domingo, 28 de julho de 2013

Adolescente desaparecida há 20 dias é encontrada em Solânea

SOLÂNEA (PB) - A adolescente Camila Pinto de Lima, 12 anos, que estava desaparecida desde o início deste mês de julho, foi encontrada nesta quarta-feira (25) no município de Solânea, Agreste paraibano. Ela passou 20 dias desaparecida, desde que fugiu de uma audiência que participava na 1ª Vara da Infância e Juventude de João Pessoa.
Camila apresenta problemas mentais e estava sob a custódia do conselho tutelar de João Pessoa.
A menina é oriunda da cidade de Brejo do Cruz e a prefeitura de João Pessoa está tentando na Justiça o seu retorno para o convívio da família. Durante a audiência a menina pediu para ir ao banheiro e desde então estava desaparecida.
Em solanêa, ela foi reconhecida por uma mulher que entrou em contato com as autoridades.


Do Portal Mídia

Famílias procuram por adolescentes desaparecidas em Maceió, AL

Famílias prestaram o Boletin de Ocorrência na tarde de segunda-feira (22) (Foto: Divulgação/Polícia Civil)Famílias prestaram o Boletin de Ocorrência na tarde
de segunda-feira (22)
(Foto: Divulgação/Polícia Civil)
A Delegacia de Crimes Contra a Criança e o Adolescente (DCCCA) divulgou, na tarde desta terça-feira (23), as fotos de duas jovens que desapareceram na manhã de segunda-feira (22). Ítala Souza da Silva, 13, e Dayane Carla Souza dos Santos, 15, saíram de casa, no bairro do Tabuleiro, parte alta deMaceió, e não foram mais vistas.
De acordo com a delegada Bárbara Arraes, titular da DCCCA, há suspeitas de que as duas meninas tenham fugido. “As famílias vieram prestar o Boletim de Ocorrência e informaram que elas tinham levado alguns pertences. Os pais estão angustiados pois, segundo eles, isso nunca havia ocorrido”, revelou.
A delegada pede que quem tiver informações sobre as adolescentes comunique pelo telefone 3315-9941, ou pelo Disque Denúncia 181.

Polícia procura por criança de 12 anos desaparecida em Maceió

A Delegacia dos Crimes Contra a Criança divulgou, nesta sexta-feira (26), a fotografia de Davi Martins da Silva, 12, que está desaparecido deste o último domingo (21). Ele tem deficiência intelectual e mora com a família no Benedito Bentes, parte alta de Maceió.
Davi Martins da Silva está desaprecido desde o último domingo (Foto: Divulgação/PC)Davi Martins da Silva está desaprecido desde o último domingo (Foto: Divulgação/PC)
Parentes do garoto estão desesperados e procuraram a delegacia para informar que no domingo ele foi até a casa de um vizinho, no conjunto Freitas Neto, no Benedito Bentes II, e não voltou mais.
A delegada Bárbara Arraes pede a quem tiver informações sobre o menino comunique pelo telefone da Delegacia 3315-9941, ou pelo Disque Denúncia 181.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Criança é sequestrada de dentro do carro do pai na Califórnia

SÃO FRANCISCO, 12 Jul (Reuters) - Um pai que disse que sua filha pequena foi sequestrada de dentro de seu carro no estacionamento de um supermercado na Califórnia enquanto ele foi rapidamente dentro da loja foi preso acusado de expor criança ao perigo e a polícia intensificou as buscas pela menina na quinta-feira.
O pai, John Webb, 49, de Oakland, foi preso com fiança estabelecida em 100 mil dólares e comparece a sua primeira audiência em tribunal nesta sexta-feira, sob acusações relacionadas ao desaparecimento de sua filha de 21 meses, Daphne Viola Webb, disseram as autoridades.
Webb disse aos investigadores ter deixado um parente deficiente e a filha em seu veículo enquanto corria dentro de uma loja em East Oakland para comprar bebidas em torno das 11h (horário local) da quarta-feira, informou a porta-voz da polícia Johnna Watson.
Quando Webb retornou ao seu veículo, a garota havia desaparecido, segundo contou à polícia. Watson disse que pelo menos uma testemunha alegou ter visto uma mulher não identificada levar a garota.
Webb não era considerado suspeito, disse Watson. Mas acrescentou que ele havia sido preso por ter deixado um garota de 21 meses de idade sozinha no carro com sua mãe de 87 anos que sofre de demência.
As buscas pela garota continuavam na quinta-feira à noite com dezenas de policiais, incluindo investigadores de homicídios e agentes do FBI, cachorros, um helicóptero e um barco com uma câmera submarina, disse Watson.

Crianças Uiraunenses desaparecidas são encontradas em Caruaru/PE durante a madrugada

As Duas Crianças: Keise Haiara Morais de Andrade 11 anos, e Lívia Suhália Lucena Martins, 03 anos que estavam desaparecidas foram encontradas durante a madrugada na Rodoviária de Caruaru no Estado de Pernambuco.
Conforme, o Tutor das Menores, Francisco Francinaldo da Silva, a Genitora, que é sua cunha, Rejane Lucena Morais, 34 anos, sentiu-se pressionada, depois da repercussão da notícia pela Imprensa, e negociou entregar as Meninas sem que a mesma fosse presa por sequestro.
Um Veículo saiu de Uiraúna até Caruaru para pegar as Meninas que já chegaram a Uiraúna na manhã dessa Sexta-feira.
O Juiz Dr. José Normando Fernandes tinha expedido um Mandado de Busca e Apreensão contra a Rejane Lucena Morais, acusada de sequestrar as próprias Filhas que estavam em poder do Cunhado, Francisco Francinaldo da Silva, e da Tia, Ângela Morais Silva.
Rejane deixou o ex-companheiro há três anos em Uiraúna e voltou para o ex-marido em São Paulo. Desde então permanecia na Capital Bandeirante.
No final de semana retornou a Terra Natal para rever familiares.
Ontem pela manhã, pediu a Irmã para sair com as duas Menores para tomarem banho em clube social, momento que despareceu com as Meninas, ensejando a denuncia de sequestro junto à justiça, haja vista as menores estarem sobre a responsabilidade de Francisco Francinaldo da Silva.
Rejane vai responder na Justiça pelo ato que praticara na Cidade de Uiraúna.

