sábado, 31 de agosto de 2013

Delegado diz que boatos sobre crianças desaparecidas podem atrapalhar investigações


Porto Velho, RO –
 O desaparecimento – até agora sem explicações – do menino Arthur Pietro, de apenas três anos, desencadeou, nas redes sociais, uma série de outras denúncias envolvendo supostos casos semelhantes e alertando, inclusive, para a existência de quadrilhas especializadas em sequestros e doação de órgãos. 

Jeremias Mendes, delegado da Divisão de Homicídios da Polícia Civil, informou nesta segunda-feira (26) que todos os outros casos repercutidos, ao menos por enquanto, são boatos. 

O delegado reiterou que apenas o caso de Arthur foi registrado na delegacia. Para ele, a boataria apenas vem causando pânico na população e termina por prejudicar as investigações policiais que visam solucionar casos reais e devidamente registrados. 

Ainda de acordo com Mendes, caso todas essas crianças supostamente desaparecidas se tratassem de casos verídicos, seus parentes ou responsáveis já teriam ido à delegacia de sua competência ou até na Delegacia Especializada em Crimes Contra a Vida (DECCV) para comunicar.

Houve casos de confecção de outdoors, faixas e banners para alertar a respeito de sequestradores que, segundo Jeremias, sequer existem, tanto que em colégios de Porto Velho ou unidades hospitalares não houve qualquer registro de desaparecimento.


fonte>>http://www.rondoniadinamica.com/arquivo/delegado-diz-que-boatos-sobre-criancas-desaparecidas-podem-atrapalhar-investigacoes-,56164.shtml
*

'Nunca vou perder a esperança', diz mãe de filho desaparecido há 22 anos

Mais de sete mil pessoas, entre crianças, adolescentes e adultos estão desaparecidas em todo o Brasil. É o que aponta um levantamento da Associação Brasileira de Busca e Defesa de Crianças Desaparecidas (ABCD). A ONG é popularmente conhecida como "Mães da Sé". Para facilitar o processo de busca, a Secretaria de Direitos Humanos, em parceria com o Ministério da Justiça, mantém, desde 2010, o Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos, contudo, o órgão não está atualizado com o número real de desaparecidos.
Segundo a Secretaria de Direitos Humanos, o problema acontece porque a instituição depende da adesão das secretarias de segurança dos estados para enviar dados, que são convidadas a participar do cadastro. Atualmente, apenas 286 casos estão registrados no site. Destes, conforme o cadastro, 23 desaparecimentos ocorreram no Paraná, ou seja, 8,04% dos casos. Delegacia do estado trabalha atualmente com 25 casos.
O cadastro consiste em um banco de dados alimentado com informações sobre crianças e adolescentes desaparecidos, incluindo as pessoais e aquelas relativas à identificação civil e à imagem. Mediante autorização dos cadastrantes, algumas das informações podem ou não ser exibidas ao público em geral, mas todas ficam disponíveis à rede de delegacias de Polícia Civil integradas ao cadastro para apoio às ações de busca, localização e identificação de desaparecidos.
Arlete olha o álbum de Guilherme diariamente  (Foto: Adriana Justi / G1)Arlete olha o álbum de Guilherme diariamente
(Foto: Adriana Justi / G1)
No Paraná, o desespero da mãe Arlete Caramês na busca pelo filho desaparecido foi primordial para a criação do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride). O órgão foi criado em 1995 e atualmente trata de 25 casos de  crianças desaparecidas. Entre elas está Guilherme Caramês, que sumiu de casa no dia 17 de junho de 1991, no bairro Jardim Social, em Curitiba.
Vinte dois anos depois do desaparecimento, Arlete, de 69 anos, conta que nunca perdeu a esperança de encontrá-lo. "Eu sei que tem muita gente que não acredita mais, mas eu nunca vou perder a esperança. Uma mãe nunca faria isso", declara. Eu acredito que ele não está morto porque nunca encontraram o corpo. Então, eu espero sim que ele volte a qualquer momento", argumenta Arlete. 
Guilherme desapareceu perto da hora do almoço, lembra a mãe. "Era uma segunda-feira e eu tinha saído para trabalhar. Na mesma manhã, Guilherme saiu para andar de bicicleta no bairro, como de costume. Antes de voltar para casa, ele me ligou no celular e disse que queria um dinheiro que ele tinha pedido pra eu guardar um dia antes. E eu disse que, quando ele voltasse para o almoço, eu entregaria o dinheiro", lembra Arlete.
Progressão feira pela Polícia Civil mostra como Guilherme estaria aos 30 anos de idade  (Foto: Divulgação/Polícia Civil)Progressão feita pela Polícia Civil mostra como Guilherme estaria aos 30 anos de idade
(Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Antes de voltar para almoçar e se arrumar para ir à escola, ele passou na frente de casa e disse para a avó que iria dar uma volta. "Depois disso, começou o nosso sofrimento. Ele nunca mais voltou", lamenta a mãe. "Algum tempo depois, eu soube que antes de passar na frente de casa, ele tinha conversado com duas irmãs gêmeas que moravam na mesma rua. E as duas tinham acabado de ganhar um coelho. Elas contaram que ele saiu de lá dizendo que também queria comprar um coelho. Então, eu deduzi que ele tinha me pedido o dinheiro para comprar o animalzinho", comenta.
Arlete contou que cerca de meia hora depois a família se deu conta do sumiço e acionou a polícia. "Eles fizeram um rastreamento por toda a região, mas não encontraram nada". Foi então que ela começou a espalhar cartazes com a foto do filho por vários lugares. "Eu ainda sofro até hoje. Mas naquela época foi muito pior. Eu cheguei a me afastar do trabalho por seis meses". Ela lembrou que, além da capital, espalhou cartazes por todo o Brasil. "Eu ia para vários lugares e enviava por correio para que as pessoas espalhassem as fotos em locais que tinha bastante circulação de pessoas, como terminais de ônibus, hospitais, entre outros", recorda. 
Guilherme  (Foto: Arquivo pessoal)Guilherme desapareceu quando tinha 8 anos de idade
(Foto: Arquivo pessoal)
"Muita gente me ligava pra dizer que tinha visto o Guilherme e eu não pensava duas vezes em ir atrás. Fui para muitos lugares que me indicaram, mas todos foram em vão. Cheguei a ir em uma seita religiosa em Buenos Aires, na Argentina, porque me disseram que havia muitas crianças no local, mas também não deu em nada", comenta a mãe.
"Naquela época eu estava muito atordoada, não media as consequências". Ela relatou que também sofreu com informações desenganadas. "Muita gente queria ajudar, mas muita gente não respeitava o nosso sofrimento e mentia ao passar trotes".


