terça-feira, 24 de setembro de 2013

Polícia investiga caso de garota sequestrada por babá na BR-174

Daiane Paula Pessoa Ferreira foi levada de sua casa por mulher identificada como Nicole

A polícia investiga o desaparecimento da menina Daiane Paula Pessoa Ferreira, de sete anos de idade. Ela desapareceu na segunda-feira (16), por volta das 8h, quando saiu de casa acompanhada por uma mulher identificada como Nicole, de 18 anos. O caso foi registrado na Delegacia Especializada de Proteção a Criança e ao Adolescente (Depca). Os familiares da garota foram ao Instituto de Identificação da Polícia Civil para construir o retrato falado de Nicole. A polícia trata o caso como sequestro.
A mãe da garota, Patrícia Ribeiro Pessoa, deu mais detalhes à polícia sobre o desaparecimento da filha. “Ela disse que conheceu essa Nicole na quarta-feira (11), no Centro da cidade, onde trabalha como ambulante. Segundo a mãe, essa Nicole disse que tinha sido assaltada e que não tinha para onde ir, sendo convidada a ficar na casa dela, no quilômetro 4 da BR-174 e ajudar a cuidar dos filhos”, disse Rafael Allemand, delegado da Depca.
O delegado informou que, na manhã de segunda, Nicole e Daiane saíram de casa juntas para comprar pão e manteiga em um comércio próximo e não retornaram mais. “Estou com uma equipe de investigadores acompanhando a mãe da menina, que foram até o local do desaparecimento para coletar mais informações. Se for confirmado o sequestro, encaminharei o caso para a Delegacia Especializada em Homicidios e Sequestros (DEHS)”, declarou.

Allemand disse que algumas testemunhas viram Nicole e Daiane embarcarem em um ônibus na rodovia BR-174. Segundo o delegado, possivelmente dentro do coletivo haja câmera de circuito interno e, se houver, vai solicitar as imagens da empresa responsável para ajudar no reconhecimento.
Conforme os policiais da Depca, a foto da menina Daiane está exposta nos aeroportos de Manaus, na rodoviária e em todas as vias utilizadas para sair da capital. A mesma divulgação será feita com o retrato falado da possível sequestradora, Nicole. “Estamos nos empenhando para encontrar essa criança”, concluiu Allemand.

Crianças de escolas públicas enviam cartas aos motoristas

Crianças estudando no chão

Rio de Janeiro - Os motoristas que passarem pela Rodovia Presidente Dutra, que liga o Rio de Janeiro a São Paulo, vão receber a partir de hoje (20) cartas escritas por crianças de escolas públicas que ficam localizadas às margens de rodovias para sensibilizar os motoristas sobre a importância da direção segura.

O Programa Estrada para Cidadania, da concessionária CCR Nova Dutra, que administra a rodovia, está sendo feita por ocasião da Semana Nacional do Trânsito e tem o objetivo de entregar 30 mil mensagens até o dia 25.
O projeto vem sendo desenvolvido há alguns anos e leva para a sala de aula a questão de cidadania e educação no trânsito e pretende sensibilizar os motoristas por meio das mensagens escritas por alunos do 4º ano de escolas públicas municipais. As cartas estão sendo entregues nas praças de pedágio do trecho da rodovia no estado Rio de Janeiro.
A responsável do projeto Estrada para Cidadania, Carla Fornasaro, disse que o programa procura atender tanto às crianças quanto aos motoristas. "A gente espera impactar e mexer com o emocional dos motoristas. Pretendemos também conscientizá-los e fazer com que eles evitem acidentes.
Nós criamos o programa para interagir as crianças com pessoas que elas não conhecem. Nosso objetivo é tirar o que elas aprenderam em sala de aula e levar o conceito para as rodovias e tentar minimizar os acidentes nas estradas", disse.
A CCR Nova Dutra está estimulando os motoristas que receberem as cartas a responderem pelo e-mail estrada.cidadania@grupoccr.com.br, que serão enviados para Secretaria de Educação e entregues às crianças.
"As crianças escrevem uma carta e esperam que escrevam para ela de volta. Então nós decidimos abrir espaço para os motoristas no nosso site para eles responderem as cartas e para não ser frustrante para as crianças e se sentirem correspondidas", disse Carla.

Polícia localiza menina de 2 anos sequestrada em Mamanguape

Polícia localiza menina de 2 anos sequestrada em Mamanguape

A rápida ação de policiais civis da cidade de Mamanguape, no Litoral Norte da Paraíba, garantiu a localização de uma menina de 2 anos, sequestrada na sexta-feira (20). A criança, foi encontrada neste sábado no município do Conde, sob poder de uma adolescente de 17 anos, que se fez passar por genitora do bebê.

Segundo o delegado Stefferson Nogueira, titular da 7ª Seccional de Polícia Civil, a investigação começou assim que o desaparecimento da menina foi comunicado à delegacia. “Estiveram à frente desse caso os agentes Guedes e Janduí, que apuraram as informações recebidas e esclareceram o sequestro, acompanhados pelo Conselho Tutelar de Mamanguape”, explicou.