fonte>>http://www.portalsertaoemfoco.com.br/noticia/951/criancas-uiraunenses-desaparecidas-sao-encontradas-em-caruaru-pe-durante-a-madrugada

Mãe condenada por pedir punição para estupradores da filha será indenizada

Tang Hui durante o julgamento em Changsha, na província de Hunan, nesta segunda-feira Foto: AFP

Uma mãe chinesa cuja filha foi estuprada e forçada a se prostituir ganhou nesta segunda-feira na Justiça uma indenização contra o governo da província de Hunan por ter sido sentenciada a um campo de trabalho após fazer campanha para os sequestradores de sua filha receberem punições mais severas, informa o jornal South China Morning Post, de Hong Kong.  
Em outubro de 2006, a criança de 11 anos foi sequestrada, estuprada repetidas vezes e forçada a se prostituir até ser encontrada três meses depois. Uma corte de Hunan condenou dois dos sequestradores à morte, quatro à prisão perpétua e um a 15 anos de detenção.
Tang Hui tinha sido sentenciada a reeducação em um campo de trabalhos em Yongzhou, no ano passado, por ter "seriamente perturbado a ordem social e promovido impacto negativo na sociedade" após conduzir uma campanha pedindo punições mais severas para os acusados de estuprar sua filha. 
Nesta segunda-feira, o tribunal de Hunan concedeu a Tang uma indenização de 2,641.55 yuan (cerca de R$ 1 mil) a ser paga pela comissão local de campos de trabalho. Ela apelava contra uma decisão de uma corte intermediária que, em 19 de abril, negou o pedido de indenização contra as autoridades de Yongzhou que a enviaram para o campo de trabalhos. Durante o julgamento, a autoridade que a sentenciou ao campo ofereceu uma desculpa oral por sua ação. 
Tang foi dispensada do campo de trabalhos após cumprir apenas uma semana no local devido ao debate público gerado pelo caso, que também levou a um debate sobre possíveis reformas no controverso sistema de detenções. 

Polícia encontra crianças desaparecidas em SP

Policiais resgataram quatro crianças perdidas na região de Cajamar, Grande São Paulo, por volta das 7h desta segunda-feira. As crianças desapareceram por volta de 12h do último domingo e estavam em um sítio até serem localizadas pelas autoridades.

A PM foi acionada por volta das 17h de ontem, no bairro do Parque Alvorada, quando começou a procurar as quatro crianças. A mãe de duas delas disse que seus filhos, junto com um sobrinho e um amigo, estavam brincando perto de casa antes de sumirem.

Os policiais fizeram buscas durante toda a noite e nesta segunda-feira, pela manhã, encontraram as crianças em um sítio próximo ao local onde desapareceram. Todas passam bem.

Meu Filho Sumiu – Site e App ajudam no encontro de crianças desaparecidas



Você conhece alguém ou alguma família que tem um filho desaparecido? A tecnologia pode ajudar. Atualmente no Brasil, 40 mil crianças ficam desaparecidas. Assim, foi lançado o ‘Meu Filho Sumiu’, um sistema que alerta e divulga as crianças desaparecidas, de uma forma muito simples.
Cadastrando a criança no site, ela é divulgada pelas redes sociais e perfis de vigilantes voluntários em todo o país. Além disso, o ‘Meu Filho Sumiu’ tem aplicativos para iPhone , Facebook e  Twitter para localizar e divulgar essas informações.  O projeto atua em conjunto com ONGs, governo e outras instituições do país.
Para mais informações, consulte a página oficial do Meu Filho Sumiu!
Confira um video criado pelo pessoal do projeto explicando como funciona essa ferramenta.

“Ela queria se livrar da criança”, diz polícia sobre mãe que matou a filha

O delegado de polícia Antonio Edson, da Delegacia de Homicídios, disse em entrevista para a imprensa na manhã desta terça-feira, 16, que a adolescente que matou a própria filha com golpes de pedra no domingo queria se livrar da criança. A menor é usuária de drogas e costumava sair para festas, mas após o nascimento da menina sua rotina mudou.
“Ela tinha que cuidar da criança e não conseguia conciliar as obrigações com suas festas e isso gerava problemas em casa”, afirmou o delegado que colheu depoimento da acusada durante várias horas na madrugada de hoje.
Em um primeiro instante, a mãe disse para a polícia que ela teria sido sequestrada e morta na noite de domingo (14). A adolescente havia falado que caminhava com a menina pelo centro da cidade por volta das 22h quando dois homens encapuzados, que estavam em um carro, a abordaram e arrancaram a menina dos braços dela.
Divulgação
Danielly Gouveia Lima, de um ano e 6 ...
Depois, na delegacia ela mudou a versão. A menor disse que apenas um homem teria levado a criança.
A polícia desconfiou das versões apresentadas desde o início do caso. Segundo o delegado, as histórias não se sustentavam. “É inconcebível que seqüestradores levem uma criança e não negociem. Qual seria a motivação? Toda a história estava fundamentada em fantasias da acusada”, pontuou o delegado.
Ainda conforme a polícia, a menina Karina Danielly Gouveia Lima, de apenas um ano e 6 meses foi morta com um pedra de aproximadamente 4 kg. A roupa usada pela assassina foi encontrada com vestígios de sangue e serviu como prova do crime.
“Durante o depoimento ela fantasiou bastante. Mudou de versão, mas quando nós apresentamos a roupa suja ela terminou confessando e narrou em detalhes a monstruosidade que fez”, afirmou Antonio Edson. 
A partir de agora a adolescente vai ficar à disposição da Promotoria da Infância e da Juventude de Rio Largo. Por ser menor ela deverá cumprir medidas socioeducativas como penalidade pelo ato infracional. Conforme a polícia, o crime foi um homicídio qualificado.