Investigação
A delegada do Sicride, Araci Carmen Costa Vargas, afirma que o caso de Guilherme é monitorado 24 horas por dia, assim como os outros.
"Nós não podemos afirmar que ele está morto, justamente porque ainda não encontramos o corpo. Então, qualquer pista ou prova pode ser aproveitada", explica. No entanto, ao ser questionada pela reportagem sobre a última informação de Guilherme, a delegada afirmou que o caso faz parte de um inquérito e que atualmente está arquivado.
Ela ressaltou que a maior parte dos casos em que crianças desapareceram no Paraná, a maioria foi encontrada com vida. Entre as principais motivações que resultaram nos sumiços, segundo Araci, estão desavença familiar, separação de pais, sequestros e violência sexual.
Com o passar dos anos, Arlete começou a dar palestras em escolas e criou uma ONG especializada em crianças desaparecidas. Entre 2000 e 2006, ela atuou como vereadora e deputada estadual. "Nesse período, eu continuei lutando pela causa das crianças desaparecidas e criei vários projetos. Um deles é a lei da 'Busca Imediata', que se tornou federal e faz parte do Estatuto da Criança e do Adolescente. Sancionada em 2005, a lei nº 11.259 determina investigação imediata em caso de desaparecimento de criança ou adolescente.
Atualmente, Arlete abastece um site com fotos de casos recentes e dos antigos que ainda não foram localizados. "A gente sente o descaso por parte da polícia. Esse foi um dos motivos para eu criar o site. "Penso no meu filho 24 horas por dia. Ter um filho desaparecido é ter a vida suspensa", relata.

*

Polícia passa a tratar como homicídio o desaparecimento de Artur Pietro

O menino Arthur, de 3 anos, está desaparecido desde sexta-feira (2) (Foto: Arquivo pessoal)
Três semanas após o desaparecimento de Arthur Pietro Neves da Silva, de 3 anos, a polícia dePorto Velho passa a tratar o caso como homicídio. Amigos, familiares e vizinhos ainda estão sendo ouvidos. Na sexta-feira (23) três pessoas prestaram depoimento na delegacia de homicídios.
De acordo com o delegado Jeremias Mendes de Souza, responsável pelas investigações, o caso é considerado complexo e todas as denúncias estão sendo checadas. Diversas linhas de investigação são sendo averiguadas. Arthur desapareceu da varanda de casa no início deste mês, no Bairro Ayrton Sena, na Zona Leste da capital.
"O caso não está esquecido. Todos os dias são feitas diligências em cima das investigações, o caso não parou. Estamos tratando o caso como homicídio, não descartamos esta possibilidade, mas as diligências não cessaram ainda. Não há novidades pois é um caso complexo, mas a população tem colaborado e através das informações que têm chegado à delegacia nós iremos resolver este caso", explica o delegado responsável.
Caso de desaparecimento
Na quarta-feira (21), uma criança de 8 anos desapareceu de dentro de casa, em um bairro da Zona Sul de Porto Velho, e foi encontrado no dia seguinte, no quintal de uma vizinha. De acordo com a família, a criança estava bastante assusta, mas não apresentava nenhum sinal de maus tratos. A polícia foi acionada e o caso esta sendo investigado pela Delegacia de Proteção à Criança e o Adolescente (DPCA).
De acordo com a mãe da criança, a diarista Hortência da Silva Martinez, por volta das 13h de quarta, a avó havia deixado a criança dentro do quarto. “Ela começou a chamar por ele, que não respondia, aí ela se desesperou”, conta. A família e os vizinhos passaram a fazer buscas pelo bairro, sem sucesso.
No início da noite, sem notícias da criança, a polícia foi acionada. Na manhã de quinta por volta das 7h30, um dos familiares, ao olhar pelo portão da casa de uma vizinha, viu a criança sozinha, em um canto do quintal. “Meu tio começou a chamar por ele, que se aproximou e conseguimos puxar ele por cima do muro”, relembra a mãe.
A polícia foi novamente acionada e a criança encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML). Segundo Hortência, os exames realizados confirmaram que o filho não sofreu nenhum tipo de violência. Quanto ao aparecimento do filho no quintal da vizinha, ela conta que ninguém sabe explicar. “A gente não sabe como ele sumiu nem como foi aparecer lá, vamos esperar o trabalho da polícia”, diz a mãe.
Hortência conta ainda que a criança não fala sobre o que aconteceu e que foi orientada a não tocar no assunto até que o filho inicie o acompanhamento psicológico.  Na DPCA, o delegado responsável pelo caso não quis se pronunciar.

