Ida Verônika foi deixada em um quarto de hotel da capital mato-grossense, com quatro meses de idade, pelos pais biológicos. A menina foi cuidada pela camareira que, meses depois, se tornaria irmã de criação. Após ser acolhida em um abrigo para menores, a mãe da camareira obteve na Justiça a guarda da menina.
No dia 26 de abril, Ida foi sequestrada no horário do almoço da residência em que morava. A pedido da Polícia Civil, a Interpol foi acionada para também auxiliar nas investigações pela suspeita da menina estar no exterior com os pais biológicos.

Fundação lança novo cartaz de crianças desaparecidas no Rio

Em homenagem ao Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, lembrado neste sábado, a Fundação para Infância e Adolescência (FIA) lançou nesta sexta-feira, na Estação Central do Brasil, o novo cartaz do Programa SOS Crianças Desaparecidas. A publicação traz fotos de 66 meninos e meninas que sumiram no Estado. Segundo a entidade, há pelo menos 77 menores de 18 anos desaparecidos no Rio.
A presidente da fundação, Teresa Cosentino, disse que o programa atua tanto na prevenção dos sumiços quanto na localização das crianças. "O programa ao longo do tempo tem uma taxa de 85% de sucesso e, apesar de ser um sucesso muito alto em termos de política pública, se você não encontrou seu filho, para você o insucesso é 100%. Não há um sentimento de angústia maior para uma mãe do que não saber onde está o filho."
Ela orienta que a primeira atitude da família após o desaparecimento de crianças e adolescentes é registrar a ocorrência na delegacia mais próxima, não havendo a necessidade de esperar 24 horas. "Com o boletim de ocorrência na mão, ela (mãe) vai até a fundação, na rua Voluntários da Pátria, número 120, em Botafogo. Lá ela será atendida por uma equipe multidisciplinar, com psicólogos e assistentes sociais."
Para a pastora Ana Nunes - cujo filho desapareceu há quatro anos e atua com um grupo de mães em uma igreja evangélica em Copacabana -, o trabalho da fundação e a força das outras mães a ajudaram a não perder a fé. "Somos uma força, uma mãe ajuda a outra. Nós temos fé que vamos encontrar nossas crianças. Isso tudo é uma corrente. A gente se enche mais de fé."
A Fundação para Infância e Adolescência é um órgão de administração da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, criado em 1995. A entidade trabalha para garantir os direitos e criar ações de proteção para crianças e adolescentes. O programa SOS Crianças existe há 17 anos em todo o Estado.

Rapto parental é maior causa de desaparecimento de menores

Em 2012 desapareceram 11 menores por dia, sendo que até aos nove anos a maior parte é raptada pelos pais.
"Ellie, uma menina luso-britânica de 8 anos, então residente com a mãe na Madeira, foi raptada pelo próprio pai em agosto de 2012, quando foi passar duas semanas de férias em sua casa, em Vilamoura. Esteve desaparecida até 12 de fevereiro, depois de o pai ter sido preso preventivamente, acabando por a entregar às autoridades", lê-se na edição de hoje do Jornal de Notícias.
"Ellie foi uma das cerca de 152 crianças que, no ano passado, a avaliar pelos dados da Polícia Judiciária, foram raptadas pelos próprios pais, num total de 4097 crianças desaparecidas", prossegue o diário.
Esta é uma situação que está a aumentar, tendo o número de crianças desaparecidas duplicadas em 2012, segundo a presidente da Associação Portuguesa das Crianças Desaparecidas, Patrícia Cipriano, citada pela JN.