De acordo com o delegado, a polícia descobriu que a responável pelo sequestro da menina é a sua vizinha, a adolescente de 17 anos. “Essa jovem teve uma filha com Edson Santos Pereira, que é ex-presidiário. Enquanto ele estava preso, ela deu a bebê dos dois para outro homem, com quem namorou. Pressionada por Edson, que queria conhecer a filha, a adolescente, que é vizinha da mãe da criança sequestrada, se fez de amiga da família para adquirir confiança e ontem disse que ia comprar roupas para a menina. Ela, na verdade, levou a garotinha para a cidade de Conde, onde Edson estava, e a apresentou a ele como se fosse a filha dos dois”, detalhou.

A acusada foi apreendida em flagrante por ato infracional de sequestro e o procedimento foi lavrado no Conde. Ela segue para Mamanguape, onde ficará à disposição do Ministério Público. A Polícia Civil também vai apurar a localização da verdadeira bebê da adolescente com o ex-presidiário

Em menos de um ano, Alagoas registra 109 menores desaparecidos no Estado

Ter alguém desaparecido na família causa uma dor que não tem dimensão: é difícil explicar, como dizem as mães, e muito mais quando se trata de crianças e adolescentes. Segundo estimativas do Governo Federal, 40 mil menores de idade desaparecem todo ano no país, isso em dados oficiais: o número pode ser muito maior porque não há registros de todos os casos, por falta de informação da população.
Em Alagoas, o Sistema de Informação da Polícia Civil, a pedido da reportagem daTribuna Independente, fez um levantamento das crianças e adolescentes que estão desaparecidos em todo o Estado e o resultado surpreende: este ano, até o dia quatro de setembro, estavam sumidas de casa 21 crianças e 88 adolescentes.
Em Maceió, a realidade, segundo o delegado Medson Maia, da Gerência de Estatística e Análise Criminal, é a seguinte: também até o dia quatro de setembro, 14 crianças e 53 adolescentes estavam desaparecidos. Os nomes e as fotos dos menores, porém, não podem ser divulgados porque não há autorização por escrito das famílias, segundo justifica a Polícia Civil.
Todos os meses, novos casos são registrados pela Polícia Civil, a exemplo do desaparecimento do menino Davi Martins, 12 anos, que sofre de esquizofrenia. Ele já fugiu de casa mais de vinte vezes e, novamente, na semana passada.
A mãe dele, a cabeleireira Patrícia Martins, vive um drama peculiar. A cada vez que o filho some, no conjunto Freitas Neto, no Benedito Bentes, em Maceió, além de prestar queixa na Delegacia dos Crimes contra Criança e Adolescente, ela faz uma peregrinação pela cidade em busca da criança.
Patrícia conta que os medicamentos usados para tratar Davi não têm surtido o efeito esperado e, sem controle do comportamento do garoto, ela já chegou a acorrentá-lo em casa. Davi continua sendo procurado pela família e pela polícia.

Famílias vivem drama à espera de um desfecho

Dona Maria Cícera da Silva, mãe adotiva de Adeilton José da Silva, 13 anos, residente na Rua Evilásio Torres, em Viçosa, deixou a estatística alagoana de pessoas com parentes desaparecidos após vivenciar dois dias de angústia. Adeilton sumiu no dia 12 de agosto e foi encontrado por moradores do município no dia 14. Foi a segunda fuga do menino, segundo dona Maria Cícera, que se diz aliviada e, ao mesmo tempo, preocupada com o comportamento de Adeilton.
Ela conta que o adolescente fugiu porque não quer mais ir para escola. “O diretor da escola deu uns conselhos para Adeilton e ele não quis ouvir”. Segundo dona Maria Cícera, o garoto foi encontrado escondido num beco de uma casa vizinha à escola, foi levado para a delegacia regional, acompanhado do Conselho Tutelar e disse lá que não quer mais estudar.
Para tentar driblar a situação, a família vai tentar encaixá-lo em outra escola de Viçosa. O Conselho Tutelar do município e uma psicóloga da instituição vão fazer o acompanhamento de Adeilton nos próximos meses. “Os meninos de hoje não são como os de antigamente; só querem luxar, são desobedientes. A gente faz de tudo por eles. Ele tem um pai alcoólatra que vive caído pelas ruas. Já peguei vários sobrinhos e outras crianças para criar e eles não me deram tanto trabalho quanto ele”, diz.
TRISTE FIM
Dona Maria de Fátima Mota, avó do menino Felipe Vicente da Silva, dois anos, não teve a mesma sorte de dona Cícera e sabe bem o que é o desaparecimento de uma criança na família: dias de angústia e muito sofrimento. Felipe Vicente desapareceu da casa de dona Fátima, no Conjunto Cleto Marques Luz, no bairro do Tabuleiro do Martins quando ficou sozinho na calçada por alguns minutos. Ele foi encontrado morto no dia 29 de junho, 13 dias após ter sido sequestrado. A polícia diz ter suspeitos, mas até agora não houve prisão.