Mãe confessa ter matado criança de um ano em Rio Largo, diz polícia

Criança de um ano e seis meses foi morta com uma pancada na cabeça (Foto: Fabiana de Mutiis/G1)
O caso da criança de 1 ano e 6 meses, que foi encontrada morta na manhã de segunda-feira (15), no município de Rio Largo, região Metropolitana de Maceió, teve uma reviravolta na madrugada desta terça. A primeira versão apresentada pela família à polícia é que a criança teria sido sequestrada e morta na noite de domingo (14). No entanto, segundo a polícia, a mãe da menina, uma adolescente de 17 anos, confessou o assassinato da filha em depoimento na Delegacia de Homicídios.
O corpo da menina, que morava com a família na cidade de Rio Largo, foi encontrado na lateral de uma ponte que dá acesso a saída da cidade. Na ocasião, mãe da criança disse que dois homens a abordaram e levaram a pequena Karina Danielly Gouveia.
De acordo com o delegado Antônio Edson Sousa, em depoimento, a adolescente mudou a versão e confessou o assassinato da criança. Ela teria dito que sua vida mudou depois que a filha nasceu e que a menina se tornou um problema em sua vida. “A mãe contou que levou a criança para a Ladeira da Cachoeira, desferiu três golpes na cabeça dela com uma pedra e abandonou o corpo no local”, contou o delegado.
  •  
"Em 15 anos de polícia, nunca vi nada do tipo", afirmou o delegado Antônio Edson. (Foto: Carolina Sanches/G1)'Em 15 anos de polícia, nunca vi nada do tipo',
afirmou o delegado Antônio Edson.
(Foto: Carolina Sanches/G1)
No primeiro relato, algumas horas depois que o corpo foi encontrado, a adolescente disse aos policiais que caminhava com a criança pelo centro da cidade por volta das 22h quando dois homens encapuzados, que estavam em um carro, a abordaram e arrancaram a menina dos braços dela.
Frieza
Em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (16), o delegado Antônio Edson afirmou que o crime teve características de frieza. "A mãe da criança não demonstrou arrependimento em nenhum momento. Em 15 anos de polícia, nunca vi nada do tipo", disse.
Sousa destacou que a criança não era registrada pelo pai. "Nós já identificamos o pai da criança e achamos que é importante ouví-lo também".
O crime causou grande repercussão na cidade de cerca de 70 mil habitantes. De acordo com o conselheiro tutelar da região de Rio Largo, Marcos Casteli, a adolescente era uma pessoa tranquila. "O que vem causando mais revolta na população, inclusive, era que ela trabalhava no transporte escolar de crianças em Rio Largo", afirmou.
As informações preliminares da polícia apontaram que a menina recebeu uma pancada na nuca. Segundo alguns parentes da mãe da vítima, ela estava indo para a casa da avó da menina.

Ela passou o dia na sede do Conselho Tutelar do município e foi levada para a Delegacia de Homicídios à noite. Na madrugada desta terça, a adolescente teria confessado o crime. Segundo o delegado, o caso será encaminhado para a promotoria da cidade.

Criança sequestrada no comércio de Penedo é encontrada na Marituba do Peixe


Final feliz. Após dois longos dias, terminou o sequestro do bebê de dois meses, Antônio José, levado da mãe, Fernanda Ferreira da Costa, 29 anos, no ultimo sábado (20), no comércio de Penedo. Após uma mulher oferecer ajuda para segurar a criança.
A descoberta da acusada se deu através de uma ligação anônima, onde agentes plantonistas da 85º DP, com as informações recebidas, iniciaram as investigações. “Ligaram informando que a criança sequestrada poderia estar no povoado Marituba do Peixe, distrito de Penedo. Nos dirigimos ao local mencionado e encontramos a sequestradora deitada na cama, ao lado do bebê Antônio José”, esclareceu o chefe de operações, Antônio Augusto.
Genilsa Caetano dos Santos, 27 anos, foi presa em flagrante delito pelo crime de sequestro e cárcere privado. A acusada sequestrou o bebê na tentativa de substituir uma gestação interrompida aos cinco meses. “Eu abortei em casa aos cinco meses, não sei bem o que aconteceu. Tentei esconder a perda para a minha mãe e o meu marido, trazendo outra criança para casa”, disse.
A sequestradora segundo o seu depoimento, teve a gravidez interrompida e, não tinha contado para ninguém. Na tentativa de substituir, raptou o bebê de dois meses e levou para a sua casa na Marituba do Peixe, zona rural de Penedo e contou para ao marido que era a criança dos dois que acabará de nascer.
Com o seu filho nos braços, Fernanda Ferreira da Costa, 29 anos, agradeceu o empenho de todos em encontrar, Antônio José, de apenas dois meses. “Agradeço primeiramente a Deus por me dar forças nestes dois dias que fiquei longe da minha criança. Dois dias de sofrimento, sem comer, sem fazer nada. Nosso Senhor quem fortaleceu a nossa família. Em segundo lugar, aos agentes que trabalham para trazer meu bebê de volta aos meus braços”, comemorou Fernanda Ferreira que volta para o povoado Capela, onde reside na zona rural de Penedo, com o seu filho nos braços.
A ação policial foi coordenada pela equipe do delegado plantonista Thomaz Acioly, da 85º Delegacia de Polícia da Cidade de Porto Real do Colégio, com o apoio dos agentes, Antônio Augusto e Milton Santos. 