Acordo de cooperação entre Ministério da Justiça e IAC ajudou mais de 60 jovens



Mais de 60 jovens, a cumprir penas em centros educativos, foram sinalizados pela Direção-geral de Reinserção Social e ajudados pelo Instituto de Apoio à Criança, no âmbito do acordo de cooperação assinado com o Ministério da Justiça em 2012.
O protocolo foi assinado a 25 de maio de 2012, data em que se assinala o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, no decorrer da conferência "Crianças Desaparecidas e Exploradas Sexualmente" e previa que os jovens a cumprir penas em centros educativos pudessem participar em atividades do Instituto de Apoio à Criança (IAC).
Em declarações à agência Lusa, a coordenadora do projeto Rua do IAC disse que esta iniciativa dirige-se aos jovens com medidas tutelares educativas, que numa primeira fase são "vítimas da sociedade" e que depois "acabam por ser infratores".
"Acreditamos, e a própria DGRS [Direção-geral de Reinserção Social], que a estes jovens não basta só medidas repressivas e é importante uma relação de proximidade com eles", explicou Matilde Sirgado, acrescentando que o trabalho desenvolvido tem como objetivo trabalhar competências sociais e individuais.
Por várias fases, ao longo do último ano, a DGRS sinalizou e encaminhou para o IAC 63 jovens.
Matilde Sirgado adiantou que destes 63 jovens, 21 foram sinalizados para um acompanhamento individual, para o treino de competências, enquanto os restantes 42 precisavam de apoio psicológico.
"Isto é o universo no âmbito do protocolo e tenho uma lista de espera que não consegui ainda dar resposta, nomeadamente ao nível do apoio psicológico, de cerca de 10 jovens, mas que rapidamente será gerida", revelou a responsável.
Todos os jovens inseridos neste programa estão a cumprir pena e, de acordo com a coordenadora do projeto Rua, genericamente estão em causa crimes de violência e agressões sexuais, principalmente entre os rapazes, furtos, violência gratuita e algumas tentativas de homicídio.
Matilde Sirgado adiantou que estes são jovens com grande dificuldade em cumprir regras, gerir frustrações ou reconhecer figuras de autoridade.
"Quanto ao perfil, [têm] níveis elevados de insucesso escolar, dificuldade na socialização dentro da família e da escola, ausência generalizada de valores em termos de quadros de referência, banalizam o ilícito e desvalorizam tudo o que tenham feito, mesmo que aos nossos olhos seja grave e tem muita dificuldade na aceitação de regras. Acham que podem tudo", descreveu.
Entre estes jovens é frequente o consumo de droga e álcool, comportamentos muitas vezes repetidos pelos exemplos que conhecem entre os pais, a quem não reconhecem figura de autoridade, ao mesmo tempo que os próprios pais são negligentes nas suas funções parentais, razão pela qual há também um trabalho ao nível das famílias.
"O grande objetivo é captá-los ao máximo e ocupar ao máximo o tempo deles com ações positivas para que não deixe espaço para eles continuarem com os seus laços de ligação às práticas ilícitas", disse Matilde Sirgado.
Acrescentou que no centro de desenvolvimento e inclusão juvenil tentam reestruturar rotinas, dando-lhes uma oportunidade de se inserirem na sociedade através de uma aposta nos seus níveis de escolaridade.
"Com alguns conseguimos ter os requisitos mínimos para depois entrarem num curso de formação profissional ou terem objetivos concretos como por exemplo tirar a carta", frisou a responsável.

"Crianças desaparecidas e exploradas sexualmente" - uma conferência no parlamento português



A vamos até Portugal onde a Ministra da Justiça revelou que estão actualmente em averiguação pelos órgãos de polícia criminal 64 situações de menores desaparecidos, 31 das quais relativas a desaparecimentos ocorridos em 2013. Dados avançados por Paula Teixeira da Cruz, que falava no encerramento da VII Conferência "Crianças Desaparecidas e Exploradas Sexualmente", uma conferencia no parlamento português em Lisboa que contou com a presença da Rainha Sofia, de Espanha e que foi organizada pelo Instituto de Apoio à Criança no âmbito do Dia Internacional das Crianças Desaparecidas que se assinala este sábado. Este o destaque da crónica de hoje do nosso correspondente em Portugal Domingos Pinto. 

O Dia Internacional das Crianças Desaparecidas assinalado também em Portugal. Segundo dados monitorizados de forma próxima pela Polícia Judiciária, nos anos de 2010, 2011 e 2012 foram reportados em Portugal mais de quatro mil desaparecimentos em cada ano, números preocupantes, pois atingiram, em 2012, mais de 11 desaparecimentos de crianças por dia


Os mesmos dados indicam ainda que a maior parte das situações de desaparecimento de crianças até aos 9 anos esteja relacionada com os raptos parentais, havendo maior incidência destes desaparecimentos no mês de Agosto, mês tradicional de férias. Ainda segundo estes dados da Policia judiciária Portuguesa, e excluindo as idades entre os 10 e os 12 anos, o maior número de crianças desaparecidas é do sexo feminino.


fonte>>http://pt.radiovaticana.va/news/2013/05/25/crian%C3%A7as_desaparecidas_e_exploradas_sexualmente_-_uma_confer%C3%AAnci/por-695523

Delegado pede prisão de pais biológicos de menina de 8 anos sequestrada em Cuiabá



O chefe da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), delegado Flávio Stringueta, fez um pedido de prisão preventiva dos pais biológicos da menina Ida Verônica Feliz, que foi seqüestrada no dia 26 de abril de dentro da casa da família adotiva, no bairro Goiabeiras, em Cuiabá. 