Conflitos familiares incentivam fugas


Fuga por conflitos familiares, sequestros para exploração sexual ou para tráfico internacional de pessoas e órgãos, saída de casa para ficar com o namorado são alguns dos motivos apontados pelas autoridades para tantos desaparecimentos de crianças e adolescentes todos os anos em Alagoas.
Em Maceió, a delegada Bárbara Arraes, titular da Delegacia dos Crimes contra Criança e Adolescente observa que a maioria dos desaparecimentos na capital alagoana é por fuga de casa. A orientação que é dada para as famílias é fazer a comunicação do fato à polícia o mais rápido possível. “Antigamente tinha que esperar um prazo de 24 horas para comunicar o desaparecimento; hoje não existe qualquer prazo, até porque a busca deve ser imediata, de acordo com a lei”, observa.
Bárbara Arraes ressalta que o quanto antes a notícia do desaparecimento for comunicada, mais chances há de a polícia localizar a criança. Aliado a isso, ela observa que é feito um Boletim de Ocorrência na delegacia e a impressão de cartazes com as fotos das crianças procuradas, para serem exibidas por meio de parceria com a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) nos ônibus da capital.
“A gente pede que a família entregue a foto para fazer os cartazes e que procure os meios de comunicação, para divulgar o desaparecimento, mas nem todo mundo quer expor as fotos dos filhos na mídia. Também orientamos que levem as fotos para a televisão para que mais pessoas fiquem sabendo, pois a ajuda dos meios de comunicação é fundamental”, destaca.

Pais desatentos facilitam sumiços

A questão da droga também é um dos motivos das fugas de adolescentes, segundo a delegada Bárbara Arraes, titular da Delegacia dos Crimes contra Criança e Adolescente. E por conta disso ela aconselha que os pais acompanhem a rotina dos filhos. “Também existe muito hoje adolescentes que estão começando a vida sexual cedo e saem de casa para ficar com seus namorados. Antigamente esse tipo de crime era rapto”.
“É importante que a família comunique o mais rápido possível, mas infelizmente tem família que, quando vem procurar a criança, já passou muito tempo e aí fica difícil. Nós recomendamos aos pais e familiares que conheçam os hábitos dos seus filhos, que observem em que site eles estão entrando, com quem estão se relacionando ou saindo, para evitar a questão dos entorpecentes, e ainda, quem são os amigos, se estão frequentando as aulas, entre outras orientações”, pontua.
A delegada explica que tem casos de crianças que dizem em casa que vão para a escola e ‘matam’ a aula para fazer outras atividades. “Vou contar um caso recente de uma menina que a família pensava que estivesse frequentando as aulas e ela fazia mais de um mês que tinha sido suspensa na escola e não contou aos pais. Ela desapareceu e quando a família foi na escola descobriu que ela tinha sido suspensa. Depois foi encontrada”, conta.
As famílias de crianças desaparecidas em Maceió, segundo Bárbara Arraes, são encaminhadas para o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), unidade pública e estatal, que oferta serviços especializados e continuados a famílias e indivíduos em situação de ameaça ou violação de direitos (violência física, psicológica, sexual, tráfico de pessoas, cumprimento de medidas socioeducativas em meio aberto, entre outros casos).



Legislativo cobra prevenção de casos de desaparecimentos

Vereadora heloísa helena (PSOL)

Em Alagoas existem três projetos tramitando na Assembleia Legislativa Estadual (ALE) que têm por objetivo prevenir ou divulgar o desaparecimento de crianças.
Segundo a assessoria de comunicação da Casa, o primeiro deles é do deputado Antonio Albuquerque (PTdoB), que objetiva criar uma pulseirinha antissequestro, para ser colocada em bebês recém-nascidos ainda na maternidade. O projeto já foi aprovado por unanimidade pelos deputados, mas a assessoria não informou se já foi sancionado pelo governador Teotonio Vilela (PSDB).
Outra iniciativa é do deputado Joãozinho Pereira (PSDB), que obriga os hotéis e estabelecimentos afins a exigirem o registro de bebês e crianças no ato da hospedagem. Segundo a assessoria, esse já foi sancionado e agora é lei.
Também de autoria do deputado Antonio Albuquerque, outro projeto obriga a afixação de cartazes de pessoas desaparecidas em locais públicos de grande movimentação, a exemplo de rodoviárias, aeroportos, shoppings e grandes centros comerciais e também em ônibus urbanos e intermunicipais no âmbito do Estado.
Esta ação é semelhante à protocolada pela vereadora Heloísa Helena (PSOL), no dia quatro de julho, que está tramitando na Câmara de Vereadores de Maceió desde o dia seis de agosto. Segundo Heloísa Helena, o Projeto de Lei 67/2013 foi elaborado depois do trágico desfecho do desaparecimento do menino Felipe Vicente da Silva, dois anos - encontrado morto 13 dias depois de ser sequestrado, em junho - e propõe que as fotos de crianças desaparecidas na capital alagoana sejam exibidas na rodoviária, aeroportos, cinemas, teatros, praças esportivas, clubes recreativos e eventos que aconteçam em Maceió.
“Apresentei o projeto por conta do crescimento do número de desaparecimentos e para diminuir esses dados. É necessário um esforço conjunto dos governos e da sociedade para resolver a questão”.
Heloísa chama a atenção para o projeto e pede que o Poder Executivo Municipal assine um convênio com o Governo Estadual, “estabelecendo Protocolo de Atuação em Caso de Desaparecimento de Crianças e Adolescentes, definindo o prazo máximo de 12 horas, após o comunicado oficial da ocorrência, para a requisição de todas as fitas das câmeras de vigilância em ruas, residências, casas comerciais, transporte coletivo no raio de dois quilômetros do local do desaparecimento e também promover fiscalização em todos os terrenos baldios da localidade no raio de três quilômetros do evento”, reforça.
Ainda de autoria da vereadora do PSOL outro projeto, que foi subscrito pelos vereadores Kelmann Vieira (PMDB), Dudu Ronalsa (PSDB) e Wilson Júnior (PDT), cria o Dia Municipal da Criança e do Adolescente Desaparecido, na data 16 de junho, exatamente quando desapareceu o menor Felipe Vicente da Silva.
A intenção ao criar a data, segundo a vereadora, é para que as crianças e adolescentes desaparecidos não sejam esquecidos. “Além de assegurar a realização de debates, palestras e campanhas com a divulgação de números e contatos das instituições de segurança pública, conselhos tutelares, Disque 100 e demais órgãos responsáveis por contribuir com a elucidação do desaparecimento das crianças”.