Polícia Civil de RO desmente casos de desaparecimento de crianças

Familiares colam cartazes sobre desaparecimento de Arthur Pietro, de três anos, na Rodoviária de Porto Velho (Foto: Halex Frederic/G1)Familiares colam cartazes sobre desaparecimento
de Arthur Pietro, de três anos, na Rodoviária
de Porto Velho (Foto: Halex Frederic/G1)
A Polícia Civil de Rondônia faz um esclarecimento sobre a divulgação, através das redes sociais, de crianças desaparecidas no estado. De acordo com Pedro Mancebo, diretor geral da Polícia Civil, em agosto foram registradas 10 ocorrências de desaparecimento de pessoas. Deste total, apenas uma é realmente de uma criança desaparecida. Oito envolvem menores que saíram para festas e não retornaram no mesmo dia. 
Mancebo diz que a única criança desaparecida é Arthur Pietro, de 3 anos, que sumiu da varanda de casa há quase 30 dias. O fato está sendo investigado pela Delegacia de Crimes Contra a Vida. Familiares do menino espalharam cartazes com fotos de Arthur, mas a polícia já começou a tratar o caso como homicídio.
Outro registro de desaparecimento, segundo o diretor, é o de um menor, vítima de acidente de trânsito. Ele estava hospitalizado, mas a família ainda não havia recebido a informação. "Os pais desconheciam o fato. Na realidade, então, há somente um caso de desaparecimento", diz Mancebo, que ressalta que a maioria dos casos registrados é referente a pessoas que saíram para festa, não retornaram para casa e não avisaram aos pais.
O diretor geral da Polícia Civil esclarece que houve investigação da existência de uma quadrilha que vem realizando sequestros de crianças. "Não é verídico. Não existe informação a nível policial da existência dessa quadrilha. A existência de um homem loiro, em um carro cinza rondando escolas também foi averiguada pela polícia. Não temos pessoas que confirmem estes fatos até o presente momento", explica Mancebo.
Segundo a Polícia Civil, quando uma pessoa desaparece a primeira coisa fazer é ligar para a Polícia Militar, através do telefone 190, que leva as informações para a delegacia mais próxima. Mancebo afirma que não é necessário esperar 24 horas para comunicar o sumiço à polícia.

Cuidados
Segundo o diretor geral, os pais devem ficar alertas e conhecer os contatos de rede social dos filhos, para, em caso de desaparecimento, procurar informações. Outra dica é orientar crianças para que não conversem, não aceitem carona, dinheiro, comida ou convite de pessoas estranhas, mesmo que elas chamem pelo nome. Os pais devem ensinar os filhos o endereço e telefone para numa emergência entrar em contato. Em locais públicos, procurar sempre andar acompanhado e evitar locais desertos. Se for abordado ou seguido por alguém de carro, é importante andar na direção oposta e, até mesmo, entrar em local movimentado, como lojas ou comércio em geral, além de pedir ajuda.

*

Plantão de Sábado - 31/08-Sumido


As buscas continuam em Adrianópolis por João Rafael Kovalski (foto), 2 anos, que está desaparecido desde sábado passado. O Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) centralizou as denúncias no telefone (41) 3224-6822. A polícia acredita que ele tenha caído no Rio Ribeira, mas não descarta possibilidade de sequestro.






DESAPARECIDO: João Rafael Kovalski


João está desaparecido desde o sábado ( 11:00h 24/08/2013). Ele foi visto pela ultima vez no bairro Capelinha em Adrianópolis/PR.
A Polícia trabalha com 3 hipóteses: pode ter sido sequestrado, pode ter se perdido pois estava em área rural ou pode ter caído no rio nas proximidades.


Nome: João Rafael Kovalski
Idade: Aproximadamente 2 anos.
Se alguém tiver alguma informação, por favor entre em contato:
(41) 8850 0273 / (41) 3678 6050 / (41) 3659 1208

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Sicride encontra garota de 11 anos que estava desaparecida

No último domingo (18), policiais civis do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride), sob comando da delegada Araci Carmen Costa Vargas, esclareceram o desaparecimento da uma menor de 11 anos de idade, que havia fugido no dia 24 de julho, com seu suposto namorado, um adolescente de 16 anos.

Os menores que moram no município de Almirante Tamandaré, Região Metropolitana de Curitiba (RMC) foram localizados na cidade de Tangará, Estado de  Santa Catarina.