 

O pedido está sobe análise da 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, do Fórum da Capital, desde o dia 8 de maio, junto de uma medida judicial de monitoramento.


Os pais biológicos, o italiano Pablo Milano Escarfulleri e a dominicana Elida Isabel Feliz, ambos condenados por tráfico foragidos da Justiça brasileira, são os principais suspeitos de terem planejado e financiado o sequestro executado por ao menos dois homens.


Ida Verônica pode ter sido levada para fora do Brasil antes mesmo da polícia ser acionada. A possibilidade do voo internacional pode ter acontecido por que a genitora da criança possuía um documento da menina, provavelmente uma certidão de nascimento, o que facilita a saída da criança. 


Nas investigações, o delegado Flávio Stringueta por meio da Polícia Federal pediu apoio a Polícia Internacional (Interpol), para localizar a criança que já estaria no exterior. “Com as prisões teremos um apoio mais imediato das polícias internacionais”, afirma.


Durante as investigações o GCCO divulgou dois retratos falados. O primeiro foi o de um homem que utilizou o celular de uma mulher, na cidade Matupá (695 km ao Norte para enviar uma mensagem à família adotiva da menina, dizendo que iriam pedir resgate e que não incluísse a polícia no caso, senão matariam a criança. O segundo retrato falado foi o de um dos homens que teriam invadido a casa da família adotiva de Ida Verônica para sequestrá-la.

sábado, 25 de maio de 2013

SOS Desaparecidos: ações no Dia Internacional da Criança Desaparecida

SOS Desaparecidos: ações no Dia Internacional da Criança Desaparecida

Neste sábado, dia 25 de maio, será marcado pela esperança e O dia em destaque não é motivo de festa nem de júbilo, ao contrário,este dia representa a esperança que milhares de mães e pais têm de reencontrarem seus filhos ausentes e/ou desaparecidos, bem como refletirmos sobre este problema que assola 200 mil famílias todos os anos no Brasil e aproximadamente 3 mil só em Santa Catarina.

A data foi escolhida porque em 25 de maio de 1979, Etan Patz, de 6 anos, desapareceu a caminho da escola, nas ruas Nova Iorque. 

Lamentavelmente ele nunca foi encontrado, mesmo com a polícia indicando um suspeito. O desaparecimento de Etan foi o primeiro de numerosos casos de destaque nos Estados Unidos, o que deu origem à colocação de imagens de crianças desaparecidas nas embalagens de leite e, finalmente, ao Dia Internacional de Crianças Desaparecidas.

A Global Missing Children’s Network existe desde 1998. Fundada nos Estados Unidos, é popularmente conhecida como Missing Kids. Hoje, a rede tem como membros Itália, Bélgica, Argentina, Irlanda, México, Grécia, Canadá, Reino Unido, Romênia, Austrália e Brasil. O SOS Desaparecidos, programa desenvolvido pela Polícia Militar de Santa Catarina, foi criado em 24 de outubro de 2012.

Diversas pessoas já foram encontradas e milhares de famílias de várias partes do Brasil e do mundo encontram conforto, assistência profissional e orientações sobre pessoas desaparecidas. A Coordenadoria de Pessoas Desaparecidas da PMSC é a única entre as Polícias Militares do Brasil a realizar esse tipo de trabalho e possui equipe exclusiva e especializada em desaparecimento de pessoas, priorizando as crianças e adolescentes.
A PMSC está lançando na semana que antecede o Dia Internacional da Criança Desaparecida, uma série de ações para ajudar na ampla divulgação das fotos de desaparecidos e prevenção ao problema.
Segue a programação e ações:
 
- Palestras e ações de prevenção ao desaparecimento de pessoas (inicia dia 20 de maio de 2013, no largo da alfândega em Florianópolis e depois viaja durante o ano em vários municípios e festas populares do estado)
 
- Seminário Nacional sobre Desaparecimento de Pessoas: Dias 26 e 27 de setembro em Florianópolis (previsão).
 
- Divulgação a todas as unidades policias do estado das orientações e protocolos de atendimento a um desaparecimento: Dia 21 de meio de 2013.
 