Banco de dados de DNA  da Ufal não é utilizado

O Banco de Dados de DNA de Pessoas Desaparecidas da Universidade Federal de Alagoas existe desde 1997, mas enfrenta dificuldades e não tem dados de crianças e jovens que tenham sumido no Estado.
Segundo o coordenador do laboratório, o médico e professor Luiz Antônio Ferreira da Silva, ele trabalha com a questão do estudo da paternidade. São exames de parentesco genético na ausência do suposto pai e complementados, se necessário, com os parentes biológicos.
Mas com relação à informação sobre crianças e jovens desaparecidos, o local não tem informações. Apenas 11 pessoas constam no Banco de Dados de DNA da Ufal, por falta de quem o alimente. Entre os problemas para a atualização do sistema está a falta de interesse de setores públicos em repassar as informações.
Segundo o professor, falta vontade política para fazer a alimentação dos dados no sistema. “Precisava entrar todo mundo de peito, delegacias, conselhos tutelares e outras entidades da sociedade. O Banco de Dados existe, só não tem como fazer, não funciona”. Luiz Antonio explica ainda que foi elaborado um projeto piloto que permitiria que o sistema fosse atualizado nacionalmente, mas isso acabou não saindo do papel.
“Me reuni com o secretário de Defesa Social, com delegados e conselheiros tutelares para que existisse uma atualização das informações das pessoas desaparecidas, mas isso acabou não acontecendo, é uma briga de egos. Iríamos oferecer um treinamento nas delegacias para que os agentes e delegados aprendessem como acessar, mas ninguém quis. Nosso banco de dados é sofisticado e agora está sem utilidade”, lamentou.
O professor argumenta que fez um cartaz para que fosse exposto em escolas, em cidades do interior e outros locais públicos, “fazendo um trabalho de capilaridade e quando tivesse uma pessoa desaparecida os interessados chegassem à delegacia e o delegado, antes de fazer o Boletim de Ocorrência, usaria o software, que está na internet, e preencheria os dados, alimentava o banco e aí a gente poderia dizer quantas pessoas (entre eles adultos, crianças ou jovens, meninos e meninas) estão desaparecidas, mas não tenho como ajudar”, explica o médico.
Luiz Antonio reclama que falta vontade social para que o Banco de Dados criado pelo Laboratório Forense de DNA da Ufal funcione. “A maioria das crianças desaparecidas são pobres, meninos de rua e não há muito interesse em se descobrir quem são. É um extermínio que não está sendo dito com todas as letras. É preciso fazer uma moldura para que a gente saiba quantas pessoas estão desaparecidas no Estado. Você não vê gente rica desaparecida e não identificada, são todos pobres, é muito delicado”, reclama.

Convênio promove ‘pesquisa’ 

O professor e médico Luiz Antônio Ferreira, coordenador do Laboratório de DNA da Ufal, diz que está em andamento um convênio com a Secretaria de Defesa Social para otimizar o banco de dados criado por ele.
Segundo o convênio, o IML vai mandar, por meio da Perícia Oficial, os restos mortais que não forem identificados para a Ufal, junto com material de células da família que tenha um ente desaparecido, “para que a gente faça o confronto com material do osso do morto”, explica.
OBSTÁCULOS
Há em Alagoas uma grande dificuldade em se obter informações sobre crianças e adolescentes desaparecidos. A reportagem percorreu vários caminhos para tentar descobrir dados e detalhes sobre cada caso. Em primeiro lugar, não foi permitida pela Polícia Civil a liberação das fotos dos menores para serem divulgadas na Tribuna Independente. Segundo a delegada Bárbara Arraes, é preciso autorização por escrito das famílias.
Outra barreira foi localizar uma autoridade para explicar por que o convênio com o Bando de Dados de DNA de Pessoas Desaparecidas não está funcionando.
A Secretaria de Defesa Social informou que o assunto é de competência da Delegacia de Crimes contra Criança e Adolescente. A delegada Bárbara Arraes, porém, disse que não tem acesso a esses dados do convênio e que só a Secretaria poderia falar.
Perícia Oficial e Conselhos Tutelares também foram procurados, mas não souberam falar acerca do assunto. 