Os menores passam bem e já voltaram ao convívio de seus familiares.

fonte>>http://www.portalvitrine.com.br/sicride-encontra-garota-de-11-anos-que-estava-desaparecida-news-48736.html

SP: bebê sequestrado é encontrado e sete pessoas são detidas

Bebê foi levado por mulher que dopou sua mãe Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação

Polícia Civil de Santa Barbara d'Oeste, a 140 quilômetros de São Paulo, encontrou nesta quinta-feira o recém-nascido sequestrado na noite da última terça em um shopping da cidade. O menino, chamado Gabriel, foi levado por uma mulher que dopou sua mãe, uma adolescente de 15 anos. A criança, de 23 dias de idade, foi localizada em uma casa no bairro Santa Maria. 

fonte>>http://noticias.terra.com.br/brasil/policia/bebe-que-pode-ser-menino-sequestrado-e-achado-familia-fara-reconhecimento,184a4049dc7a0410VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Santa Catarina terá Delegacia de Polícia Civil Especializada em Desaparecidos

Santa Catarina terá Delegacia de Polícia Civil Especializada em Desaparecidos
Florianópolis- Estão em fase final os trâmites para que a Delegacia Especializada no Atendimento de Pessoas Desaparecidas no Estado seja oficialmente inaugurada. A perspectiva, segundo o Delegado Geral, Aldo Pinheiro D’Ávila, é que as obras para a instalação desta Delegacia terminem em até 60 dias. A sede está sendo montada junto à Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI) de São José. O Decreto 1661, que cria oficialmente a delegacia, assinado pelo Governador Raimundo Colombo, foi publicado no Diário Oficial desta quarta-feira, 7.  

De acordo com o Delegado Geral, a nova unidade policial terá estrutura para atender a demanda de desaparecidos do Estado, além de estar direcionada à possível identificação de cadáveres, para evitar o sepultamento de indigentes.  

Estimativas apontam que, em Santa Catarina, cerca de 50% dos registros são referentes a desaparecimentos de adolescentes, o que demandaria auxílio das Delegacias de Proteção à Criança ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMIs), nos procedimentos investigativos.    

Como vai funcionar a nova delegacia
Quando uma pessoa desaparece numa cidade do interior, por exemplo, a equipe da nova delegacia terá autonomia para investigar o caso em parceria com a delegacia da área, onde foi registrado o Boletim de Ocorrência. “A principal vantagem da nova unidade policial é a criação de um banco de dados único no Estado, com informações sobre desaparecidos que serão confrontadas com cidades catarinenses e com outras unidades policiais da Federação, facilitando e tornando mais ágil a localização das pessoas”, explica D´Ávila.  

Outra atribuição da Delegacia de Desaparecidos será a identificação de cadáveres que, muitas vezes, são sepultados pelo poder público como indigentes por falta de informações sobre aquela pessoa, além da localização de crianças, adolescentes e portadores de deficiência mental que, por diversos motivos, acabam perdendo contato com seus familiares.  

De acordo com o delegado Wanderley Redondo, que está à frente das tratativas para implantação da nova unidade policial no Estado, no ano passado, foram registrados em Santa Catarina, 3.319 desaparecimentos. Destes, apenas 1.372 fizeram um novo Boletim de Ocorrência registrando o reaparecimento da pessoa. O que significa que há 1.947 ocorrências abertas ainda, ou seja, que continuam sendo investigadas para saber se houve o reaparecimento da pessoa ou não.  

Desta forma, para amenizar o número de ocorrências em aberto sobre desaparecimentos, a unidade especializada também faria a gestão de um mecanismo de alerta, que seria implantado no atual sistema de informações usado pela Polícia Civil de Santa Catarina, o Sistema Integrado de Segurança Pública (SISP), e acessível a todos os policiais.  “Assim, toda vez que uma pessoa que possua registro de desaparecimento for identificada numa unidade policial, o sistema emitirá um alerta para o policial civil, para que o registro de reaparecimento seja feito”, explica Redondo.  

A Delegacia de Desaparecidos também segue uma diretriz da Secretaria Nacional de Segurança Pública, que pretende reativar no País o cadastro único de desaparecidos.

Número de crianças desaparecidas quase dobra no interior de Minas

Adriel


Elisa Tavares
Elisa Tavares, mãe de Adriel Tavares, desaparecido há três anos, se diz "morta por dentro"

O número de crianças desaparecidas em cidades do interior de Minas quase dobrou nos últimos três anos, segundo o Núcleo de Comunicação da Delegacia de Pessoas Desaparecidas de Belo Horizonte (DRPD). Em 2010, foram 24 desaparecimentos e, em 2012, 46. Na maioria dos casos, as vítimas somem enquanto brincam em frente às suas casas, como aconteceu com a menina Emilly Ferrari, 8, que foi vista pela última vez há três meses, em Rio Pardo de Minas, na região Norte do Estado. Para a titular da DRPD, a delegada Cristina Coelli Cicarelli, uma das principais razões para o aumento dos casos no interior é a sensação de segurança que pais e responsáveis têm nas cidades pequenas.