Crianças desaparecidas na mata são encontradas em Cajamar

Crianças desaparecidas na mata são encontradas em Cajamar

A Polícia Militar encontrou quatro crianças, com idades entre 4 e 6 anos, que se perderam em uma mata, na região de Cajamar, na Grande São Paulo, na manhã desta segunda-feira (22/07). 

Um caseiro notou que uma lona cobria o trator do sítio em que trabalha. Como não havia colocado o plástico lá, estranhou e foi verificar. Ao se aproximar, percebeu que as quatro crianças estavam escondidas.

O homem chamou a Polícia Militar e uma equipe do Comando de Operações Especiais (COE) foi até o local. Segundo o capitão Iron Sérgio Ferreira da Silva, comandante do COE, elas haviam desaparecido na tarde de domingo (21/07) e, desde então, as equipes a procuravam.

As crianças sofreram apenas pequenos arranhões e foram encaminhadas para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Logo em seguida, foram levadas à Delegacia de Cajamar para serem entregues aos pais.

Imprensa da Secretaria Estadual de Segurança


fonte>>https://www.facebook.com/radarpolicialnoticias/posts/567425879967334

História de menina criada Belém pode esclarecer casos de crianças desaparecidas nas mãos de militares no Araguaia

Lia Cecília da Silva Martins, uma microempresária que vive na cidade de Catalão, em Goiás, é o elo perdido que pode esclarecer um dos mais escabrosos crimes da ditadura militar: o desaparecimento forçado de bebês e crianças filhos de militantes do PCdoB fuzilados no Araguaia.
Arquivo pessoal
A tia Sandra (esquerda) é a mais parecida com Lia, que reencontrou a família do pai morto em 2009
Sequestrada com poucos meses de idade e levada para um internato em Belém, no Pará, hoje aos 39 anos, Lia é um desses bebês cuja sobrevivência assusta os militares que tentaram eliminar todos os vestígios da guerrilha, sumindo inclusive com os órfãos do conflito. Há informações que levam ao desaparecimento de oito crianças pelas mãos de militares. Os indícios mais fortes rondam três casos.
Lia, o mais forte deles, ao ser entregue por dois homens que se apresentaram como autoridades (um como delegado e o outro como militar) ao orfanato Lar de Maria, um centro espírita no bairro São Brás, em Belém, em junho de 1974, tinha o corpo cravejado de picadas de mosquito e estava esquálida. A instituição, à época, era dirigida por um coronel do Exército, Oli de Castro, seu fundador.
Pelos fragmentos de história que chegam a Lia, antes a dupla teria tentado internar o bebê numa creche conhecida por Berço de Belém, da igreja católica, no mesmo bairro, mas as freiras que geriam a instituição não aceitaram o inusitado pedido.
A criança foi então deixada com o casal Sandoval e Eumélia Martins, que cuidavam do centro espírita e do orfanato, com a promessa de apanhá-la de volta. Nunca mais foram vistos. Afeiçoada ao bebê, Eumélia a registrou clandestinamente como filha do casal no dia 1º de julho de 1974 no cartório mais próximo.
Lia soube que havia sido adotada aos nove anos de idade, mas só em 2009 se interessou pela história ao ler uma reportagem publicada no jornal O Estado de S. Paulo. Era o relato de um dos guias dos militares, José Maria Alves da Silva, o Zé Catingueiro, apontando a existência de “um bebê branco” retirado da mãe pelos militares e que poderia ser filho de um guerrilheiro.
Arquivo pessoal
Lia e tia Maria Eliana se encontram em restaurante em Brasília
“O relato tinha detalhes parecidos com os da minha vida. Decidi então entrar em contato com o jornal”, diz ela. Os episódios seguintes mudaram a vida de Lia e dos Castro, uma família cearense que há quase duas décadas andava atrás de vestígios do ex-estudante de farmácia e bioquímica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Antônio Teodoro de Castro, quadro do PCdoB, conhecido entre os militantes por Raul, desaparecido no Araguaia.
Traços faciais e DNA
Um a um, ela foi conhecendo os oito irmãos de Raul. Primeiro a advogada Mercês, depois Maria Eliana, Paulo, Roberto, Vitória, Socorro, Laura e Sandra. Num restaurante em Brasília, onde se encontrava com Maria Eliana, veio a testemunhar um fato curioso: um amigo da família Castro foi ao encontro de Maria Eliana e, depois de um abraçá-la, estranhou o distanciamento de Lia: “poxa Sandra, você nem me cumprimentou”, disse, dirigindo-se a Lia, que reagiu com certa perplexidade. Lia é parecida com as irmãs do guerrilheiro, mas a semelhança mais notável é com Sandra, com a qual foi confundida em outras ocasiões.
Em 2010, Lia decidiu tirar a limpo sua história. Um primeiro teste, de comparação dos detalhes faciais com as tias tornaria desnecessário prosseguir a investigação, mas ela aceitou fazer um teste de DNA. O laudo apontou 90% de coincidências entre seu código genético e os de seis de seus tios. Os outros 10% poderiam ser eliminados se os restos mortais de Raul fossem encontrados.
“Não temos dúvida de que a Lia é filha de nosso irmão”, afirma Maria Eliana. Para confirmar oficialmente a paternidade, ela solicitou que a Comissão de Mortos e Desaparecidos da Secretaria Especial de Direitos Humanos (CMD-SEDH) faça o mesmo teste através do banco de sangue de familiares de desaparecidos.
O pedido, encaminhado numa petição de 24 páginas assinada pelo ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto e pela advogada Camila Gomes de Lima, ao qual o IG teve acesso com exclusividade, pode desvendar o último segredo da história de Lia.
Filha da guerrilha
“Gostaria de saber quem é minha mãe”, diz ela. “Me falaram que era estrangeira, que se incorporou à guerrilha e que fazia também observações sobre o movimento de pássaros”, afirma. A petição requer três informações: a função e legislação que rege o banco de sangue criado pela SEDH; o resultado dos exames de amostras de sangue deixados por Lia e seus prováveis tios; e, o mais importante, que os mesmos códigos de DNA sejam cruzados com os de familiares de 12 guerrilheiras desaparecidas que conviveram com Antônio Teodoro de Castro durante o período em que ele esteve no conflito, entre 1972 e final de 1974.
Existem muitas lendas sobre o “bebê branco” sequestrado pelos militares. A primeira, a de que seria filha de Raul com uma moça da região, conhecida por Regina; a segunda, a de que seria resultado do romance do guerrilheiro com a tal estrangeira; e, por último, que seria filho de Raul com uma das militantes do PCdoB que morreram no Araguaia.