- Ajudando com estrutura as famílias de desaparecidos a colher assinaturas para encaminhamento de uma lei de iniciativa popular e que faz alterações na legislação vigente, visando o combate e resposta ao problema do desaparecimento: inicia dia 20 de maio e continua durante o ano. Detalhes do ´projeto no site: www.abaixoassinadobrasil.com.br

 

PJ recebeu, em média, seis participações por dia de crianças desaparecidas

A Polícia Judiciária recebeu em média, em 2012, seis participações por dia de crianças e jovens desaparecidos, que totalizaram 2.366 casos, menos 226 face ao ano anterior, segundo dados da PJ avançados à agência Lusa.

Divulgados a propósito do Dia Internacional da Criança Desaparecida, que se assinala no sábado, os dados indicam que no ano passado desapareceram 4.097 pessoas, das quais 1.677 (40,69%) eram jovens entre os 15 e os 18 anos.
Do total de desaparecimentos, 514 (12,55%) eram adolescentes de 13 e 14 anos, 90 (2,20%) tinham idades entre os 10 e os 12 anos e 85 (2,07%) entre os zero e os nove anos.
Segundo a PJ, duas dezenas de casos registados no ano passado ainda permanecem em investigação.
Em declarações à agência Lusa, o diretor da Unidade de Informação e Investigação Criminal da PJ afirmou que o grupo dos 15/18 anos apresenta "uma taxa de reincidência muito significativa".
Veríssimo Milhazes deu o exemplo do caso de dois jovens que, entre 2010 e 2012, fugiram 33 e 36 vezes.
Este grupo também apresenta um "elevado número de regressos voluntários", que acontece "no período de um ou dois dias", sendo a sexta-feira o dia em que se regista o maior número de desaparecimentos.
Segundo o responsável, há dois fatores que estão associados aos desaparecimentos dos jovens dos 15/18 anos, um deles é a Internet.
"O menor quando se ausenta de forma voluntária muitas vezes deve-se à internet, porque vai ao encontro do amigo virtual", explicou.
Para sensibilizar os jovens para os problemas que isso acarreta", a PJ tem ido às escolas para advertir os jovens que, "quando o amigo virtual reencarna, pode ser o inimigo".
Outro fator é o "conflito geracional intrafamiliar", que "vai existir sempre". Nestas idades, quando o caso termina o pai ou mãe geralmente diz aos filhos: se me tivesses dito alguma coisa eu teria ajudado.
"Para que isto não ocorra é necessário que neste conflito geracional intrafamiliar haja um canal aberto ao diálogo para que esta resposta no final seja logo dada no início", adiantou.
No grupo 0/12 anos, os motivos que levam ao desaparecimento das crianças são os conflitos entre os pais que acabam em rapto parental ou subtração de menores, que estiveram na base de 3,7% dos casos em 2012, que não aumentou face a 2011.
"No fundo não é um desaparecimento, mas sim um paradeiro desconhecido porque a criança está com um progenitor ou outro familiar em parte incerta, que pode ser no estrangeiro", explicou.
Neste momento, "procuramos menores no estrangeiro, como procuramos menores estrangeiros em Portugal", referiu.
Veríssimo Milhazes lembrou a importância de comunicar o desaparecimento às autoridades logo nas primeiras horas, porque pode estar associado a um crime.
Quando as crianças desaparecem de forma involuntária, o desaparecimento pode estar associado a vários tipos de crime, como abusos sexuais, homicídios, raptos, lenocínio, tráfico de pessoas.
"Se não atuamos nas primeiras 24 horas podemos pôr em causa tudo o resto", frisou.
O total de pessoas desaparecidas baixou 9% em 2012, comparativamente a 2011, ano em que já tinha baixado 6,7% em relação a 2010.
"Quero acreditar que a redução do número de pessoas desaparecidas se deve a uma maior interligação entre pais e filhos", mas também está a haver "um trabalho preventivo que é muito importante", adiantou.

Min. Justiça: Denúncias de crianças desaparecidas devem ser feitas o mais rápido possível

Para Paula Teixeira da Cruz, é uma má prática esperar 24 ou 48 horas até à denúncia às autoridades. O tema das crianças desaparecidas e exploradas sexualmente está cada vez mais na ordem do dia e está integrado no fenómeno mais vasto do tráfico de seres humanos.
A Ministra da Justiça revelou números que classifica de absolutamente preocupantes. Em Portugal, entre 2010 e 2012, foram reportados mais de quatro mil desaparecimentos de crianças em cada ano.

Paula Teixeira da Cruz admite que o desaparecimento de crianças pode ocorrer por diversas causas, com diferentes intervenientes, em contexto nacional ou internacional, mas está cada vez mais associado à questão do tráfico de seres humanos.