“Cinco minutos de descuido podem facilitar a ação do agressor. Muitas vezes, as famílias do interior, por viverem em municípios pequenos, acreditam que ali não existe o risco, já que todos se conhecem, as pessoas se ajudam, são amigas. Mas o agressor, o sequestrador, o pedófilo, o maníaco percebe isso no interior e escolhe aquele local para agir”, disse, ressaltando que, em Belo Horizonte, os pais costumam ter mais cuidados.
“Na capital, é comum que as famílias mantenham constante vigilância, que nunca deixem as crianças sozinhas, pois consideram os riscos”, explicou. Atualmente, a delegacia trabalha em 2.766 casos em toda Minas Gerais, englobando vítimas de todas as idades.
Tristeza
A família de Adriel Felipe Tavares Cordeiro, hoje com 10 anos, é uma das que sofrem por ter permitido que o garoto brincasse sozinho, no quintal de casa, com seus dois dinossauros de brinquedo. Ele desapareceu em março de 2010, com 7 anos, quando a mãe arrumava a casa.
“Cheguei a me mudar de lá, fiquei muito deprimida”, contou a mãe, a operadora de telemarketing Élida Elisa Tavares, 38. O caso aconteceu em São Gonçalo do Pará, na região Cento-Oeste de Minas, cidade com pouco mais de 10 mil habitantes. Até hoje, ninguém foi preso, e ainda não existem informações sobre o paradeiro de Adriel.
“Estou esperançosa com o novo caminho da investigação, mas estou morta por dentro. O que me dá forças é ter que trabalhar para cuidar da minha outra filha, de 11 anos”, desabafou a mãe.
Quem tiver informações sobre os desaparecidos, pode ligar para 181 ou 0800 28 28 197. A ligação é anônima.
Mito
Quando uma pessoa desaparece, não é preciso esperar 24 ou 48 horas para acionar a polícia. Assim que for dada a falta, a família deve procurar ajuda. A demora pode prejudicar a localização, segundo a Polícia Civil.


‘Voltei a me sentir vivo’, diz pedreiro depois da volta da filha sequestrada para casa

Desde a tarde desta segunda-feira, o pedreiro Francisco de Assis não consegue tirar o sorriso do rosto.

É que às 16h daquele dia, ele finalmente teve a filha, a pequena Jenifer, de volta nos braços. A menina havia sido sequestrada no dia 5 deste mês dos braços da mãe, morta na ocasião. No dia seguinte, Jenifer foi encontrada por policiais militares e Michele Vieira de Melo, presa. Ela confessou o crime. A menina foi então levada para o Hospital Rocha Faria, em Campo Grande, onde passou por uma bateria de exames. Só teve alta nesta segunda.
O pai não consegue parar de sorrir
O pai não consegue parar de sorrir Foto: Bruno Gonzalez / Extra
A primeira noite de Jenifer em casa foi tranquila. A menina mama de três em três horas e demonstra um grande apetite. Com apenas 21 dias de vida, a criança não tem ideia do que passou. Mas o pai sabe bem o sofrimento que foi ficar longe de sua caçula e, por isso, não desgruda dela um só instante.
- Voltei a me sentir vivo com a Jenifer em casa. Ela trouxe luz para a minha vida e felicidade para o nosso lar - disse Francisco
O pedreiro brinca com a menina
O pedreiro brinca com a menina Foto: Bruno Gonzalez / Extra
Ele não consegue parar de fazer carinho na menina um só instante.
- Estou meio bobo - brincou.
Francisco dá mamadeira para a filha
Francisco dá mamadeira para a filha Foto: Bruno Gonzalez / Extra
Para matar a saudade, Francisco tirou uma semana de folga do trabalho, no bairro do Leblon. na Zona Sul do Rio. E já pensa em conseguir um emprego mais perto de casa, na Favela do Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes. Além disso, o pedreiro faz planos para quando a filha estiver maior.
- Quero levá-la para conhecer os avós, no Ceará. Mas, por enquanto, ficar ao lado dela me basta - disse.
.
Foto: Bruno Gonzalez / Agência O Globo
O crime
Jenifer estava nos braços da mãe quando Michele a levou. O sequestro foi perto de um posto de saúde no Recreio dos Bandeirantes. A suspeita foi flagrada por câmeras de segurança de um prédio. O corpo da mãe da menina, Diana Oliveira da Silva, foi encontrado horas depois num matagal. Já Jenifer foi localizada numa casa em Inhoaíba, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, graças a uma informação passada para o Disque-Denúncia (2253-1177).
Michele Vieira Melo, sequestradora e assassina
Michele Vieira Melo, sequestradora e assassina Foto: Urbano Erbiste
Em depoimento na Divisão de Homicídios (DH), Michele confessou o crime e alegou que sequestrara a criança porque tinha mentido para a família, alegando estar grávida. A mentira era para tentar reconquistar o ex-marido. A acusada também contou aos investigadores as últimas palavras de Diana: ““Só não leve meu bebê, não mate meu bebê”.
Apesar de a filha ter sido resgatada, Francisco não podia levar a garota para casa. Num primeiro momento, o Conselho Tutelar informou que somente um teste de DNA poderia comprovar a paternidade. Mas, uma semana depois, os conselheiros descartaram a necessidade do exame, alegando que a documentação mostrada pelo pedreiro era suficiente. Foi, então, o momento de esperar pela alta médica de Jenifer.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Operação Condor: Avós da Praça de Maio resgatam filho de chilenos

As Avós da Praça de Maio, movimento que busca identificar crianças desaparecidas durante a ditadura militar argentina (1976-1983), divulgaram na última quarta-feira (07) detalhes da identificação do neto recuperado número 109. Pablo Germán Athanasiu Laschan, de 37 anos, estava em contato com a organização desde abril de 2013 e há cerca de um mês decidiu fazer o exame de DNA que confirmou que era filho de desaparecidos. 