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Sequestrador de Cleveland encontrado enforcado na cela



O sequestrador de Cleveland, que manteve três mulheres escondidas em casa, no Ohio, foi encontrado enforcado na cela. Ariel Castro ainda estava vivo e os guardas prisionais transportaram-no para o hospital mas as manobras de reanimação falharam e o detido acabou por morrer.
De acordo com as informações da prisão, citadas pela BBC, Ariel Castro morreu na noite de terça-feira, aos 53 anos. Tinha sido condenado no dia 1 de Agosto a pena de prisão perpétua por ter mantido durante mais de uma década em cativeiro três mulheres.
caso foi descoberto em Maio, altura em que se soube que as três mulheres (agora com 32, 27 e 23 anos) estiveram acorrentadas e que foram repetidamente violadas pelo antigo condutor de uma carrinha escolar. Com uma delas chegou mesmo a ter um filho. Entretanto, a casa onde tudo aconteceu foi demolida.
Uma porta-voz do estabelecimento prisional de Ohio onde Ariel Castro estava detido, JoEllen Smith, citada pela BBC, especificou que o condenado estava sozinho numa cela e que era feita uma ronda a cada 30 minutos devido à notoriedade do seu caso, ainda que não houvesse medidas especiais relacionadas com risco de suicídio.
Risco de suicídio tinha sido afastado
Segundo o Washington Post, antes da condenação, Ariel Castro chegou a estar preso com vigilância permanente mas como foi afastado o risco de suicídio após a condenação passou-se para este tipo de ronda.
“Depois de encontrarem Castro inanimado, a equipa médica da prisão começou as manobras de suporte básico de vida. Pouco depois foi transportado e o óbito foi declarado” às 22h52 locais (3h52 de Lisboa), acrescentou a porta-voz do estabelecimento prisional.
De acordo com o The New York Times o detido foi levado para o Ohio State University Wexner Medical Center, onde foi confirmada a morte. Entretanto foi aberto um inquérito ao caso já que, ainda de acordo com o NYT, não é clara a forma como Ariel Castro se terá enforcado.
Lugar para Ariel só na prisão, disse o juiz
No dia em que foi condenado, Ariel Castro ouviu o juiz afirmar que não havia lugar para ele neste mundo a não ser a prisão. E ouviu Michelle Knight, uma das três mulheres que raptou, violou e manteve presas durante vários anos, dizer-lhe que o seu inferno iria começar naquele momento.
Ariel Castro foi acusado de 977 crimes, entre eles homicídio agravado, ao ter provocado um aborto numa das mulheres que mantinha presas em casa. Nos termos de um acordo, considerou-se culpado de 937 desses crimes – no início do processo declarou-se inocente.
Em tribunal, Ariel Castro pediu desculpa às vítimas, mas garantiu não ser um monstro, insistindo que não é mau nem violento e que foi vítima de abusos quando era criança. “Estão a pintar-me como um monstro. Não sou um monstro. Sou doente”, disse o antigo motorista, de 53 anos, que compareceu em tribunal de uniforme laranja e barba. Aliás, durante os dez anos de cativeiro Castro conseguiu manter uma vida normal perante amigos e família e chegou mesmo a comparecer perante vigílias pelas meninas desaparecidas.
A audiência foi muito emotiva e ficou marcada pelo depoimento de Michelle Knight, a única das três vítimas a comparecer em tribunal. “Durante 11 anos, estive no inferno. Agora o teu inferno está a começar. Vais viver no inferno pela eternidade”, disse Michelle Knight, de 32 anos. “A partir deste momento, não vou deixar que me afectes. Vou seguir a minha vida e tu morrerás um bocadinho todos os dias.”
A sentença surgiu depois de Ariel Castro ter chegado a acordo com o tribunal para evitar a pena de morte. Castro raptou Michelle Knight, Amanda Berry e Georgina DeJesus entre 2002 e 2004. Berry tinha 16 anos, DeJesus 14 e Michelle Knight 21.
As mulheres (assim como uma criança de seis anos, filha de Castro e de Amanda Berry) foram libertadas em Maio, depois de uma delas, Berry, ter conseguido pedir ajuda a um vizinho que acorreu ao chamamento, apesar de ter pensado tratar-se de uma discussão doméstica.
Berry conseguiu vir até à porta da frente da casa com a criança e gritou que precisava de ajuda e que estava sequestrada há dez anos. Depois, já a partir da casa de um vizinho, fez uma chamada para as autoridades dizendo que era a pessoa que há vários anos aparecia nas notícias e pediu que a polícia fosse rapidamente para o local.