Arquivo pessoal
Mercês foi a primeira tia, irmã do pai guerrilheiro, que Lia conheceu
“É plausível que a Lia seja filha de Theó (com o guerrilheiro era chamado em família) com uma das guerrilheiras. Se não for, pelo menos descartaremos uma das hipóteses”, diz Eliana. “Nos relatos nada é exatamente preciso. Por isso é razoável que se faça o confronto com as guerrilheiras”, afirma a advogada Camila. Ela reclama da morosidade da CMD-SEDH que, segundo afirma, tem adotado uma postura dúbia sobre casos do gênero. As amostras de sangue estão com o órgão há mais de um ano.
A jornalista Myrian Alves, que há duas décadas pesquisa a guerrilha, diz que diante da inconsistência das duas primeiras hipóteses, é mais provável que Lia seja filha de Raul com outra militante do PCdoB.
Porta da esperança
Maria Eliana conta que o coordenador CMD, Giles Gomes, justificou a inércia do governo argumentando que o caso é delicado por envolver a privacidade de familiares e sugeriu a alternativa de quem não quer incômodo: que as amostras sejam colhidas depois de uma negociação com parentes das guerrilheiras. A sugestão foi aceita.
Nunca deixei de buscar os meus pais verdadeiros. O que me contaram é que fui arrancada dos braços de minha mãe na prisão. Agora que sei quem é meu pai, um homem de caráter e idealista, vou ajudar a encontrá-lo. Quero dar a ele um enterro digno
O requerimento dos advogados é uma primeira tentativa de convencer o governo federal a cumprir sua obrigação, prevista na Constituição e nos tratados internacionais. O documento foi protocolado no dia 1º de abril, mas mesmo que a lei determine resposta em até cinco dias, até hoje a CMD não respondeu.
Caso a demora persista, a família de Raul pretende recorrer à mesma Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da Oranização de Estdos Americanos (OEA), que já condenou o estado brasileiro por graves violações no caso da Guerrilha do Araguaia. Ela seguiria o precedente adotado num caso semelhante pela família Maria Mascarena Gelman, no Uruguai, que recorreu a CIDH e obrigou o governo de seu país a identificar seus pais.
Lia viveu por 30 anos o mistério de sua origem, mas só decidiu mergulhar mesmo na busca depois que seus pais adotivos morreram. Ela guardou segredo sobre os contatos com os prováveis tios por mais de um ano e só aceitou fazer o teste de DNA depois que Sandoval faleceu, em 2010, aos 89 anos. Antes, quando tinha 16, um dos seis irmãos da família adotiva, Paulo, chegou a sugerir que procurasse o apresentador Silvio Santos e levasse sua história para o quadro Porta da Esperança, do SBT. Desistiu ao perceber que Sandoval se sentira constrangido e inseguro.
Arrancada da mãe
“Meu pai adotivo me amou muito e tinha medo de me perder. Também o amo e decidi então que enquanto vivesse não tocaria no assunto. Mas nunca deixei de buscar os meus pais verdadeiros. O que me contaram é que fui arrancada dos braços de minha mãe na prisão. Agora que sei quem é meu pai, um homem de caráter e idealista, vou ajudar a encontrá-lo. Quero dar a ele um enterro digno”, diz.
Lia é uma mulher simples, mas sua visão de mundo é de uma objetividade e resignação raras para quem a vida não para de provocar os sobressaltos. Durante as buscas pelo pai verdadeiro, apaixonou-se pelo também microempresário Márcio Carneiro, dono de uma empresa de capacitação de recursos humanos em Catalão. Do casamento, nasceu Cecília, a neta do guerrilheiro que, por um daqueles golpes do destino, depois de uma luta paralela travada pelo casal, faleceu de leucemia aos 14 meses de idade em 2012.
Ao seu tempo
“Minha história é forte, mas tenho preparo espiritual. Fui criada dentro de um centro espírita e sei que tudo vai acontecer no seu tempo” diz, resignada. “A Lia é um a dádiva”, afirma Maria Eliana, emocionada com as descobertas.
A busca pela mãe, mais uma luta, é um mosaico cujas peças já teriam sido juntadas ou descartadas se não fosse a negligência do Estado brasileiro e do PCdoB. A família encaminhou à SEDH uma lista de doze guerrilheiras que conviveram com Raul até este ser preso e fuzilado em 1974.
Não temos dúvida de que a Lia é filha de nosso irmão.
O pedido prioriza os testes de DNA com familiares de cinco guerrilheiras: Sueli Yomiko Kanayama; Lucia Maria de Souza, conhecida por Sônia; Luiza Augusta Guarlippe, a Tuca; Dinalva Conceição Teixeira, a Dina – guerrilheira mais famosa do Araguaia –; e Telma Regina Cordeiro Correa, cujo apelido, Lia, por coincidência, foi um dos prenomes de batismo da órfã que chegou ao Lar de Maria.
Como segunda opção, foram incluídas na lista encaminhada a SEDH os nomes das guerrilheiras Maria Célia Corrêa, Helenira Rezende de Souza Nazareth, Jana Moroni Barroso e Walkiria Afonso da Costa, fuzilada em 25 de outubro de 1974, a última personagem da guerrilha capturada viva e executada pelos militares.
Os casos Osvaldão e Dina
O esclarecimento do caso Lia deve levar os familiares a pressionar pela busca de outras crianças desaparecidas no Araguaia. Um deles é conhecido como o caso do “menino negro”, de três anos de idade, cujos relatos apontam para a possibilidade de tratar-se de mais um filho de Osvaldo Orlando da Costa, o Osvaldão, um militante de dois metros de altura, militar, engenheiro, lutador de boxe e o mais caçado dos guerrilheiros. Foi também o que mais laços – amorosos e de amizade – criou com os camponeses da região. Chegou lá em 1966 como dono de garimpo e mariscador (caçador que vende pele de animais) e, como Dina, faz parte das lendas do Araguaia.
O suposto filho de Osvaldo, segundo os moradores, teria sido retirado da mãe, Maria Castanheira, em Araguarina, e nunca mais foi visto. Da mesma cidade teriam sido levadas outras crianças, entre elas Lia. Abalada pela perseguição, Maria teria morrido “dos nervos”, segundo relato de camponeses. “José Reis, um dos oficiais que estiveram no comando da repressão no Araguaia me contou que o filho de Osvaldo foi adotado por um militar que o levou para Fortaleza”, conta jornalista Myrian Alves. O menino, segundo ela, chama-se Giovani e seu desaparecimento é amplamente conhecido na região.