Números absolutamente preocupantes, na análise da ministra, uma vez que, em média, desaparecem em Portugal onze crianças por dia.

No caso português, a maior parte dos desaparecimentos de crianças até aos 9 anos tem a ver com raptos parentais. Entre os 13 e os 18, estão relacionados com resultados escolares.

Para a ministra, uma prática que tem de mudar é o tempo de denúncia.

Fundação lança novo cartaz de crianças desaparecidas no Rio

Em homenagem ao Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, lembrado neste sábado, a Fundação para Infância e Adolescência (FIA) lançou nesta sexta-feira, na Estação Central do Brasil, o novo cartaz do Programa SOS Crianças Desaparecidas. A publicação traz fotos de 66 meninos e meninas que sumiram no Estado. Segundo a entidade, há pelo menos 77 menores de 18 anos desaparecidos no Rio.
A presidente da fundação, Teresa Cosentino, disse que o programa atua tanto na prevenção dos sumiços quanto na localização das crianças. "O programa ao longo do tempo tem uma taxa de 85% de sucesso e, apesar de ser um sucesso muito alto em termos de política pública, se você não encontrou seu filho, para você o insucesso é 100%. Não há um sentimento de angústia maior para uma mãe do que não saber onde está o filho."
Ela orienta que a primeira atitude da família após o desaparecimento de crianças e adolescentes é registrar a ocorrência na delegacia mais próxima, não havendo a necessidade de esperar 24 horas. "Com o boletim de ocorrência na mão, ela (mãe) vai até a fundação, na rua Voluntários da Pátria, número 120, em Botafogo. Lá ela será atendida por uma equipe multidisciplinar, com psicólogos e assistentes sociais."
Para a pastora Ana Nunes - cujo filho desapareceu há quatro anos e atua com um grupo de mães em uma igreja evangélica em Copacabana -, o trabalho da fundação e a força das outras mães a ajudaram a não perder a fé. "Somos uma força, uma mãe ajuda a outra. Nós temos fé que vamos encontrar nossas crianças. Isso tudo é uma corrente. A gente se enche mais de fé."
A Fundação para Infância e Adolescência é um órgão de administração da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, criado em 1995. A entidade trabalha para garantir os direitos e criar ações de proteção para crianças e adolescentes. O programa SOS Crianças existe há 17 anos em todo o Estado.

As crianças desaparecidas, algumas estão à vista

O calendário das consciências determina que o dia 25 de Maio como o Dia Internacional da Criança Desaparecida. Assim sendo, algumas notas sobre este inquietante universo.
Segundo o Instituto de Apoio à Criança, em 2012 foram registados 53 casos de crianças desaparecidas que, felizmente, tiveram desfecho positivos, as crianças ou jovens foram encontrados como acontece, aliás, na grande maioria das situações de crianças que desaparecem. Lamentavelmente nem sempre os processo de correm assim, recordemos as tragédias mais mediatizadas que envolveram o Rui Pedro, desaparecido há 15 anos em Lousada, no norte de Portugal; e a Maddie McCann, em 2007 no Algarve, dos quais nada sobre o que lhes terá acontecido.
De há uns anos para cá tem sido feito um esforço nacional e internacional no sentido de aumentar a eficácia na abordagem a situações desta natureza bem como dedicar maior atenção aos factores de risco de que a título de exemplo se citam as redes sociais, que não podendo, obviamente, ser diabolizadas, apresentam alguns riscos que não devem ser negligenciados.
Embora se saiba, como já referi, que muitos dos casos reportados de desaparecimento de crianças e adolescentes acabem por ter, por assim dizer, um final feliz, o desaparecimento é temporário, reactivo a incidentes pessoais ou a resultados escolares, alguns transformam-se em tragédias sem fim como os casos citados do Rui Pedro ou da Maddie McCann. Merece ainda registo o número elevado de crianças desaparecidas através do rapto parental em contexto de separações familiares com algo grau de litígio e que, evidentemente, implicam enorme sofrimento para todos os envolvidos, em particular para os mais vulneráveis, as crianças.
Situações como as do Rui Pedro ou da Maddie McCann são absolutamente devastadoras numa família. Nós pais, não estamos "programados" para sobreviver aos nossos filhos, é quase "contra-natura". Se a este cenário acresce a ausência física de um corpo que, por um lado, testemunhe a tragédia da morte mas, simultaneamente, permita o desenvolvimento de um processo de luto, a elaboração da perda como referem os especialistas, que, tanto quanto possível, sustente alguma reparação e equilíbrio psicológico e afectivo na vida familiar, a situação é de uma violência inimaginável.
No entanto e neste contexto, creio que vale a pena não esquecer a existência de muitas crianças que estão desaparecidas mas que, por estranho que possa parecer, estão à vista, situações que por desatenção e menos carga dramática passam mais despercebidas.
Na verdade, existem muitíssimas crianças e jovens que vivem à beira de pais e professores para os quais passam completamente despercebidas, são as que eu designo por crianças transparentes, olhamos para elas, através delas, como se não existissem. Não estando desaparecidas, estão abandonadas. Algumas delas não possuem ferramentas interiores para lidar com tal abandono e desaparecem, mantendo-se à nossa vista, no primeiro buraco que a vida lhes proporcionar, um ecrã, outros companheiros tão abandonados quanto eles, o consumo de algo que lhes faça companhia ou a adrenalina de quem nada tem para perder.
Em boa parte das situações, por estes ninguém procura. E alguns, por vezes, também se perdem de vez.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Sistema de Alerta de Rapto de crianças devia incluir raptos parentais com indícios de perigo