Aumenta o número de crianças desaparecidas em Rondônia

A vida de Jucineide Pereira Barbosa, 31 anos, virou de cabeça para baixo no dia 26 de setembro de 2008, quando a filha, Thaís Tahuana, que na época tinha 12 anos, desapareceu, depois de ter ido à casa de uma colega para fazer um trabalho escolar. A garota desde então não foi mais vista e a mãe passou a fazer uma busca contínua, até agora sem sucesso. As sequelas da perda são grandes. Ela conta que o nervosismo é constante, sofre de amnésia, tremedeiras e está sempre em sobressalto. Embora a polícia tenha se mobilizado logo depois do sumiço da garota, Jucineide cobra mais empenho na investigação. Por outro lado, é público que a Polícia conta com um efetivo pequeno para dar conta do serviço, não só para encontrar desaparecidos, mas também para outros tipos de crimes. Jucineide também reclama da falta de atendimento psicológico. Conta que chegou a ser atendida pelos serviços da prefeitura, mas que o psicólogo teria dito que ela estaria bem e não precisaria de tratamento.
Jucineide relata que perdeu a esperança de ver a filha novamente no segundo dia das mães depois do desaparecimento de Thaís Tauana. Com uma campanha de divulgação do caso, recebeu muitos telefonemas e pessoalmente foi até os locais onde as pessoas diziam que teriam visto pessoas com as caraterísticas da garota. “Eu e uma amiga íamos a pé, de bicicleta, de qualquer jeito, quando a polícia dizia que não tinha viatura”. Hoje ela tem uma suspeita de quem poderia ter sequestrado e assassinado a menina, mas a polícia só trabalha com provas materiais e até agora alega que não conseguiu comprovar quem teria desviado a filha do caminho entre as casas da família e da coleguinha da escola, no bairro Três Marias.
capital 3Outros casos de desaparecimento
O mesmo drama de Jucineide, vive a família de Arthur Pietro, de três anos, que desapareceu no dia 2 de agosto passado da varanda da casa onde brincava, no bairro Ayrton Senna, na zona Leste da Capital. A família não tem ideia do que possa ter acontecido, mas aposta que tenha havido um sequestro. Alguém teria levado o menino da casa dos pais. O avô do pequeno Artur Pietro, Washington Luís Pinheiro, também fica angustiado com o trabalho da polícia. Para quem não sabe o que aconteceu com uma criança ou um adolescente desaparecido, estes casos, naturalmente teriam que ter sempre prioridade, afirma ele. “A gente ouve falar em investigações de casos de roubo de carros e outros crimes em que são deslocadas equipes grandes de policiais. A mesma coisa deveria ser feita para localizar as pessoas que desaparecem”, afirma Jucineide Barbosa.
Na última semana, mais um caso de desaparecimento foi registrado em Porto Velho. O garotinho Pedro Henrique, de oito anos, sumiu e só reapareceu no outro dia, por volta de 8h, quando foi avistado pela família em um terreno vizinho à residência da família. O menino contou que foi levado por um homem negro, de cabelos pintados de loiro e sofreu agressões. Exames feitos no Instituto Médico Legal (IML) indicaram que ele não sofreu violência sexual, segundo a mãe, Hortência. A polícia está investigando o caso e a família retomou a rotina doméstica, agora com cuidados redobrados sobre as crianças.
capital 4jovens e famílias em conflito
No ano passado, a psicóloga do Serviço de Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduo do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), Odila Maria Miranda Oliveira, atendeu a seis casos de desaparecimento de crianças e adolescentes, sendo que apenas um tinha menos do que 12 anos. “A maioria destes casos são de jovens que não se conformam com a atitude dos pais e saem de casa para ficar na casa de amigos, mas que depois retornam para casa. “É um comportamento típico da idade”, considera a psicóloga. Neste ano, ela já atendeu a nove casos, sendo o último o garotinho Artur Pietro, de três anos. “Geralmente, os desaparecidos são adolescentes. Eles ficam fora for por sete ou oito dias e depois retornam para casa”, diz a psicóloga.
O Serviço de Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos faz acompanhamento social e psicológico de pessoas desaparecidas e de suas famílias. O trabalho de atendimento nestes casos é feito em rede, juntamente com outros órgãos, como Conselhos de Direitos, unidades de saúde, Ministério Público e as Polícias Civil e Militar.
Buscas por desaparecidos são constantes
O caso de Thaís Tauana é uma exceção entre os desaparecimento de crianças e adolescentes registrados em Porto Velho, onde a maior parte dos casos é de jovens que convivem com conflitos familiares ou maus tratos e por isso fogem, mas retornam para a família depois de um período que não costuma ser longo. Jucineide afirma que a filha se dava bem em casa. “E mesmo que houvesse algum conflito, ela não ficaria tanto tempo sem entrar em contato comigo, a avó ou outros parentes”, diz a mãe. A polícia ainda hoje busca pela jovem e alguns policiais que se sensibilizaram com o drama de Jucineide e da filha, se mostram dispostos a ajudar, mas para a mãe, que passa noites insones pensando no desaparecimento de Thaís, “este esforço é muito pouco”.
Com outros filhos para criar, Jucineide recentemente voltou à faculdade de Nutrição, que ela interrompeu com o sumiço de Thaís e tenta levar uma vida normal. Conta que em sonho conversou com a filha e ela garantiu que estava bem e pediu que a mãe não se preocupasse.
capital 5Efetivo da polícia é pequeno
Encarregada de investigar os desaparecimentos de pessoas, a polícia civil centralizou na Delegacia de Homicídios os casos considerados mais difíceis, como o do garoto Artur Pietro, de três anos. As Delegacias Especializadas, como a de Proteção a Crianças e Adolescentes (DPCA), o quadro de investigadores é muito pequeno para dar conta de toda a demanda de trabalho. No caso desta delegacia, o órgão conta com cinco investigadores, para atender a toda a população da Capital, incluindo os distritos localizados ao longo do rio Madeira e da BR-364. Ao contrário das outras especializadas, que fazem turno corrido, a DPCA trabalha em dois turnos.
Nos casos de desaparecimentos, as pessoas podem acionar a polícia pelo telefone 190, da Polícia Militar, e depois fazer um Boletim de Ocorrência na delegacia mais próxima, sendo que todos os casos que envolvem violação de direitos de crianças e adolescentes são encaminhados para a DPCA. A assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesdec) informa que o governo do Estado está aguardando o processo de transposição de funcionários do Estado para a União para então fazer um levantamento da defasagem de policiais do quadro e realizar um concurso público para novas contratações.