 Avós da Praça de Maio
Estela de Carlotto, líder das Avós da Praça de Maio, afirmou que anúncio “é consolidação da democracia" na Argentina. 

Seus pais, Frida Laschan Mellado e Ángel Athanasiu Jara, eram chilenos, militavam no MIR (Movimento de Esquerda Revolucionária) e se exilaram na Argentina depois do golpe militar no país andino (1973). O casal morou em Buenos Aires e em San Martín de los Andes, em Neuquén, no sul da Argentina. Em 1975, quando Frida já estava grávida de Pablo, ela e Ángel decidiram voltar à capital argentina porque foram informados de que eram vigiados pelas forças repressivas, que já operavam na Argentina antes do golpe militar.

Pablo nasceu em 29 de outubro de 1975 e em abril de 1976 foi sequestrado com os pais, em um operativo vinculado à Operação Condor, aliança político-militar entre os regimes ditatoriais da América do Sul.

Em uma coletiva de imprensa na sede de Avós da Praça de Maio, as tias paternas de Pablo, que moram no sul do Chile, participaram por vídeoconferência e puderam acompanhar o anúncio, muito emotivo, da identificação do jovem sequestrado quando tinha seis meses. Os pais de Pablo continuam desaparecidos e os avós, que tinham contato com a organização argentina, já faleceram. Foi necessário exumar os corpos para garantir a autenticidade do exame de DNA.

Apropriador preso

Segundo o comunicado divulgado pelas Avós, os apropriadores de Pablo, que mora na cidade de Buenos Aires, tinham “vínculos estreitos com o regime cívico-militar.” O casal registrou Pablo como filho próprio nascido em 7 de janeiro de 1976. O homem que o criou está preso por crimes de lesa-humanidade cometidos durante a ditadura argentina. A mulher que registrou Pablo como filho está em liberdade.

Estavam presentes na sede das Avós da Praça de Maio representantes do BNDG (Banco Nacional de Dados Genéticos), da Secretaria de Direitos Humanos, da Conadi (Comissão Nacional para o Direito à Identidade), além de militantes das Mães da Praça de Maio – Linha Fundadora e de H.I.J.O.S. (Filhos pela Identidade e Justiça contra o Esquecimento e o Silêncio). Muitos netos recuperados pelas Avós também acompanharam o ato.

A presidente da organização, Estela de Carlotto, afirmou que o anúncio “não é apenas um ato de alegria, de emoção, mas de consolidação da democracia. Estamos demonstrando aqui que o povo, que somos nós, e o governo, que foi eleito pelo povo, estamos fazendo coisas boas juntos.”

Estela também lembrou que “houve mortes, desaparecimentos, roubos de bebês, torturas, exílios e as famílias e os sobreviventes estão de pé e lutam. Isso é o que não conseguem perdoar. Quem hoje diz que vivemos em uma ditadura algum dia vão entender o que é uma ditadura.” E concluiu afirmando que a luta das Avós “não é um ato de vingança, é um ato de amor, de reparação. E se o Estado participa, por que não vamos reconhecer? Ainda que digam que somos governistas.”

O neto recuperado Horacio Pietragalla Corti manifestou “solidariedade com todos os familiares da América Latina que lamentavelmente não podem levar adiante o processo de memória, verdade e reparação como fazemos na Argentina.” Ele também encorajou os governos da região a refletirem sobre a importância de avançar no esclarecimento e julgamentos dos crimes cometidos pelo Estado durante as ditaduras da América Latina.

No fim do anúncio, os presentes lembraram os desaparecidos a gritos de “30 mil companheiros detidos-desaparecidos presentes, agora e sempre” e entoaram o canto que marca as marchas de 24 março, data do golpe de Estado na Argentina, em que reafirmam a luta por justiça. Jornalista e militantes cantaram “assim como aconteceu com os nazistas, vai acontecer com vocês: aonde forem nós vamos buscá-los.”

