sexta-feira, 18 de julho de 2014

Família é alvo de golpe 4 vezes

Em apenas uma semana, quatro pessoas de uma mesma família, em Cuiabá, receberam a ligação de bandidos tentando aplicar o golpe do “falso sequestro”, modalidade criminosa em que os bandidos ligam aleatoriamente para determinada pessoa e tentam por meio de pressão psicológica conseguir dinheiro fácil, alegando que um filho ou cônjuge está sendo assaltado ou sequestrado. 

A intenção dos bandidos é pedir dinheiro ou até mesmo créditos de celulares pré-pagos em troca da libertação da pessoa ou de informações. Geralmente, as chamadas partem de presos e a extorsão ocorre em horário bancário. Para conseguir os números das vítimas, os bandidos se valem de listas telefônicas, agendas de telefones celulares roubados e números anotados atrás de cheques igualmente roubados. 

Conforme o comerciante Paulo Sérgio Hatta, de 43 anos, sua esposa foi a primeira a receber a ligação do “telemarketing do crime” na semana passada. Anteontem, foi a vez dele, e ontem pela manhã, a sua cunhada. “Primeiro surge a voz de uma criança chorando e dizendo ‘mãe, mãe eu fui sequestrada, socorro mamãe”, contou. Uma tia do comerciante também teria recebido a ligação dos marginais há uma semana. 

Depois, segundo Hatta, a criança diz que vai passar o telefone para o bandido. “No meu caso, o bandido disse que queria negociar a vida da criança caso contrário eu receberia a cabeça [da filha] dentro de uma sacola. Eu falei que sabia que era um golpe e ele soltou um palavrão e desligou o telefone”, relatou.

Hatta e sua esposa não caíram no golpe por que além de já terem ouvido falar no crime a voz da criança aparentava ser de uma menina e não menino (ele tem um filho de 13 anos). 

Porém, ele comenta que a sua cunhada ficou desesperada e chegou a passar mal quando recebeu a ligação por que a filha dela não estava em casa. “A minha cunhada já tinha sido alertada, já havíamos conversado sobre o golpe, mas ela ficou desesperada, entrou em estado de choque quando ouviu que a filha tinha sido sequestrada”, afirmou. “Depois, ela saiu correndo até a minha casa, onde a filha dela estava”, acrescentou. 

Hatta diz que a família chegou de entrar em contato com o 190 da Polícia, por meio do qual teria sido orientado a registrar um boletim de ocorrência (BO), o que, entretanto, não foi feito. “A minha intenção é alertar as pessoas por que mexe com o emocional e com o psicológico. Se a pessoa de repente tem uma filha e não estiver informada ou preparada vai acabar acreditando e fazendo o que os bandidos querem”, frisou. 


fonte>>http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=454377

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