Delegacia de desaparecidos irá formar policiais em Santa Catarina

O desafio de começar um trabalho do zero e tornar Santa Catarina referência no Brasil é a intenção da recém-formada equipe de policiais da primeira delegacia especializada em pessoas desaparecidas do Estado.

A unidade, terceira no país na busca de adultos e crianças, vai formar núcleos de desaparecidos com o treinamento de pelo menos dois policiais em cada delegacia catarinense.
Instalada no segundo andar da sede da Polícia Civil em São José, o serviço especializado terá, a partir do dia 24 deste mês, a responsabilidade de atender a demanda de todas as cidades catarinenses. Só neste ano, 1.951 pessoas desapareceram no Estado. Destas, 592 voltaram para casa.

O delegado Wanderley Redondo, que comandará a equipe, informou que o primeiro passo é organizar dados, mapear perfis e estatísticas para ter uma ideia da dimensão do problema em Santa Catarina.

Com uma equipe de seis policiais e um psicólogo, o trabalho será integrado com a Polícia Civil em todo o Estado. O delegado explica que após o registro do boletim de ocorrência em qualquer delegacia a informação será repassada à unidade especializada. A equipe aplicará procedimentos como o bloqueio de documentos.

— O cadastro único de pessoas desaparecidas hoje não está atualizado. Com informações e fotos, vamos contatar aeroporto, Polícia Federal, polícias rodoviárias e empresas de transporte — explica o delegado.

Contato com parentes será prática permanente

A delegacia também vai criar uma rede de contato com policiais de outros estados para troca de informações. O diálogo constante com familiares também será uma prática dos policiais para manter o cadastro de pessoas desaparecidas atualizado.

De acordo com o Sistema Integrado de Segurança Pública (SISP), de 2002 a 2013, foram registradas mais de 20 mil ocorrências, mas não se sabe quantos foram os localizados. A situação é bem diferente no Paraná, onde 99% dos casos são solucionados.

O Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) é referência no Brasil. Os estados de São Paulo e Minas Gerais também têm divisões específicas.

Polícia Civil estuda parceria com projeto referência
Outro caminho seria a parceria com o projeto Caminho de Volta, desenvolvido pelo Departamento de Medicina Legal da Universidade de São Paulo (USP), que cadastra os dados em um banco de DNA. O sistema é o mesmo utilizado pelo Sicride, no Estado do Paraná.
DIÁRIO CATARINENSE

Secretaria orienta como registrar desaparecimento de crianças e adolescentes

O programa São Paulo em Busca das Crianças e Adolescentes Desaparecidos, lançado em maio de 2012 pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), conscientiza a população sobre a denúncia, que não precisa aguardar 24 horas para ser feita por meio de Boletim de Ocorrência.
Essa recomendação não existe e atrapalha o trabalho da polícia. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, a providência da polícia deve ser imediata, e o desaparecimento pode ser comunicado pela Delegacia Eletrônica, através das viaturas da Polícia Militar, pelo 190 ou pessoalmente nas delegacias de polícia.
Quanto mais rápido for o aviso, maiores são as chances de resgate. O programa ainda dispõe de tecnologia inédita que permite saber como está a fisionomia de uma criança desaparecida há anos, o que facilita as buscas.
Orientações
Uma das principais atividades da 4ª Delegacia de Pessoas Desaparecidas, do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) é a busca por crianças e adolescentes desaparecidos.
Para a Polícia Civil, o diálogo é fundamental para evitar situações angustiantes para os pais. Por isso, orientar a criança a procurar um profissional da segurança, como policiais, vigias ou seguranças é fundamental.
Outra dica importante é tirar o RG da criança assim que ela completar dois anos de idade. Isso garante que as autoridades tenham o registro e informações nos bancos de dados e ajuda na localização ou identificação.