O outro caso envolve Dina. Ao ser presa por Curió em julho de 1974, junto com Tuca, dizem os moradores, ela estava grávida e, antes de ser executada, teria dado a luz a uma menina. Os pesquisadores dizem que os casos dos bebês e crianças desaparecidas no Araguaia fazem parte de uma história oral, sem documentos de comprovação. Os rastros podem estar em orfanatos – como o de Belém –, destinos frequentes de órfãos de oponentes executados pelas Forças Armadas ao longo dos conflitos ocorridos no Brasil.

Menina sequestrada dos braços da mãe é encontrada morta



Terminaram de forma trágica as buscas a uma menor de um ano e seis meses que teria sido levada por dois homens encapuzados dos braços da mãe, uma adolescente de 17 anos, durante a noite do domingo (14) no momento, conforme as primeiras informações, que ela estava indo para a casa da avó da criança.

Na manhã desta segunda-feira (15), o corpo de Karoline Daniela Gouveia de Lima, foi encontrado jogado na lateral da Ponte Wilton Ramalho, conhecida como Ponte da Cachoeira, no bairro Gustavo Paiva, no Centro da cidade de Rio Largo, na Grande Maceió, onde morava.

Informações confirmadas por equipes do 8º Batalhão da Polícia Militar (8º BPM) dão conta que a pequena Karoline apresentava uma pancada na nuca. Também não se descarta a possibilidade da criança ter sido vítima de violência sexual.

Equipes da Delegacia de Homicídios (DH), sob o comando do delegado Ronilson Medeiros, já estão empenhados no sentido de esclarecer o crime. Os policiais já foram informados que a mãe havia comentado com alguns familiares que estava ameaçada de morte. Karoline era filha única.