Fonte: Ópera Mundi 


http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=7&id_noticia=220878

Família de menina desaparecida em Minas divulga foto da criança durante o Fla x Flu



A família de Emily Ferrari, de 8 anos, desaparecida desde o dia 4 de maio deste ano, em Rio Pardo de Minas, no norte de Minas, irá, mais uma vez, tentar ajudar nas investigações referentes ao sumiço da criança.
Neste domingo (10), Dia dos Pais, o pai da menina, o corretor de seguros Leandro Campos, irá divulgar fotos da filha durante o clássico Fluminense e Flamengo, no Maracanã, no Rio de Janeiro.
— Eu e mais 20 pessoas da família vamos distribuir panfletos com a foto da minha filha na entrada do jogo. Vamos pendurar seis faixas e vestir camisetas com o rosto dela estampado. A nossa intenção é que todo o Brasil tome conhecimento do desaparecimento de Emily e nos ajude a encontrar a minha filha.
Essa é a segunda vez que a família da criança faz a divulgação do caso durante jogos de futebol. No dia 24 de julho, cartazes e faixas com a foto de Emily foram exibidos durante a final da Copa Libertadores, disputada pelo Atlético-MG e o Olimpia (PAR), no Mineirão, em Belo Horizonte.
De acordo com a delegada responsável pelas investigações do sumiço, Cristina Coeli, titular da Delegacia de Pessoas Desaparecidas da Polícia Civil de Minas Gerais, a iniciativa do pai e familiares de Emily pode ajudar nas investigações.
— É uma boa ideia, que foi aprovada por mim. Quem sabe o fato da foto da criança ser divulgada nacionalmente não faça com que recebamos mais pistas sobre o paradeiro dela.
Pistas
No começo da semana, uma nova pista recebida sobre o desaparecimento de Emily foi descartada pela polícia.Segundo Cristina Coeli, um homem ligou para a delegacia e disse que viu uma menina muito parecida com Emily em uma loja em BH, na região do Barreiro. No entanto, a câmera do local provou, na terça-feira (6), que não era a garota procurada quem passou por lá.
Além dessa pista, a polícia foi informada que Emily carregava uma pequena bola na mão quando desapareceu. O brinquedo teria sido entregue a ela por outra criança, ainda mais nova que a menina, cerca de três minutos antes do seu desaparecimento. O brinquedo ainda não foi achado.
Outra pista registrada foi a informação de que a criança carregava uma boneca "Meu bebê" negra quando sumiu.
Investigações
Ainda segundo Cristina Coeli, as investigações ainda são feitas em todas as direções possíveis, considerando as possibilidades de um sequestro por pessoa sem vínculo ou por pessoas que tinham relacionamento com a criança. O pai, que chegou a ser considerado suspeito, teve qualquer participação descartada pela polícia.
Entenda o caso

Emily, que tem necessidades especiais, desapareceu no dia 4 de maio deste ano, na cidade de Rio Pardo de Minas. Ela foi vista pela última vez brincando na frente de casa. A polícia tem pistas de que um carro preto passou pelo local no horário do sumiço da criança.

domingo, 4 de agosto de 2013

Denúncia anônima é nova pista sobre menina desaparecida no Norte de Minas

 (Divulgação / Polícia Civil)

Uma equipe da delegacia Especializada em Localização de Pessoas Desaparecidas de Belo Horizonte esteve na Região do Barreiro para tentar encontrar pistas sobre o paradeiro de Emilly Ketlen Ferrari, de 8 anos. A garota foi vista pela última vez em 4 de maio, em Rio Pardo de Minas, Região Norte do Estado. A diligência, confirmada pela delegada Cristina Coeli, titular da delegacia, foi realizada após recebimento de denúncia. Um homem afirmou ter encontrado uma boneca, parecida com a da garota, próximo ao Hospital Eduardo de Menezes, no Bairro Bom Sucesso, Região do Barreiro.

“Há 15 dias, quando nossa equipe voltou de Rio Pardo de Minas, um indivíduo nos ligou dizendo ter encontrado uma boneca com as mesmas características divulgadas pela imprensa como sendo de Emily. Porém, ele estava com muito temor de ser responsabilizado pelo caso, já que estava com o brinquedo. Por isso findou o contato telefônico”, explicou a delegada. Coeli tentou argumentar com o denunciante, mas não conseguiu. “Falei que ele não seria responsabilizado. Ao contrário, iria contribuir para a solução do caso, pois se for confirmado pela mãe da garota que o brinquedo é mesmo de Emily, vai demonstrar a ação criminosa e o caminho percorrido”, explica.


Policiais da delegacia foram ao Barreiro, mas não encontraram pistas. As características passadas pelo homem sobre a boneca levou os investigadores a acreditar que o brinquedo foi abandonado. “O informante disse que a boneca está limpa. É comum as pessoas jogarem brinquedos fora quando estão quebrados, mas ela (a boneca) estava intacta. Eu acredito que ela tenha sido dispensada”, comenta Coeli. 

A delegada faz um apelo para que o denunciante se comunique novamente com a polícia. “Peço que a pessoa volte a entrar em contato novamente com a delegacia, pois a boneca passa a ser uma peça fundamental para o conhecimento da ação criminosa, pois é um pertence da vítima", disse. 