A vice-presidente do Instituto de Apoio à Criança, Dulce Rocha, defendeu hoje que o Sistema de Alerta de Rapto de Crianças devia passar a contemplar raptos parentais nos casos em que existam indícios de perigo.

Desde Junho de 2009 que Portugal conta com este sistema de alerta que só pode ser activado em caso de rapto ou sequestro, e não de um simples desaparecimento ou rapto parental, quando a integridade física ou a vida da criança estiver em perigo.
Accionado o sistema, a mensagem de alerta de rapto é imediatamente difundida para que todas as pessoas que possuam ou venham a ter informações possam comunicar imediatamente as autoridades policiais de forma a encontrar o menor ou o suspeito no mais curto espaço de tempo.

Para a vice-presidente do IAC, algumas situações de raptos parentais, que "estão a aumentar" e alguns terminam de forma trágica, deviam ser incluídas no sistema de alerta.

Dulce Rocha lembrou o caso de dois jovens irmãos holandeses que estavam desaparecidos desde 06 de Maio, altura em que se encontravam com o pai, tendo sido encontrados mortos no domingo.

Os irmãos viviam com a mãe, divorciada deste 2008. O pai, que se suicidou e cujo corpo foi encontrado no dia 07 de Maio, tinha sido acusado de maus tratos à mãe e aos filhos e, recentemente, tinha visto limitado o direito ao contacto com os filhos.

"Pareceu-me logo mau presságio o pai ter aparecido com indícios de suicídio", disse Dulce Rocha, que falava à agência Lusa a propósito da VII Conferência Crianças Desaparecidas e Exploradas Sexualmente, que se realiza na sexta-feira para assinalar o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas (25 de Maio).

Perante a gravidade deste tipo de situações, "provavelmente, temos de rever o nosso sistema Alerta Rapto, que não contempla situações de raptos parentais é só para raptos de terceiros".

Dulce Rocha explicou que o alerta deveria ser accionado em "determinadas situações" de raptos parentais, nomeadamente naquelas em "haja informação sobre violência, sobre desrespeito constantes ou até uma ideia fundada" de que o progenitor tem perturbações mentais.

"Se estes casos já têm antecedentes há um dever de maior cuidado e vigilância", defendeu, considerando que é preciso estar atento quando "as mães mostram terror de os pais ficarem sozinhos com os filhos".

"Não podemos desvalorizar esse receio, que muitas vezes é fundado", disse Dulce Rocha, sublinhando que nos casos de protecção de menores "não se pode ter medo de pecar por excesso, é melhor do que pecar por defeito, porque depois as consequências são dramáticas".

"Eu costumo dizer que os erros que podem prejudicar os adultos ultrapassam-se, mas os erros contra as crianças muitas vezes são irreversíveis", comentou.

Dulce Rocha lembrou ainda o impacto que estas situações têm nas crianças: 

"Quando ficam sem contacto com o outro progenitor e são levadas para sítios diferentes, sentem uma enorme insegurança, uma desprotecção muito grande e ficam à mercê de quem as levou para um local desconhecido".

Para a responsável, a "sensibilização é fundamental": A directiva europeia e convenção de Lanzarote "apostam muito na prevenção, na formação dos magistrados, dos polícias, de todos os profissionais que lidam com estas questões".

FONTE>>http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=76577