Escolas localizadas no entorno do Ipat retomam as aulas em alerta constante


Na escola municipal Solange Nascimento, funcionários de uma empresa de segurança particular fazem o patrulhamento
Na escola municipal Solange Nascimento, funcionários de uma empresa de segurança particular fazem o patrulhamento (Euzivaldo Queiroz)
Alerta é a palavra de ordem nas escolas localizadas na BR-174 e que estão próximas ao Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat). As gestoras das escolas usam o monitoramento de câmeras e o acompanhamento de uma equipe de segurança particular na tentativa de evitar algo considerado comum entre os moradores da região: ficar cara a cara com fugitivos da Justiça.
Na terça-feira passada, 176 internos fugiram do Ipat durante uma rebelião. Desde então, apenas 97 foram capturados pela polícia e quatro pessoas foram encontradas mortas, possivelmente, foragidos. A maioria deles, segundo a estimativa da polícia, permanece na mata que cerca a BR-174.
A poucos metros de distância do instituto penal, 307 crianças e adolescentes entre 4 e 14 anos estudam. Antes de começar as aulas, os alunos da escola municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Ester se reúnem para pedir “proteção divina” contra os fugitivos. A escola é alvo de constantes assaltos e não possui vigias ou porteiros. A segurança do local fica a cargo dos professores, funcionários administrativos, diretora e de uma empresa particular contratada pela Semed.
“Todos os dias conversamos com eles para que não reajam se encontrarem um fugitivo. É comum as crianças me procurarem para contar que viram homens na mata pedindo que vão ao encontro deles. Orientamos aqui para que nos procurem, que nós acionamos a polícia”, disse a diretora da instituição, Elineide Pereira.
Na parede da escola cartazes que pregam o fim da violência convivem ao lado de papéis com os números diretos da polícia e comunicados para os pais. A escola ficou cinco dias de portas fechadas e só retomou as atividades na segunda-feira. Nos portões e áreas abertas, placas indicando a existência de monitoramento eletrônico tentam inibir os foragidos, que nem sempre se intimidam.
“Em 2010 dois homens apareceram aqui pedindo água. Eles pularam o muro, que é baixo, e entraram na escola exigindo água. Fico muito apreensiva não pela minha vida, mas por essas crianças. Se acontece algo eu não vou poder abraçar todos para protegê-los. Essa sensação de falta de segurança é horrível”, disse Elineide.
‘Prisão’
A 4 quilômetros do local, a escola municipal de Ensino Fundamental Solange Nascimento voltou a funcionar normalmente ontem. A porta principal é fechada por uma trava eletrônica cujo controle fica dentro da diretoria. Câmeras espalhadas pelas principais áreas da escola e o reforço na iluminação são as medidas encontradas pela diretora para evitar possíveis situações constrangedoras. Parece uma prisão, mas foi a forma encontrada para manter os alunos seguros contra os foragidos. “Se formos parar todas as vezes que há uma fuga no Ipat, teremos que viver em calendário especial”, disse Marlondia Miranda, diretora da escola.
Empresa particular na segurança
Uma empresa de segurança particular é responsável pelo reforço das escolas da BR-174. Durante todo o dia, agentes realizam patrulha nas escolas mais próximas do Ipat, além de fazer um monitoramento eletrônico por meio de câmeras estrategicamente localizadas.
Pelo menos duas vezes por dia funcionários da empresa fazem o patrulhamento nas escolas. Um agente armado e com colete a prova de balas, entra na unidade e faz uma revista superficial antes de conversar com os funcionários e alunos.
A base da empresa fica dentro da escola municipal Solanga Nascimento. No local há aula nos três turnos e, portanto, as portas ficam abertas entre 6h e 22h. 
A pedagoga da escola, Izabel dos Anjos, acredita que a presença dos agentes tranquiliza os pais dos alunos. “Acredito que os pais ficam mais tranquilos quando os filhos estão aqui na escola. Eles sabem do nosso zelo, nossa preocupação e que faremos de tudo para protegê-los”, disse.
Segundo dados da secretaria da escola, o número de alunos não alterou após a fuga dos presos. “Aqui sai um e dez querem entrar. É uma área muito carente”, disse a diretora.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Mais de 120 crianças desapareceram em 5 meses em Cuiabá, diz polícia



De janeiro a maio deste ano, 128 crianças de zero a 17 anos de idade desapareceram em Cuiabá, conforme dados da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Na maioria das vezes, segundo a polícia, o desaparecimento ocorre por desentendimentos familiares. Ainda de acordo com a DHPP, em todo o ano de 2012, 785 casos foram registrados na capital.
Em um dos casos de repercussão, a criança Ida Verônica, de oito anos de idade, foi levada de casa no dia 26 de abril, em Cuiabá. De acordo com a Divisão Anti-sequestro, da Polícia Civil, a menina foi retirada da residência onde morava, no bairro Goiabeiras, por um homem armado que se dizia estar interessado em comprar um terreno. A polícia investiga agora a possibilidade da menina ter sido levada para a Itália pelos pais biológicos.

“Levar a imagem da pessoa desaparecida para a população ajuda e muito, porque nós sabemos que as pessoas ,que porventura tenham visto aquela criança na foto, nos trarão a informação através do nosso telefone 197”, afirmou o delegado da Polícia Civil, Silas Tadeu Caldeira.
De acordo com o delegado é necessário que as pessoas se preocupem em conhecer os vizinhos. “Isso é importante porque [os vizinhos] possam ver algo de anormal, por exemplo, uma pessoa que não tinha uma criança e passa a ter uma ao seu lado. É preciso informar [a polícia] porque essa criança pode estar desaparecida ou até mesmo raptada”, explicou o delegado.
No final de maio, uma mulher de 29 anos foi presa após sequestrar um bebê recém-nascido, no Bairro Pedra 90. Para a polícia, a suspeita confessou que o menino seria morto e seus órgãos doados para uma família no exterior.
Para ajudar a procurar crianças desaparecidas, a Ong Amigos do Bem, formou voluntários que fixam cartazes de vítimas em pontos estratégicos da cidade. A equipe também montou um site para divulgar as fotos das crianças desaparecidas. Além disso, as famílias que passam pelo drama também podem preencher um cadastro informando as características da criança.
“Nós pegamos dados dos bancos de São Paulo, do Paraná e também de Cuiabá para nos fornecer a informação. E depois disso divulgamos em todos os estados”, concluiu o presidente da Associação Amigos do Bem, Sadi Oliveira Santos.