Emily desapareceu na tarde de 4 de maio quando brincava sozinha na porta de casa, na pacata cidade de Rio Pardo de Minas. Nenhuma pessoa testemunhou o momento em que a criança saiu do local. Policiais do município chegaram a levantar várias linhas de investigação. Uma das suspeitas recaiu sobre o pai e a madrasta da garota. “A delegacia local investigou pessoas que tinham vínculos com a menina e esgotaram todas as linhas em relação ao pai e a madrasta. Nenhum vestígio foi encontrado. O que estamos fazendo agora, é ampliar as investigações para tentar encontrar suspeitos que tem vínculo e ainda não foi investigado e outras que não têm contato com a garota”, afirma a delegada.


fonte>>http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2013/07/31/interna_gerais,429708/denuncia-anonima-e-nova-pista-sobre-menina-desaparecida-no-norte-de-minas.shtml

Quatro crianças são localizadas após se perderem em mata de SP

A polícia resgatou na manhã desta segunda-feira quatro crianças que estavam desaparecidas desde ontem (21) em uma área de mata fechada na cidade de Cajamar, na Grande São Paulo.
Dois meninos de quatro anos, um de seis e outros de dez brincavam na frente de casa, na tarde de domingo, quando resolveram entrar na mata. Os pais das crianças procuraram a polícia quando perceberam o desaparecimento, mas não foi possível iniciar as buscas por já ser tarde.
As buscas pelas crianças, então, começaram apenas na manhã desta segunda-feira. Segundo a polícia, o caseiro de um sítio da região localizou os quatro e acionou a polícia. Os meninos foram encaminhados a um hospital da região e passam bem.

Operação contra prostituição infantil termina com 150 detidos nos EUA

O FBI anunciou nesta segunda-feira a prisão de 150 pessoas e a libertação de 105 menores de idade como parte de uma grande operação contra a prostituição infantil em todo os Estados Unidos.
A operação, realizada nos últimos três dias em cassinos e motéis de beira de estrada em 76 cidades americanas, foi realizada em conjunto com o Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas (National Center for Missing and Exploited Children).
Os adolescentes libertados eram, em sua maioria, mulheres, e tinham entre 13 e 16 anos de idade, declarou Ronald Hosko, diretor do FBI encarregado das investigações criminais, em uma coletiva de imprensa.
"Facilmente manipuláveis", essas jovens são mais vulneráveis , porque crescem longe da família e vivem geralmente em alojamentos e abrigos.
"A operação mostra quantas crianças americanas são vendidas para atividades sexuais todos os dias, muitas delas através da internet", reclamou John Ryan, presidente da organização.
"Nosso objetivo é discutir abertamente o tráfico de crianças", disse Hosko. "Nós tentamos tirar esses crimes das sombras", afirmou, considerando que isto foi "um elemento crucial para o sucesso da operação."

Mulher e criança sequestradas no Paraná são localizadas em Porto Alegre

Uma mulher e a filha de dois anos foram localizadas em Porto Alegre nesta quarta após terem sido sequestradas no Paraná. Conforme a Brigada Militar, o crime ocorreu na cidade de Irati. A vítima foi abordada por quatro homens encapuzados na tarde dessa terça, depois de ter sacado uma quantia em dinheiro. Ela e a filha foram obrigadas a entrar em um carro, junto com o grupo.

Segundo relato da mulher, ela e a criança foram colocadas no porta-malas e só eram deslocadas para dentro do veículo nos momentos de passagem por praças de pedágio. Depois de horas de viagem, foram abandonadas já em solo gaúcho, nessa manhã. A vítima pediu auxílio de moradores, que indicaram o trajeto até a rodoviária de Porto Alegre. Na estação, buscou apoio no centro de acolhimento do local, onde funcionários acionaram a polícia.

Conforme a BM, R$ 600 foram roubados, mas nem ela nem a filha sofreram ferimentos. O marido da vítima registrou na delegacia o desaparecimento ainda ontem, alegando que a esposa havia saído para pagar contas e não retornou. A mulher deve ser levada ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) para registro do caso e depois irá retornar a Irati com a criança.



Fonte: Camila Kila / Rádio Guaíba

Criança desaparecida é encontrada na Ponta Verde

Davi Martins da Silva, 12 anos

Após onze dias desaparecido, o menor de 12 anos, Davi Martins da Silva, foi localizado por uma equipe da Delegacia da Criança e Adolescente, nas proximidades da Praça do Skate, no bairro da Ponta Verde. Segundo informações dos agentes, o menino estava na companhia de um grupo de crianças e adolescentes, ‘pedindo’ na porta de uma panificação.
A localização de Davi foi realizada a partir da apuração de denúncias anônimas efetuadas através do telefone 181. As informações que chegaram à delegada titular da Delegacia dos Crimes contra Criança e Adolescente (DCCA), Bárbara Arraes, davam conta que ele estaria próximo a um supermercado da Ponta Verde.
Em entrevista ao Alagoas24Horas, a mãe do menino, Patrícia Martins, informou que seu filho está bem e que não quis falar sobre os dias em que esteve desaparecido. A mãe já perdeu as contas de quantas vezes o filho fugiu de casa, perturbado por causa do transtorno mental. “Só queria que alguém pudesse me dizer o que devo fazer para evitar que ele fuja novamente. Já tentei internamento e muitas vezes já o tranquei em um quarto para evitar que escapasse, mas nenhuma das soluções deu jeito. Preciso que alguma autoridade me ajude a encontrar uma saída antes que ele fuja novamente e acabe sendo vítima da violência”, desabafa a mãe.
Davi desapareceu no dia 21 de julho da sua residência no conjunto Freitas Neto, no Benedito Bentes. O menino sofre de esquizofrenia e faz tratamento contínuo com o acompanhamento do Caps.
Nesta sexta-feira, 2, a mãe vai levá-lo para uma consulta com o psiquiatra.