PF pede à Interpol ajuda para localizar menor sequestrada por pai ucraniano

Foto recente de menina sequestrada será enviada para Interpol (Foto: Arquivo Pessoal)
Polícia Federal no Tocantins solicitou à Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal) a chamada difusão amarela no caso da menina Ieda, filha da tocantinense Oziene Vieira Barbosa, que sumiu com o pai estrangeiro na Ucrânia. O termo significa a ação de divulgação, pela Interpol, da foto, nome e características físicas da criança sequestrada para todos os países membros. O objetivo é localizar a menina e repatriar a criança, devolvendo ela para a mãe.
A PF também encaminhou o caso à Autoridade Central Administrativa Federal no Brasil (ACAF), para as providências necessárias. De acordo com a PF, a entidade entrou no caso, de modo excepcional e para fins humanitários depois que um registro foi feito junto à superintendência da instituição noTocantins.
O sequestro da criança pelo pai Alexander Levin é considerado crime na legislação brasileira, mas como aconteceu na Ucrânia, a lei não pode ser aplicada e a polícia brasileira não pode atuar na apuração do suposto crime. De acordo com a PF, a questão pode ser solucionada por meio de vias diplomáticas ou em ações cíveis movidas no poder judiciário.
Defensor Público da União diz que menina pode estar nas Filipinas (Foto: Jesana de Jesus/G1)Defensor Público da União diz que menina pode
estar nas Filipinas (Foto: Jesana de Jesus/G1)
O Defensor Público da União, Pedro Paulo Raveli Chiavini, que está cuidando do caso, disse que a menina pode estar nas Filipinas. Segundo informou o defensor, as suspeitas iniciais é de que ela estivesse no Canadá, já que o pai tem residência neste país. Mas a polícia canadense foi à casa dele e descobriu que a menina não está com Alexander. "O passaporte dele foi rastreado e verificamos que ele passou pelas Filipinas. À Oziene, Alexander já tinha manifestado o desejo de morar neste país e na última foto da menina tirada pelo pai e postada nas redes sociais, ele disse que Ieda está em um país de terceiro mundo. Então tudo indica que ela esteja lá".
Chiavini explicou que o crime é configurado como sequestro internacional com requintes de premeditação e características maquiavélicas. O defensor disse que Alexander, antes de chegar na Turquia já havia pensado em tudo. "Ele pediu para a mãe tirar um passaporte em Buenos Aires e a induziu a incluir uma cláusula que permite que qualquer um dos dois viaje com a criança. Ele abandonou a criança por uma deturpação psicológica e a sequestrou não para ficar com ela, mas para atingir a mãe".
Mãe de menina sequestrada pede ajuda para a população das Filipinas para encontrar a filha (Foto: Jesana de Jesus/G1)Mãe de menina sequestrada pede ajuda para a
população das Filipinas para encontrar a filha
(Foto: Jesana de Jesus/G1)
O defensor público já pediu a apresentação de Alexander na polícia canadense para que ele seja indiciado por omissão criminosa, abandono e sequestro. A embaixada do Brasil nas Filipinas e também a das Filipinas no Brasil foram procuradas para que seja iniciada uma investigação criminal. O defensor comentou que a polícia ucraniana vai ser contactada para que o homem seja indiciado criminalmente no país também. A intenção é pressioná-lo para que ele diga onde está a menina.
"É uma situação que me dá muita angústia, mas estou mais esperançosa. Quero pedir ajuda das pessoas das Filipinas para ajudar a encontrar minha filha", falou a mãe da criança, que está grávida novamente de Alexander. "Minha gravidez está complicada porque eu não estou comendo, nem dormindo", relatou a jovem.
Levin pergunta para brasileira se ela quer ter um bebê com ele (Foto: Reprodução/Facebook)Levin pergunta para brasileira se ela quer ter um
bebê com ele (Foto: Reprodução/Facebook)
O caso
Ieda, atualmente com dois anos, é filha da tocantinense Oziene Vieira Barbosa, de 25 anos, e do ucraniano Alexander Levin, 47 anos. Eles tiveram um relacionamento por cerca de três anos e estavam vivendo em Vinnitsa (a duas horas da capital Kiev), na Ucrânia, desde o dia 12 de junho deste ano. No dia 27 de julho, o pai disse que iria comprar leite e levou a filha junto, não retornando mais. Dias depois, por meio da internet avisou Oziene de que ela nunca mais veria a filha.
O ucraniano chegou a fazer ofensas ao Brasil em uma rede social e disse não iria deixar sua garotinha "crescer em um país sem esperanças". No último dia 26 de julho, Oziene revelou que está grávida e espera outro filho de Alexander.
Relacionamento
Oziene conheceu o ucraniano Alexander Levin quando fazia um curso online de inglês. Em 2011, Oziene engravidou e Levin sempre a visitava no intervalo das viagens que ele fazia para o Canadá. Depois que a filha Ieda nasceu, o companheiro sempre pedia para ela ir morar com ele na Ucrânia. Em abril deste ano, o casal e a criança foram para fora do país. Ficaram um tempo na Argentina e na França até chegar à Ucrânia em junho deste ano.
Depois que o homem sumiu com a criança, Oziene precisou pedir ajuda para a família e amigos no Tocantins para conseguir retornar ao Brasil. Na volta, ela pediu a guarda da filha para a justiça brasileira.
Mesmo com os desentendimentos, os dois mantêm contato por email e redes sociais. Porém, o ucraniano não revelou em que país está vivendo.
Mãe faz apelo ao pai da criança desaparecida, para que ele a deixe ver a filha (Foto: Monique Almeida/G1)