App ajuda a identificar criança desaparecida

Pelo telefone é possível saber se criança está sendo procurada.
Em um país como a China, com 1.4 bilhão de pessoas no mundo, encontrar uma criança pode se tornar uma tarefa hercúlea. No entanto, a agência de publicidade JWT e o site Baby Back Home, que cataloga crianças desaparecidas, uniram forças para criar um aplicativo. De acordo com o site Mashable, todo mundo pode se tornar um voluntário nesta luta tão triste.
Basta tirar uma foto de uma criança e o aplicativo busca no banco de dados se ela está desaparecida ou não. Para reforçar a campanha, esculturas que ativam realidade aumentada no celular estão sendo instaladas. Assim que a câmera aponta para uma escultura, casos de crianças são mostrados.


Aplicação para o iPhone ajuda a encontrar crianças perdidas ou desaparecidas

Aplicativo foi desenvolvido por um programador britânico em parceria com a Interpol. Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas (APCD) vai realizar uma experiência no Estádio da Luz.
Trata-se provavelmente do próximo passo no que toca a situações de emergência em que crianças desaparecem, porque se perdem ou mesmo porque são raptadas.

Dá pelo nome de ‘Kish’, iniciais de ‘Kids In Safe Hands’ (Crianças em mãos seguras), e foi desenvolvida por um britânico, em parceria com a Interpol. Esta aplicação funciona como uma espécie de alerta geral, em tempo real.

A partir do momento que um menor é dado como desaparecido, pelo pai por exemplo, basta o progenitor premir um botão e uma imagem do filho é rapidamente transferida para outros terminais, como smartphones que tenham também a aplicação, ou mesmo ecrãs gigantes presentes em estádios ou centros comerciais, por exemplo.

Mas há mais, a fotografia pode também chegar rapidamente às autoridades policiais ou à própria segurança privada de um estabelecimento. A partir deste alerta rápido, numa situação ocorrida num grande centro comercial, por exemplo, as equipas podem de imediato fechar todas as portas do espaço.

A Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas diz “sim” à ideia revolucionária e está já a preparar uma simulação no Estádio da Luz. Além disso, a APCD tem já contactos feitos com a Mundicenter, companhia que faz a gestão de grandes espaços comerciais.

Só em 2011, segundo dados da Polícia Judiciária, desapareceram cerca de 1.500 crianças em Portugal.

A aplicação vai brevemente estar disponível para iPhone e o preço rondará os sete euros. Também para breve está previsto o lançamento para sistemas Android. 

Programa tenta achar crianças desaparecidas

A Prefeitura de Sorocaba aderiu recentemente ao programa São Paulo em Busca das Crianças e Adolescentes Desaparecidos, iniciativa do Governo do Estado que prevê ações voltadas para a prevenção, sensibilização, esclarecimento e localização de crianças e adolescentes sumidos  no Estado.
De acordo com Carlos Más, coordenador da abordagem social da Secid (Secretaria Municipal da Cidadania), neste momento inicial a ideia é de reunir em breve alguns órgãos e entidades ligadas a essa questão para dar início ao programa em Sorocaba. “Para tentar reunir dados e definir estratégias para trabalharmos essa questão em nosso município”, acrescenta Carlos Más.
Ações /Entre as ações desenvolvidas pelo programa estadual está o banco de DNA do Projeto Caminho de Volta que auxilia na busca por desaparecidos. Os pais registram Boletim de Ocorrência em caso de desaparecimento de criança ou jovem até 18 anos. No ato, é colhida uma gota de sangue da mãe ou pai que vai para o banco de DNA da Faculdade de Medicina da USP. Quando encontrada uma criança ou jovem em abrigo ou nas ruas, é colhida amostra de sangue e comparado com o registro de desaparecidos. Vários casos já foram solucionados assim.
Outra iniciativa estadual é o sistema Foto na Escola que, a partir de setembro deste ano, irá manter o cadastro fotográfico dos alunos da rede pública de ensino.  Inicialmente, dez escolas da Capital serão contempladas. Em outubro serão cem escolas, em novembro e dezembro, 500 em cada mês. A expansão para toda a rede será em 2014. 

A foto atualizada, disponível nas instituições de ensino, será acessada também pela polícia se ocorrer desaparecimento e for registrado o BO. 
A polícia paulista já realiza procedimentos de envelhecimento de fotos em 3D e, desde 2012, esse serviço está disponível.
No Brasil, 40 mil desaparecem todo anoSegundo o Governo Federal,  são 40 mil crianças e adolescentes desaparecidos por ano no Brasil. No Estado de São Paulo, são 9 mil casos envolvendo pessoas até 18 anos. Desses, mais de 10% possuem algum tipo de deficiência.
“Essa é uma questão muito importante e que traz dados alarmantes, já que especialistas acreditam que os dados que existem hoje não correspondem à realidade”, explica Edith Di Giorgi, vice-prefeita e secretária das pastas da Cidadania e Juventude. “Em Sorocaba ainda não temos esses dados e essa é uma das primeiras providências que pretendemos tomar.”
Os órgãos que vão ajudar nesse censo são os conselhos municipais Tutelar, dos Direitos da Criança e do Adolescente, da Pessoa Portadora de Deficiência,  da Assistência Social, Guarda Civil Municipal, Secretaria da Educação, Delegacia Regional de Ensino, Vara da Infância e Juventude e polícias Civil e Militar.